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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Chegada a Budapeste e pernoite - Sarokház Panzió

O avião pousou. Descer, esperar a bagagem, trocar euros por forint... só o suficiente para o transporte, já que o câmbio no aeroporto costuma ser ruim.

Aí começou um pequeno stress: na fila havia uns turistas gritando com a funcionária, que não deixava por menos. Barraco! O que eu menos queria para estragar a viagem. Então fui tirar dinheiro com o cartão VTM num terminal de saque.


Aqui vai uma dica: a máquina tem uns valores pré-definidos, sendo o menor deles já bastante alto: 100.000 Ft, o que deu 328,76 euros (+ 2,5 euros a taxa de saque). Essa taxa estava até um pouco melhor do que encontrei em algumas casas de câmbio por aí. O problema é que, dependendo do tempo que você for passar em Budapeste (se for uma viagem de fim de semana, por exemplo), talvez não precise dessa grana toda. Outro detalhe é que o saque foi em notas de 20.000 Ft, a mais alta em circulação (aliás, não me lembro de ter visto notas de 20.000 Ft em viagens anteriores... a mais alta era a de 10.000 Ft). Seria mais ou menos como uma nota de 180 reais. Não é em qualquer lugar que você consegue trocar... e de repente eu estava com 5 notas de valor alto!

Cédulas de 5.000 Ft (modelo antigo e, abaixo, o modelo novo), 10.000 e 20.000 Ft

Eu tinha pesquisado hotéis e pousadas perto do aeroporto. Peguei um táxi (vá ao guichê de táxis oficiais!!!) e já sabia quanto ia pagar. Fiquei num local chamado Sarokház Panzió.

Aqui uma observação: embora no mapa o aeroporto de Budapeste pareça bem central, ele fica longe de praticamente tudo! Os terrenos em volta são geralmente ocupados por hipermercados, empresas de logística, companhias que precisam de terrenos grandes e próximos ao aeroporto.
O táxi até a pousada saiu por 1500 ou 1800 Ft, não me lembro.

A Sarokház Panzió tem como principal atrativo o fato de ficar perto do aeroporto e é voltado a esse público. O café é pago à parte e custa 6 euros. Os preços são referenciados em euros e você pode pagar nessa moeda. A diária para uma pessoa custa uns 30 e poucos euros.


A pousada funciona em dois casarões vizinhos. Fiquei num quarto desses que parecem um sótão. A funcionária do horário da manhã era mais simpática que a da noite, mas ambas bem profissionais e responderam rápido aos e-mails que enviei antes da viagem pedindo para fazer a reserva.

A decoração das áreas comuns é bem, digamos, curiosa e eclética. A rede wifi funcionou bem, exceto na volta (também me hospedei lá pouco antes de pegar o voo saindo de Budapeste), quando houve um problema geral na internet da região.

O café... achei que poderia ter mais variedade, mas veio num momento certo e paguei os 6 euros sem problemas. Se você vai à cidade logo cedo, talvez prefira tomar um café mais tchan em outro lugar.

Algumas fotos: 








No dia seguinte à chegada peguei o transfer para a estação Nyugati por 20 euros. É longe mesmo... mas eu poderia ter ido à estação Ferihegy e tomado lá o trem para Debrecen.

Até hoje nunca entendi como funciona o transporte entre o aeroporto e a estação... o pessoal dos cursos até costuma enviar um "manual de instruções" com essa dica, mas realmente vacilei. Falando em "manual de instruções", vejam este post com dicas de como chegar a Debrecen.


Uma dica que vejo nesses "manuais de instruções" é sobre como pegar o trem direto do aeroporto. Bem, nunca fiz isso. Sempre fiz o esquema de chegar a Budapeste, pernoitar lá e no dia seguinte ir à cidade do curso (Pécs, Szeged, Debrecen). E, se você vai sair do Brasil para fazer um curso fora de Budapeste, recomendo que considere fazer isso. Por quê?

Um estudante que saia de outro país europeu vai levar no máximo umas 3 horas para chegar a Budapeste, e terá várias opções de voo. Já quem sai do Brasil tem que pegar um voo longo, que pode se atrasar, e uma conexão curtíssima em CDG, AMS, FRA... a margem de erro é muito grande e infelizmente as empresas estão com essa tendência de vender conexões curtas. Outra coisa é que, como Budapeste não é ponto de conexão, muitos voos que costumo pesquisar chegam lá no final da tarde ou à noite (17 ou 22h). Então, se você tiver algum problema, não dá tempo de pegar o trem para a cidade aonde você vai. E ainda periga ter que pernoitar no aeroporto.

Lembrando que em 2015 o voo para Budapeste saiu com um atraso de umas 3 ou 4 horas. Então é melhor estar preparada.

Viszlát!.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Passeando em Medellín com o Turibus

Depois do passeio ao Pueblito Paisa com direito a flagra da gravação do Masterchef Colômbia, resolvi fazer um programa bem turistão no dia seguinte. E o que melhor para isso do que pegar um ônibus turístico?

