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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Som na caixa - músicas em espanhol

Este ano resolvi começar um curso de espanhol. E por quê?!

De tanto apanhar do húngaro, achei que merecia estudar também um idioma com vocabulário mais fácil de memorizar. É uma espécie de compensação. Se faz sentido eu não sei... só sei que foi assim. Além disso, fiquei meio chateada de passear por aí pela Europa Central, encontrar hispanofalantes e ter que conversar com eles em inglês ou alemão.

Bem, hoje o professor pediu que cada aluno enviasse uma sugestão de música para trabalharmos em aula.

Não consegui sugerir apenas uma. Vou postá-las também aqui no blog:

- Bacilos: essa banda, já extinta, formou-se em Miami e tinha participantes de várias nacionalidades - inclusive um brasileiro. Afinal trata-se de Miami, certo?

Bacilos - Mi primer millón

- Juanes: lá pela virada do milênio (isso é só para fazer todo mundo se sentir velho, hehehe) o colombiano Juanes aparecia em alguns canais brasileiros de videoclipe - principalmente com este vídeo:

Juanes - A Dios le pido

Para sair um pouco do óbvio, sugeri esta aqui:

Juanes - Destino

- Doctor Krápula: "Exigimos respeto por la vida, exigimos mejor educación, exigimos la verdad en las noticias, exigimos toda la información, exigimos que el agua se proteja porque no hay nada que tenga más valor, exigimos nueva gente en el gobierno y que se acabe tanta corrupción"... é o recado dessa banda colombiana (só deles?). Solta o som:

Doctor Krápula - Exigimos

- Julieta Venegas: de vez em quando a voz da mexicana é ouvida nas rádios de MPB em duetos com o Lenine e a Marisa Monte.

Em dueto com Marisa Monte - Ilusión

Julieta Venegas - Me voy

- Inmigrantes: se você não conhecia nenhuma banda com vocalistas gêmeos (bem, pelo menos eu não conhecia), confira esse grupo argentino:

 Inmigrantes - Turistas

O vídeo acima foi minha sugestão para a aula, porque acho que nele os cantores pronunciam as palavras de um jeito mais fácil de entender; mas minha música preferida da banda é essa aqui:

Inmigrantes - Graffiti

E vocês, gostam de estudar idiomas com música?


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Músicas - Emberek

O post de hoje é simples: alguns vídeos de música. Aqui vai uma que eu estava ouvindo hoje a caminho do trabalho. O nome é "Tábortűz":
Aqui outro vídeo, com a tradução da letra para o inglês:
Meio triste, não?

Emberek ("pessoas"), essa banda de nome curioso, era formada por Zoltán Miller (aí no vocal), Gábor Berkes e László Erdélyi (que deixou o grupo em 1996). Lançaram três discos entre 1995 e 1998.

Essa outra ("Süt a nap") é mais alto-astral:

Tem também essa aqui ("Száz út"), que vi em alguns vídeos de despedidas de turmas. Se a letra fala da variedade de caminhos que as pessoas acabam tomando na vida, tem mesmo tudo a ver:
É isso... hoje vou ficando por aqui. Viszlát!


domingo, 19 de maio de 2013

Andei lendo: "Renato Russo - o filho da revolução", de Carlos Marcelo


De repente está todo mundo falando sobre o Renato Russo: livro (esse que vou comentar no post), filmes - Somos tão jovens e Faroeste Caboclo... interessante que nem estamos numa data redonda, como "10 anos sem Renato Russo" ou algo assim.

[Edit (13/09/2017): De repente este post se tornou um dos mais lidos do blog. Será por causa das referências do livro a um político baiano que estudou no Maristão e está no centro do escândalo das malas?]
 
Pois bem. Estava eu na livraria Saraiva, trilili tralalá, sem intenção de comprar nenhum livro para se juntar aos muitos que já estão me esperando em casa. :-(   Então esse ficou sorrindo para mim. Folheei, vi referências à Brasília dos anos 80 (cenário da minha infância e adolescência) e, entre outras coisas, descobri que a diretora da Cultura Inglesa da época em que Renato Manfredini Jr. dava aula foi a mesma que depois aplicaria minha prova de nível quando fui fazer curso lá. Mundo pequeno... enfim, a curiosidade falou mais alto e, por R$60, um exemplar era meu.

O autor, fã da Legião, chegou a Brasília na adolescência. Jornalista, trabalhou no Correio Braziliense. Esteve no famoso show do Mané Garrincha em 1988, o último da banda em Brasília. Percebe-se que entrevistou muita gente e fez uma pesquisa bastante detalhada: infância, adolescência, fatos menos conhecidos... o autor apresenta também dados da biografia de outros participantes da cena roqueira de Brasília do final dos anos 70/início dos 80 e procura situar o leitor na atmosfera daqueles dias. Às vezes dá até a previsão do horóscopo para algumas datas importantes (o Renato era interessado em astrologia e isso nos coloca no clima da biografia).

