quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Cursos de húngaro, convênios, etc - organizando

Como os posts sobre cursos de idiomas e outras oportunidades de estudos estão espalhadas em vários tópicos, resolvi criar este índice para tentar colocar um pouco de ordem no galinheiro. Vamos lá:

- cursos de húngaro no Brasilaqui
 
- Cursos de húngaro na Hungria: Pécs, Debrecen, outras (ILC, Ulysses, Szeged, Pázmány Péter, Eötvös Loránd, Instituto Balassi).

- Cursos de húngaro em outros países: aqui

- Cursos intensivos de idiomas na Europa (não somente húngaro!): aqui o post sobre o EILC.

- Cursos regulares de outros idiomas no Brasil:  se você gosta de idiomas "menos convencionais", pode tentar o Serviço de Cultura e Extensão da FFLCH - USP (São Paulo) ou a UnB Idiomas, em Brasília, que está com cursos novos - por exemplo, coreano e esperanto - e abriu oferta adicional para o 2° semestre/2012.

- Bolsas, convênios e intercâmbio na Hungria e em outros países da Europa: aqui

- Sites de referência (exercícios online, dicionários, etc): aqui 





terça-feira, 11 de setembro de 2012

Onde estudar húngaro? - Outros cursos no exterior

Atualização (15/02/2014): Bolsas para 2014/2015? Veja o post relâmpago!

Vou listar agora instituições públicas e privadas que oferecem cursos de húngaro na Hungria ou em outros países. Como não consegui muitas informações sobre elas, resolvi agrupá-las num único post.

- No site Cidadania Húngara aparece o nome dessa escola: ILC - International Language Centers: cursos regulares ou intensivos e possibilidade de fazer aulas particulares. Em Budapeste.

- Uma que encontrei pelo Google: Ulysses Hungarian Language School (link). Também tem aulas pelo Skype! E achei positivo eles darem os preços em forint. Para preços calculados em euro, existe uma variação das taxas de câmbio que pode render algumas surpresas. Passei por isso quando me inscrevi no curso em Pécs. Veja mais sobre aulas pelo Skype na atualização no final do post.

 - Universidade de Szeged: veja a página do programa; não deixe de conferir a página do curso de verão e mais informações aqui. Veja também o formulário de inscrição, disponível para download em formato doc. Os cursos da Universidade de Szeged, cidade situada no sul da Hungria, parecem ser mais em conta do que os de Pécs e Debrecen. Como não descobri a carga horária, é difícil fazer uma comparação; também não descobri no site nada sobre a possibilidade de ficar no alojamento universitário.

- Universidade Católica Pázmány Péter: página do programa aqui. Aulas no campus de Piliscsaba, a 20 km de Budapeste.

- Universidade Eötvös Loránd: em Budapeste. Dê uma olhada na página do programa e no folheto do curso de verão 2012. Enquanto os outros cursos na capital parecem ser basicamente de idiomas, aqui você pode fazer um curso de idioma + imersão cultural. Esse curso não apareceu na lista do Erasmus; talvez eles não estejam participando do programa, ou simplesmente o calendário ainda não esteja disponível.

- Instituto Balassi: é ligado ao Ministério da Cultura húngaro. Veja a página principal e também um texto de apresentação (em inglês) sobre os objetivos da instituição. Duas coisas importantes sobre o Instituto Balassi: oferece cursos em outros países além da Hungria e tem programas de bolsas, alguns específicos para descendentes. Se eu não estiver enganada, alguns colegas do curso de Pécs sem ascendência húngara eram bolsistas do Balassi. Mais sobre bolsas e convênios neste post.