Peguei um táxi pela manhã rumo ao Parque de los Pies Descalzos. A ideia era explorar um pouco a região e pegar o Turibus. Acabou que quase não tive tempo de andar por lá, pois o ônibus já estava quase de saída para o Cerro Nutibara. Aproveitei para turistar um pouco mais no Pueblito Paisa, já que na véspera o foco tinha sido mesmo a gravação do Masterchef. :-D

O Turibus funciona no esquema hop on hop off: você pode descer em qualquer parada, circular na área e depois pegar outro ônibus ou até o mesmo, pois ele fica um tempo parado em algumas atrações. Fique de olho no plano de horários. São duas opções: o bilhete para 24h, por 35.000 pesos, ou para 48, por 56.000 pesos. Fiquei com a primeira opção, já que era domingo e não teria como aproveitar o dia seguinte para usar o serviço.

Não tem audioguia, mas a moça que descrevia as atrações falava um espanhol bem claro.

Aproveitei o Turibus para descer na Plaza Botero, no Parque del Poblado e no Parque de los Deseos - onde tomei o metrô e depois metrocable para ver a cidade de cima.

Alguns desses passeios eu refiz e vou descrever em outros posts. Este foi mais para falar do Turibus mesmo.

Este vídeo mostra um pouco do percurso feito num ônibus de dois andares. Não cheguei a andar nele. Fiz o passeio só no ônibus pequeno estilo bondinho.

Vale a pena pegar o Turibus?

Achei que sim: tanto para ver aqueles lugares interessantes, mas não essenciais, fazendo por eles um "turismo preguiçoso" (ou seja, matar a curiosidade) quanto para definir alvos para os passeios seguintes. E se você vai passar um fim de semana em Medellín por causa de uma conexão da VivaColombia, mas não sabe muito bem o que fazer na cidade... o Turibus passa por pontos importantes e representativos - diferentemente do ônibus turístico de Cartagena, em que a maior parte do percurso acaba não sendo tão interessante assim.

Por outro lado: se você é um mochileiro no esquema "econômico mega hard" e está hospedado perto do metrô, conseguirá chegar a vários desses lugares por um preço mais amigo. 
  
Resumindo: o Turibus é interessante, mas é possível explorar a cidade de outras formas. Tudo vai depender da sua disponibilidade de tempo e, principalmente, de grana.
 
Até a próxima! 

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Alguns comentários sobre alimentação - parte I

Uma das perguntas que mais me fizeram quando voltei foi sobre a alimentação. Vou tentar dar algumas dicas sobre esse tema aqui.

Como escrevi neste post, os horários das refeições são basicamente os mesmos que adotamos no Brasil.

Falando sobre o país de modo geral: obviamente o tipo de comida depende da herança cultural e dos ingredientes disponíveis. Em Cartagena predominam peixes e frutos do mar; lá encontrei doces de herança afro, como pé-de-moleque e cocada; e também doces diferentes que eu não conhecia, como os de gergelim e tamarindo.

O prato típico de Medellín é a bandeja paisa: uma porção covardemente gigante de arroz, feijão, ovo, carne e embutidos de vários tipos - além de abacate, que eles consomem como salada. Vi na net algumas comparações desse prato com a comida mineira e achei que lembra mesmo. Talvez até por questões históricas: uma região montanhosa, produtora de ouro, explorada por estradas de tropeiros. Provavelmente precisavam de ingredientes secos, de fácil conservação e transporte em lombo de animais - tudo isso com vegetais que poderiam ser conseguidos em qualquer roçado de forma simples. Também encontrei doces à base de frutas, na forma de compota ou para cortar. A compota de tomate de árbol é deliciosa! E se você não dispensa uma goiabada (que pode ser combinada com queijo) ou doce de leite, eles têm também.

Algumas diferenças importantes em relação à comida brasileira são: o maior consumo de ovos (omelete ou ovos mexidos no café da manhã parecem ser uma coisa quase obrigatória) e de sopas. A mandioca perde um pouco de espaço para o milho.

Um prato típico da Colômbia e Venezuela são as arepas. São discos feitos de farinha de milho pré-cozida cuja forma de preparo varia de acordo com a região. Acho que o mais próximo que temos aqui é a tapioca; a diferença é que as arepas lá são bem mais populares do que as tapiocas aqui. Ainda vou escrever mais sobre as arepas, já que trouxe pacotes de Harina Pan (uma das marcas mais conhecidas de masarepa, a tal farinha de milho) e estou na luta para fazê-las aqui em Brasília. Um dia eu chego lá.
 Arepa de cogumelos. Outra foto aqui

Na foto acima aparece um copo de outra maravilha colombiana: limonada de coco. Eles usam um tipo de creme de coco que não é vendido aqui. Tenho feito alguns experimentos com polpa de coco congelada. No momento não posso dizer que esteja dando certo: a acidez do limão é muito dominante e mata o gosto docinho do coco. Vou continuar tentando.