Também tem muitas referências ao contexto político e cultural. Não sei se quem não viveu aquela época e local vai se situar em todas elas. Por exemplo: num trecho o autor diz que uma jovem cantora, Zélia Cristina, apresenta-se na Sala Funarte. Zélia Cristina ficaria  conhecida depois com o nome de Zélia Duncan, mas não tem nenhuma notinha de rodapé sobre isso. Talvez tenha sido proposital para evitar o excesso de didatismo, mas o leitor pode ficar meio perdido - ainda mais porque não tem índice remissivo. Minha mãe leu o livro antes de mim e disse que se atrapalhou com tantas referências, mas nem por isso deixou de gostar do livro.

O estilo é fluente. Às vezes mais literário, às vezes mais jornalístico. O período coberto com mais detalhe vai da infância do biografado (principalmente a partir de 1973, por aí) até o final dos anos 80. Um capítulo vai para o show no Mané Garrincha. A partir daí parece que a escala de tempo muda e as coisas se passam mais rápido até a morte do Renato, em 1996. A deterioração da saúde com a dependência química e o HIV, a carreira solo, o filho (que ele e a família sempre preservaram, é verdade, e estão certos!)... se você tem mais curiosidade sobre essa fase, vai se decepcionar.


Resumo da ópera: se você quer entender a formação do Renato Russo, as influências que ele recebeu, a formação da Legião e do rock nacional daquela época (principalmente as bandas de Brasília), esse livro é fundamental. Se quiser uma reconstitução da época, também. Viu o filme Somos tão jovens e ficou boiando? Mais um motivo para ler o livro. Algumas coisas mostradas "de raspão" no filme são mais explicadinhas aqui. Recomendo!

Ficha técnica:
Marcelo, Carlos. Renato Russo: o filho da revolução. 2a ed. Rio de Janeiro: Agir, 2012. 416p.

Obs: descobri pela net que existe uma edição publicada pela Ediouro em 2009. Para quem quiser ver um trecho: http://www2.ediouro.com.br/200905/renatorussoolivro/downloads/trecho_renatoruso.pdf

domingo, 5 de agosto de 2012

Comprando CDs, livros e filmes

Desde que cheguei aqui em Pécs, comprei pouca coisa de souvenir e umas besteirinhas que vão ficar para o próximo post. A gastança foi mesmo em livros, CDs e DVDs. O pessoal que vai continuar morando na Hungria depois do curso acha engraçado eu ter comprado tanta coisa, mas onde é que encontro esse material quando voltar ao Brasil? Nunquinha. E olhem que já explorei a Livraria Cultura do Conjunto Nacional e a Martins Fontes (ambas na Av. Paulista, em Sampa City) e é muito difícil encontrar material para estudo de húngaro. Dicionário mesmo eu nunca encontrei nesses lugares. Tenho um de bolso, comprado em Budapeste, e agora outros dois (um de húngaro-português e um português-húngaro) que comprei nesta viagem. 

Algumas editoras com publicações interessantes:
- http://www.vevopont.hu/ - Iiiihh, não tem versão em inglês! Dicas: "nyelv" é "língua" (pode ser idioma ou a língua "física" mesmo) e "szótár" é dicionário. Manda bala!
-  Não encontrei nenhum site da "Corvina Books". Este link ajuda um pouco.
- Também não encontrei o site da Molilla Könyv. O livro que comprei foi este aqui.

Em relação ao conteúdo, prefiro dar mais uma examinada no material com calma antes de opinar. Acho que essa tarefa vai ficar para quando eu estiver de volta e tiver que estudar sozinha. Por enquanto estou usando basicamente as apostilas do curso.

Quanto aos preços, são bem variáveis - talvez um pouco mais baratos do que no Brasil. Na verdade é difícil saber, pois pode acontecer de um livro em papel couché sair mais barato que um dicionário pé-de-boi.

Falando um pouco das livrarias:
- Alexandra: aqui em Pécs estive em duas lojas (não sei se tem outras): uma no shopping Árkád e outra na praça da mesquita. A loja do shopping tem a facilidade de ficar aberta aos domingos. Já a da praça fecha cedo, às 18h (aliás, o comércio aqui de modo geral fecha cedo), mas tem uma coisa que a outra não tem: CDs e DVDs. DVDs e dicionários ficam no térreo, livros de idiomas e CDs de música ficam no subsolo. Os filmes estavam em promoção por 700 a 900 Ft em média. Os CDs de música custam a mesma base do que se paga no Brasil: por volta de R$30 a R$35.

- Libri: encontrei uma loja no centro de Pécs; também não sei se tem mais. Numa loja dessa rede, em Budapeste (na rua Váci), comprei um minidicionário bilíngue que tem salvo minha vida quando vou à rua.

 - Lira: assim como as anteriores, essa é uma rede com várias lojas espalhadas pela Hungria. Uma coisa que achei interessante é o que site tem uma seção só de livros do Paulo Coelho:


Como falei, as compras foram meio exageradas: 16 DVDs de filmes (quem resiste a uma promoção?) e 3 CDs de música. Estou vendo que vai faltar espaço na bagagem e, bem, espero não ter problemas com a Receita. Qualquer coisa, guardei todas as notas. E livros felizmente são isentos.