Como a lista da figurinha acima não vai aparecer no Google... não custa escrever que o Instituto Balassi tem unidades nos seguintes países e cidades:
- Alemanha: Berlim e Stuttgart
- Eslováquia: Bratislava
- Bélgica: Bruxelas
- Hungria: Budapeste
- Romênia: Bucareste e Sepsiszetngyörgy, em húngaro, ou Sfântu-Gheorghe em romeno: confesso que não conhecia a história dessa cidade na Transilvânia. Mais no artigo da Wikipédia. Também é possível dar um passeio pelo Google Streetview e ver muitas placas em húngaro. Como deve ser a vida numa cidade bilíngue? #curiosa
- Egito: Cairo
- Índia: Delhi
- Finlândia: Helsinque
- Reino Unido: Londres
- Rússia: Moscou
- Estados Unidos: Nova Iorque
- França: Paris
- República Tcheca: Praga
- Itália: Roma
- Bulgária: Sófia
- Estônia: Talinn
- Áustria: Viena
- Polônia: Varsóvia


Atualização (14/05/2013): Quando estive em Pécs, vi uns cartazes da Jump Nyelviskola. Aulas de francês, russo, croata, esperanto e outras. Além de húngaro! Não tenho mais referências do curso. Caso você vá estudar em Pécs e por algum motivo não possa frequentar os cursos regulares da universidade, quem sabe possa tentar uma aula experimental na Jump. Depois nos conte o que achou!

Quem está fora do Brasil e da Hungria pode ainda pesquisar as instituições da sua cidade. Na Alemanha, por exemplo, a Universidade de Hamburgo tem um instituto para estudo de línguas fino-ugrianas; e uma colega do curso em Pécs fazia o curso regular na Universidade de Göttingen. Uma participante da Espanha fazia o curso regular em Madri - não sei a instituição. 

Mais alguma dica? Mande aqui para o blog!

Este post faz parte do diretório sobre cursos e oportunidade de estudos.

Atualização (04/11/2012): Encontrei o site da Allex Studio - uma escola de línguas em Budapeste que edita o próprio material. Tenho alguns livros da série Simple Hungarian, editada por eles. Estive fazendo uns exercícios do volume "Conversational topics - elementary level" (quando estiver mais segura, um dia tenho que escrever umas resenhas de livros). É bem baseada em repetição e, pelo que diz o site, isso é algo que eles realmente enfatizam na metodologia. A recomendação é de uma hora de aula para 3 a 5 de estudo em casa. 

No meu caso - que gosto de praticar em grupo e acho importante pegar carona nas dúvidas dos colegas -, acho que não me sentiria muito à vontade aprendendo assim. Mas talvez seja o que funcione para você.

Atualização (13/12/2012): Estou fazendo aulas pelo Skype com a professora Zsuzsanna Kácsor (e-mail aqui) [Se o Blogger sumir com o link, o endereço é zsuccaarrobafreemailpontohu]. Ela fala português e tem conta em banco daqui. O que você está esperando?

Cursos intensivos de idiomas na Europa - EILC

Atenção (dez/2014)! O programa EILC acabou mesmo. Veja atualizações no final do post.
 
Antes de continuar falando sobre os cursos de húngaro... lembram que falei que os cursos de Pécs e Debrecen estavam na lista do site da embaixada?

Só que existem outras instituições que oferecem cursos intensivos. Uma boa forma de encontrar essas informações é aqui neste site. A propósito, alguns cursos de inverno já têm data prevista para 2013 (clique e amplie):
 
É interessante que essas datas estão aí no site e ainda não foram publicadas nas páginas dos institutos/universidades que vão oferecer os cursos. Caso você tenha interesse, sugiro que entre em contato com as instituições para confirmar a data.

Esses cursos fazem parte do programa Erasmus Intensive Language Courses. São cursos com carga horária mínima de 60 horas e duração máxima de 6 semanas, que podem ser feitos pelos intercambistas do programa ou por outros interessados. O Erasmus (veja atualização no final do post) é bastante popular entre os universitários europeus e permite cursar um semestre numa universidade em outro país da Europa sabendo que os créditos serão aproveitados no retorno.

E se você quiser fazer um curso de, vamos dizer, croata, búlgaro ou islandês? Tem também! Olhe a lista de idiomas no site do EILC.

Aqui você encontra informações em português sobre o programa.

Boa parte dos meus colegas - acredito que a maioria deles - eram bolsistas; e muitos ficaram surpresos por eu não ser, nem ter feito nenhum pedido... pois é, para o pessoal do Erasmus a página do IELC aí acima dá todas as orientações aos candidatos.