Voltando à pergunta sobre como foi minha alimentação lá: normalmente eu tomava um café no Juan Valdez do Unicentro (COP 4.600 o capuccino, geralmente com mais alguma coisinha) ou no bulevar da UPB. São várias barraquinhas de comida, uma das quais é especializada em sucos e saladas de frutas. A salada (que eles chamam salpicón, e já vinha pronta) saía por COP 3.000. Um café nas máquinas disponíveis nos blocos custava 1.000 a 2.000 pesos dependendo do grau de sofisticação (capuccino, café com leite, etc).

A alimentação no horário de almoço ficava meio prejudicada quando eu ia ao clube de conversação: o jeito era segurar com algum lanche relâmpago e deixar o almoço para depois das 16h. Por isso eu nem sempre participava dessa atividade.

Quando resolvia almoçar de verdade, geralmente eu optava pelo restaurante que citei por alto aqui (cujo proprietário ficou curioso pelo meu sotaque): Antonio's Rinconcito Saludable.  Gente, o que é isso? Menu vegano do dia por COP 10.000: sopa, prato principal, suco e uma mini sobremesa. Tem outras opções também, como sanduíches. Toda vez que fui lá pedi o prato do dia e foi um banquete. A música típica - numa altura que permite conversar tranquilamente - é a cereja do bolo. Ah, um detalhe: pagamento em cash, OK?
Wrap com proteína de soja, salada com uns ingredientes diferentões e chips de mandioca

Aqui um vídeo sobre o restaurante. Deu até tristeza rever e saber que estou tão longe...

Outras dicas neste blog sobre vegetarianismo em Medellín, com várias críticas de restaurantes, e também aqui.

Palavras do dia:
- bocadillo: na Colômbia é goiabada; na Espanha, sanduíche;
- arequipe: doce de leite;
- panela: rapadura;
- olla: panela [mas: olla de bazuco = cracolândia; olla pode ser usada como forma resumida de olla de bazuco. Pelo contexto não tem como confundir]


Por enquanto fico por aqui. Mais informações sobre alimentação no próximo post. 
Até mais!



sábado, 2 de julho de 2016

Fazendo compras no supermercado

Olá!

Hoje comento um pouco sobre uma questão importante, principalmente para quem vai ficar uns dias a mais em Medellín. Acredito que muita coisa se aplique a várias cidades médias/grandes na Colômbia.

A maior parte das compras de supermercado eu fiz no Éxito do Unicentro ou da 33. Lembra um pouco o Pão de Açúcar, com produtos Taeq e Casino. A loja do Unicentro tem uma espécie de restaurante/lanchonete/refeitório onde muita gente compra porções e consome lá na hora. Tem café da manhã também. Subindo a escada rolante tem uma seção de bazar com produtos como toalhas e utensílios de cozinha. Comprei uns esmaltinhos na seção de cosméticos, inclusive alguns da Essence a preços bem camaradas.

Um dos professores deu a dica de outra rede, a Tiendas D1, dizendo que os preços lá são melhores que no Éxito. O post aqui não só confirma isso, como dá um comparativo. O problema é que demorei demais a encontrar uma loja - apesar da lista que aparece no site, e são muitas unidades! Mas meu senso de orientação é horrível. Como sou muito boazinha [:-)], aqui está a localização de uma loja bem perto da UPB.

Vi algumas lojas da rede Carulla enquanto quando fui ao Poblado (depois tenho que escrever sobre o que fiz no bairro). Passei numa loja deles quando estive em Cartagena. A impressão que tive é que se trata de uma rede para os mais endinheirados.

Se você assistiu à edição colombiana do Masterchef, deve ter visto o merchan da rede Olímpica. Não cheguei a fazer compras nos supermercados deles, então também não posso dar muitas dicas.

Para mais informações sobre supermercados e comércio em geral, dê uma olhada neste site.

Outra possibilidade para fazer compras são os mercadinhos de bairro e algumas feiras orgânicas. Vale a pena xeretar as opções no bairro em que você esteja pensando em se hospedar.

Contando um pouco mais sobre minhas experiências de compra no Éxito: é bem parecido com a maior parte dos supermercados que vemos aqui: frutas e verduras são pesadas no caixa; tem caixa rápido para pequenas compras (não lembro se tem caixa preferencial; acho que sim); tem programas de pontos. O número de pessoas trabalhando nos caixas é satisfatório: em nenhuma das vezes fiquei presa em fila que não andava.

Todas as vezes em que precisei pagar com VTM foi tranquilo. Uma vez a moça pediu um documento de identidade. Se você é dessas pessoas que andam só com a cópia, fique esperto. Das outras vezes não pediram nada.

Muitos produtos são vendidos em embalagens econômicas tamanho família; mas você consegue comprar também produtos em quantidades menores - inclusive papel higiênico em rolo individual.

Existe um programa de redução do uso de sacolas plásticas. Você até consegue sacolas sem ter que pagar por elas, mas é num esquema meio contadinho. Ponha umas ecobags na sua mala e faça uma viagem feliz e ecologicamente correta em terras colombianas.

Até a próxima!


Palavras do dia:
- bolsa: sacola
- bolso: o que no Brasil chamamos de bolsa
- bolsillo: o que chamamos de bolso
Pelo menos na Colômbia é assim! Não sei se é diferente em outros países.