Vou comentando os filmes à medida que for assistindo e provavelmente só vai dar tempo depois que voltar. Difícil foi escolher os DVDs sem entender as sinopses. De as capas de DVD com texto em português já enganam, imaginem em húngaro... tiro no escuro total. Vamos ver o que sai dessa compra...

Um que comprei foi este aqui:


Filme: Abigél

Procurei o filme deste clipe [música: micsoda nő ez a férfi; filme: "Egy szoknya, egy nadrág"], mas quem disse que achei? Fica para a próxima.

Se você procura filmes completos no Youtube, digite "teljes film" e mande bala.

Agora os CDs de música. 
- E alguém ainda compra CDs hoje em dia?
Bem, confesso que tenho um tanto de músicas obtidas por métodos, ahn, alternativos. E foi isso que me permitiu chegar aqui já conhecendo o trabalho de alguns artistas. Daí, quando tive oportunidade, comprei tudo certinho. Enfim, essa seria uma discussão interminável...

Para finalizar o post, alguns videozinhos de música:

- O Bon bon está na estrada há algum tempo. O clipe aí abaixo tem uma estética meio anos 80 e o barrigudinho é uma figura!

Nem vagyok cukipofa
- Outro deles:

Megyek a holdra

Comprei os dois CDs mais recentes: Swing (2008) e Mindig úton (2010) e gostei mais do último.

A Eszter Bártok, ou Bartók Eszter (os húngaros dizem o sobrenome antes do nome e isso merece um futuro post) entrou na mídia a partir desses programas na linha Ídolos. No Brasil os participantes de programas assim dificilmente conseguem deslanchar, mas na Hungria parece que tem sido diferente.

Vamos a um clipe da Eszter (ainda não sei como vou escrever o nome do pessoal):

Repülnek a gondok

Um texto sobre a inversão do nome e sobrenome está aqui, no blog HungriaMania. Está há um tempo sem novos posts, mas a área de comentários tem se mantido ativa. Vale super a pena assinar as atualizações e, quando alguém comentar qualquer coisa, você fica sabendo. Vá lá e não deixe de conferir o arquivo de posts. Cultura, língua, política, entrevistas... sou suspeita para falar e não é por nada não, mas sou superfã do blog e do blogueiro, o Chico - que já me tirou algumas dúvidas com a maior gentileza.

Agora fui, tenho que estudar... e qualquer coisa - enquanto não aprendo a colocar um ícone de envelope aí na lateral -, é só escrever para o e-mail do blog. :-)

terça-feira, 26 de junho de 2012

Delicast - TV e rádio em streaming

Há muitos e muitos anos [ops!], ganhei um som que sintonizava rádio em ondas curtas. Na época eu estava começando a estudar idiomas e ficava horas tentando sintonizar alguma coisa interessante para poder praticar. O tempo era gasto nisso mesmo: tentativas de sintonizar as estações. Nessa época o espectro já era bastante poluído e o que mais se ouvia eram chiados.

Felizmente hoje existe o streaming. Melhor ainda: existem os sites que organizam tudo direitinho. A dica de hoje é o Delicast. Emissoras de rádio e televisão listadas por continente e país:


Como explica a legenda, em verde aparecem as emissoras que usam Windows Media Player. Em laranja, as que usam outras interfaces. Isso é importante se você, por exemplo, não tem o WMP licenciado. Num outro computador que tive, o sistema simplesmente se rebelou contra meu player obtido por métodos alternativos [cof, cof] e não quis mais executá-lo (tudo bem... baixei o Winamp e fui ser feliz). 

A informação sobre a interface também é importante se seu monitor trabalhar com uma resolução menos convencional: talvez a janela aberta pelo navegador simplesmente não caiba na sua tela! Eu, por exemplo, uso um monitor 1366 x 768 e sofro um bocado com alguns sites que usam frames. Deve haver alguma solução para isso, mas não cheguei a um grau de nerdice que me permita descobrir essas coisas.

Antes que eu continue me desviando do assunto do post... bem, a internet nos permite viajar virtualmente, o que é ótimo quando o tempo e o dindim (esse pequeno detalhe) andam tão escassos... então aproveitem!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Markinhos Moura cantando em japonês?!

Descobri essa raridade e preciso compartilhá-la aqui no blog:

Para quem não se lembra do Markinhos Moura - que na época era Marquinhos Moura -, ou nem era nascido naquela época, aí vai:

Que é uma versão dessa aqui.
O que seria de mim sem o Youtube e suas curiosidades musicais? E eu devia estar estudando em vez de queimar ainda mais o meu filme com tanta exposição de cultura brega! Aff...

terça-feira, 22 de maio de 2012

Jamendo - base de músicas gratuitas para download

Jamendo - Você já ouviu falar? Os artistas não são muito conhecidos (ou eu é que estou por fora da cena indie, bem provável também). Mas quem se importa? Não tem aquele stress de clicar em links quebrados, páginas retiradas por ordem judicial, etc. Pode garimpar à vontade! 

Aproveite e ouça: Un monde ailleurs (Sehene). 

E, como o pessoal do site não é besta nem nada, claro que eles têm uma versão PRO. Sem stress: a versão standard já é bem interessante.