E os brasileiros, podem receber algum tipo de bolsa para esses cursos? Infelizmente não consegui muitas informações. De qualquer forma, está nos meus planos escrever um post sobre bolsas e convênios. Aguardem!

Atualização (04/10/2012): O Erasmus foi afetado pela crise financeira e existe o risco de o programa não continuar. Mais aqui e aqui. :-(

Se realmente acabar, não significa necessariamente que os cursos de idiomas também acabem; mas o perfil do público vai mudar, o número de interessados deve diminuir e acredito mesmo que alguns cursos corram o risco de desaparecer.

Atualização (07/12/2014): os cursos intensivos presenciais realmente deixaram de ser oferecidos pelo Erasmus a partir de 2014... mas isso não significa que as escolas e universidades vão deixar de oferecer seus cursos de férias. O curso de Szeged, por exemplo, vai continuar (escrevi sobre isso aqui). O que acontece é que os alunos virão por outros programas, ou de forma independente. Na verdade, espero mesmo que todos os institutos possam continuar com seus programas.
Este post faz parte do diretório sobre cursos e oportunidade de estudos.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Onde estudar húngaro? - Universidade de Pécs

Vamos falar agora sobre as opções na Universidade de Pécs.

Os cursos de verão, com duração de 2 ou 4 semanas, costumam ser realizados em agosto (começando no final de julho); os cursos de inverno duram 2 semanas e são realizados basicamente em fevereiro. O aluno pode ainda optar por fazer somente aulas ou incluir atividades extras (excursões, seminários, etc); alimentação vegetariana ou com carne (ou deixar a alimentação por sua conta); alojamento universitário ou hotel - e por aí vai. Para iniciantes, o idioma de intermediação é o inglês. Mais detalhes aqui.

Pécs (pronuncia-se "pêtsch") é uma cidade universitária no sul/sudoeste da Hungria, perto da fronteira com a Croácia. Como foi esse o curso que fiz, vou falar mais dele e da cidade em outros posts, OK?

Dica: navegue pelo site e veja a programação de cursos anteriores, as galerias de fotos... e de vez em quando confira também este humilde blog!
 
Algumas publicações mais recentes: aqui (viram que eles falaram das brazilian chocolate balls?), aqui e aqui; além dessa matéria com vídeo.

Este post faz parte do diretório sobre cursos e oportunidade de estudos.

Atualização (04/11/2012): Sobre datas, veja os últimos parágrafos aqui.


Onde estudar húngaro? - Universidade de Debrecen

Edit (junho/2013): Intercambistas: o ótimo Brasileiros na Hungria tem depoimentos sobre a vida de estudante em Debrecen (e em Budapeste também). Não deixem de conferir!

Quando decidi fazer um curso de férias na Hungria, comecei pesquisando o site da embaixada no Brasil. Existe um link para quem quer estudar lá.

Vamos falar então sobre o curso da Universidade de Debrecen - ou melhor, os cursos:


- cursos de idioma e cultura em Debrecen (vá em language and culture courses): observe que são oferecidos cursos regulares, intensivos e superintensivos. O superintensivo de primavera pega também um pouco da baixa temporada, o que é ótimo para quem não quer morrer no preço da passagem aérea.

Para o curso que lhe interessar, baixe o folheto de informações (detailed information) e também o formulário de inscrição (application form). Nesse formulário você vai ver que pode optar por incluir alimentação e, se for o caso, indicar que você é vegetariano. Também é possível escolher tipo de acomodação e idioma de intermediação para iniciantes (inglês ou alemão). Se, para você, "Das Buch liegt auf dem Tisch" é mais fácil do que "The book is on the table", considere fazer o curso em Debrecen!

- Cursos de idioma em Debrecen (language courses): cursos superintensivos de 50 horas-aula ou um ano letivo completo (750 horas-aula)

Atualização (28/05/2013): a Universidade de Debrecen mudou algumas diretrizes na montagem dos cronogramas. A principal novidade é que os cursos em Debrecen também serão realizados ao longo do ano, como em Budapeste. Achei isso ótimo, porque dá mais uma opção de curso intensivo durante a baixa temporada. O bolso agradece! 
Programação para 2016 aqui!

- Cursos em Budapeste (aqui): se não estou enganada (e se não mudaram o esquema do curso), a unidade de Budapeste só oferece o curso de idiomas, alternando intensivos de 3 semanas e de 2 semanas ao longo de todo o ano. Quer fazer um intensivo em baixa temporada? Tem 30 dias de férias e acha complicado fazer um curso de 4 semanas, mas 2 semanas seriam muito pouco? Considere fazer o curso da Universidade de Debrecen em Budapeste.

No momento em que essa pesquisa é feita, a escola de idiomas está de mudança. Veja:

 
Atualização (10/10/2012): o novo endereço está disponível no site: Váci utca (Rua Váci), 63 - também conhecida como a "rua dos turistas" - perto do Mercado Central.

- Cursos fora da Hungria (aqui):  já vi ofertas para cursos em Seattle, Nova Iorque e Antuérpia. Será que algum dia vai ter curso no Brasil? 

Nesta página você pode acessar vídeos e galerias de fotos. Vale a pena ver!


Minha escolha foi basicamente entre Pécs e Debrecen, já que eu queria ficar numa cidade do interior e só depois soube do curso em Szeged. Escolhi Pécs um pouco na base da intuição (aka chute). Na época, tentei encontrar blogs, grupos de discussão, etc, em que os participantes dessem opiniões sobre os cursos. Não encontrei nada! Pois bem: gostei muito do curso em Pécs, e acredito que teria gostado do curso em Debrecen. Uma das grandes diferenças, pelo que parece, é que vai mais gente para Debrecen (uma participante que cursou os dois disse que existiam mais turmas lá) e o público é mais diversificado.


Em Pécs a imensa maioria dos participantes eram universitários intercambistas na própria Europa (existem programas, como o Erasmus, que vou detalhar num próximo post), com alguns japoneses, canadenses, etc. Eu era a única participante latino-americana e provavelmente a mais velha do grupo, com meus quase 40 anos (é a vida, né?). A maioria lá estava na faixa de 21 a 26.

Já em Debrecen, os participantes vêm de um número maior de países e parece que a faixa etária é mais variada. Um dos primos viu na TV local uma matéria em que apareciam três paulistanos fazendo o curso de verão 2012 lá! Então, se para você é importante estar num grupo mais heterogêneo e com maior probabilidade de encontrar outros brasileiros, Debrecen talvez pese mais na balança.

No meu caso, acho que acabei dando um pouco de sorte em ter escolhido Pécs. É que a ferrovia entre Debrecen e Budapeste teve um trecho interditado quando eu estava para pegar o avião na volta, e era preciso pegar um desvio em Miskolc, aumentando em mais de uma hora o tempo de viagem.

Para quem quer sabre mais: o Chico, do Hungria Mania, fez o curso em Debrecen; aqui vai o link para o Debrecen life, escrito por um estudante que cursou o Erasmus lá. E aqui mais um: A nevem Carolina ("Meu nome é Carolina"). Infelizmente os dois últimos estão desativados (o Chico tem escrito raramente), mas valem pelo que têm arquivado. 

Este post faz parte do diretório sobre cursos e oportunidade de estudos.

Onde estudar húngaro? - Brasil

Se você, por qualquer motivo, quer aprender húngaro (ou qualquer idioma menos divulgado), a primeira pergunta é: onde encontrar cursos ou alguém que dê aulas particulares? A não ser que você seja autodidata e queira se aventurar em cursos online, procurar amigos nativos para conversar pelo Skype... muita gente aprende assim; mas e quem procura um curso presencial, como eu procurei no início? [Obs: estou fazendo aulas pelo Skype. Contato no item sobre Brasília]

Vamos começar: você já conferiu a lista do site Cidadania Húngara? Lá tem informações sobre cursos em São Paulo (interior e Capital), Rio, Brasília e à distância

O site da Associação Húngara (SP) tem também uma lista. É mais focada em tradutores, mas alguns deles também dão aula: Sampa, Indaiatuba e outras cidades aparecem lá. Só é preciso ficar de olho porque a última atualização é de 2008.

Você mora em BH, Fortaleza, Curitiba, Londrina ou SC (região de Jaraguá do Sul)? Continue lendo...

- São Paulo (capital e interior):
Em Sampa existe até um curso regular, na Associação Húngara. A Associação tem também uma biblioteca. A lista de livros pode ser encontrada no informativo de maio.

[Atualização, jun/2015]: Excelente notícia! A USP está com um curso de húngaro. Detalhes aqui.

No início dos anos 90 cheguei a fazer uns três meses de um curso oferecido como programa de extensão pela USP com a professora Marga Petry. Na época havia cursos de extensão em húngaro, iorubá, polonês... pena que não fossem oferecidos com regularidade. Era preciso ficar de olho nos murais de avisos nas paradas do "secular" Circular da USP. Não sei se ainda oferecem cursos de húngaro de vez em quando. Mas, se você tem interesse em alemão, guarani, galego, italiano, russo, tcheco... esses e outros cursos estão na programação do 2° semestre/2012, no site do Serviço de Cultura e Extensão da FFLCH.

Na lista do Cidadania Húngara aparecem ainda duas professoras particulares na capital e um professor no interior, em Votorantim.

- Fortaleza [atualização, mar/2018]: excelente notícia para quem mora em Fortal! Tem o curso da UECE. Dica do HungriaMania aqui.

- Rio de Janeiro: na lista do CH aparecem dois professores;

- Brasília: na lista do CH são listadas duas professoras. A Zsuzsanna Kácsor não está em Brasília, mas dá aulas pelo Skype (e-mail aqui - se o Blogger resolver sumir com o link pela enésima vez, o endereço é zsuccaarrobafreemailpontohu). Recomendo!

- Belo Horizonte: essa eu descobri numa busca pelo Google, não sei nem como. Um curso de extensão com as inscrições já encerradas, que teve início em março de 2012, ministrado pela professora Helene Paulinyi. O curso pode nem estar mais disponível mas, se existe uma professora em BH e o site dá o contato dela, por que não tentar?

- Curitiba: o professor Luís Felipe dá aulas particulares. Aqui vai o e-mail! [Se o Blogger resolver sumir com o link, o endereço é luisleigharrobagmailpontocom]

- Londrina: sou meio desconfiada com anúncios, mas não custa conferir este aqui.

- Jaraguá do Sul-SC: existe uma Associação Húngara que está promovendo um curso, ou vai promovê-lo em breve. O embaixador e outras autoridades estiveram lá em maio/2013. Confira aqui. Tem também esse blog com bastante informação. Sobre a visita, um pouco mais aqui e aqui.

Você dá aulas de húngaro ou quer indicar alguém? Mande sua dica para o e-mail do blog ou escreva aí nos comentários para que eu possa editar este post com as novas informações. 

PS: Pesquisar no Google é mais complicado do que parece. Tudo por causa da turma que cria anúncios ocultos que só têm uma função: aparecer nos sites de busca! Ou alguém acha que os empregadores desesperados dos anúncios aí abaixo realmente existem? Clique e amplie:


Pensem nisso quando procurarem emprego pela internet... :-/

Edit: Não encontrou nenhum curso ou professor de húngaro na sua cidade? Esta escola, em Budapeste, oferece cursos pelo Skype. Vá em "our courses" e confira!

Este post faz parte do diretório sobre cursos e oportunidade de estudos.

Edit (junho/2013): Vi que o Cidadania Húngara mudou o texto da página inicial para uma mensagem voltada aos interessados em aprender o idioma! Também é uma das buscas que mais trazem o pessoal aqui ao blog.   

domingo, 9 de setembro de 2012

Algumas características da língua húngara por uma humilde iniciante

Aviso: pessoal que já sabe húngaro e/ou quer ler algo escrito por alguém que saiba. Foi mal, gente! O que se segue é o ponto de vista de alguém que fez quatro semaninhas de curso. Então vamos lá.

Aqui estou tentando tirar a poeira do blog. Foi tanta correria durante o curso - e também depois que voltei - que este espacinho ficou bem abandonado, reconheço. Agora preciso organizar logo as ideias antes que elas comecem a se perder na minha cabeça.

Falei aqui sobre minha motivação; na verdade eu queria juntar a fome com a vontade de comer: tirar férias e aprender um pouco de húngaro.

Húngaro? É muito difícil? É parecido com algum outro idioma assim mais... pop? 

Já indiquei, mas não custa indicar de novo o post do nem beszélek magyarul. Para quem gosta de referências wikipédicas, aqui vai o artigo em português. O artigo em inglês contém mais informações. 

Alguns pontos que achei interessantes durante o curso:

- Uso dos sufixos: em português dizemos, por exemplo, minha casa (pronome possessivo + substantivo). Em húngaro é házam: (ház = casa) + (sufixo que indica posse). Em português dizemos que alguém está no parque (preposição + substantivo). Em húngaro se utiliza a combinação parkban: (park = parque) + sufixo que indica posição.

- Supressão do verbo ser em algumas situações: para dizer ele é médico (ou ela é médica), por exemplo, dizemos simplesmente: ő orvos. Aliás, o pronome da terceira pessoa do singular (ő) não tem flexão de gênero.  

Na primeira pessoa, aí tem que usar o verbo: Orvos vagyok (sou médico/médica).

- Posição de foco: no exemplo acima, orvos vagyok - por que o verbo ficou no final? Pois é, o húngaro tem um quebra-cabeça chamado posição de foco. A informação mais importante vem, via de regra, logo antes do verbo. Para nós, que estamos acostumados à estrutura tradicional "sujeito + verbo + o resto", dá uma insegurança danada ter que filosofar sobre qual é a informação mais importante da frase, até mesmo em sentenças curtas e aparentemente simples!

- Harmonia vocálica: quando falei sobre o uso dos sufixos, não mencionei uma coisa: geralmente é preciso utilizar uma vogal de ligação. Que vogal é essa? As regras baseiam-se no conceito de harmonia vocálica. As vogais em húngaro são divididas em dois grandes grupos: frontais (e, é, i, í, ö, ő, ü, ű)  e posteriores (a, á, o, ó, u, ú); então, se a palavra contém somente vogais de um tipo, a ligação do sufixo será feita também com uma vogal daquele tipo. Algumas palavras são "mistas" (isto é, contém vogais frontais e posteriores); daí é preciso seguir mais algumas regras. 

Se você quiser aprender não só húngaro mas também finlandês, mongol, turco... veja o artigo da Wikipédia aqui. Para o húngaro especificamente, o artigo da Hungarian Reference dá uma explicação fácil de entender. Se você quer uma referência mais acadêmica, pode ver aqui, para uma abordagem mais descritiva e classificatória, ou  aqui, para uma abordagem matemática que, por sinal, me deixou impressionada. Será que a ideia é ensinar o computador a escolher a vogal certa?

- Existe uma lógica de mostrar as coisas do geral do particular. Dessa forma, os húngaros se apresentam dizendo o sobrenome antes do nome (não só os húngaros; em países como China, Coreia e Japão também é assim). Datas são escritas assim: ano - mês - dia. Assim, 13 de julho de 2012 fica 2012.07.13 (também vi 2012-07-13, qual será o certo?), ou 2012. július. 13.

- Não existe o verbo ter! Por exemplo, eu tenho um carro = van autóm - a construção seria algo como "existe carro meu".

- Conjugação definida/indefinida: de acordo com o tipo de objeto (se é definido ou indefinido, ou se o verbo é intransitivo), muda a forma de conjugar o verbo. Esse conceito simplesmente não existe em nenhum outro idioma que tentei estudar até hoje e, para falar a verdade, não cheguei a estudar essa matéria no meu curso. É coisa para os alunos do nível A2. Vou passar só o link da Wikipédia, beleza?

Por enquanto é só. Vejo vocês no próximo post!