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terça-feira, 25 de abril de 2017

Curso de verão na Universidade de Debrecen - seleção de bolsistas

Sziasztok!

O pessoal do húngaro tem sempre aparecido aqui no blog.
Então vai uma novidade em forma de post relâmpago:

A Universidade de Debrecen está com dois processos de seleção de bolsistas para o curso de verão 2017: um para acadêmicos que estejam desenvolvendo trabalhos sobre a Hungria e/ou o idioma húngaro, e outro para o público geral.

A bolsa inclui a taxa do curso (sem material), acomodação em quarto triplo e refeições (café, almoço e janta). O prazo vai até 15 de maio. Os interessados devem enviar currículo e carta de motivação para debrecen@nyariegyetem.hu

Achou interessante? Então corra!

Obs: pena que divulguem esses processos tão em cima da hora para quem precisa comprar passagem... mas enfim, tá valendo. Felizmente não precisamos de visto para esses cursos. Conheci em Szeged um rapaz de Hong Kong que passou aperto com os prazos: precisava da confirmação do curso para conseguir visto, e era bolsista. Uma colega russa que fez o curso de Pécs/2012 também passou por alguns perrengues.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Em Szeged para o curso de verão! - dicas sobre inscrição

Sziasztok!

É isso mesmo! Estou em Szeged para 3 semanas de curso de húngaro.
A rotina aqui está meio puxada, mas vou tentar escrever sobre essa experiência à medida que ela vai se desenrolando.

Fiz a inscrição e comprei a passagem assim que saiu a confirmação do calendário, em fevereiro. 

Em relação à inscrição para o curso em Pécs, algumas diferenças:
- o preço não inclui a hospedagem;
- existe uma taxa de matrícula, de 30 euros.
O problema de pagar qualquer taxa com antecedência é que, no caso de quem está no Brasil, isso envolve taxas bancárias bastante altas para a operação de transferência da grana (o tal do SWIFT). No Banco do Brasil, existe uma taxa mínima de... 100 dólares!

Ou seja: para transferir 30 euros, você gasta 30 euros + 100 dólares. Legal, né? Só que não. :-/

Eu mesma queria garantir a vaga, não sabia o quanto eles seriam flexíveis sobre isso e fiz outra opção: aproveitei a transferência bancária para pagar tudo de uma vez (exceto a hospedagem, que é paga à parte). Dói menos saber que você gastou 100 dólares para transferir 400 e tantos euros do que gastá-los para transferir 30 euros. E assim eu escapava de eventuais subidas do câmbio. 

Na verdade eu vacilei. Parece que nem todo mundo chegou aqui com a taxa de matrícula já paga. Se você estiver interessado em fazer o curso, recomendo que dê uma chorada junto à coordenação. A Ági é supersimpática e está disponível para resolver problemas.

Comparando com outros cursos que fiz:
- No Goethe o pagamento é todo adiantado (sem choro nem vela) e feito por transferência bancária.
- Em Pécs não há taxa de matrícula. O pagamento é feito no dia da apresentação (o domingo antes do curso). O valor é dado em euro, mas o pagamento é em forint. O problema aí é a taxa de conversão que eles usam, não exatamente amigável. Calcule com uma boa margem de segurança.

Muita gente aqui está como bolsista, inclusive o outro brasileiro do grupo (sim! Dessa vez não sou a única brazuca da turma). Os bolsistas têm hospedagem paga (em quarto compartilhado) e refeições também. Não lembro se também recebem tíquete de ônibus.

Uma dica, principalmente para quem fizer a inscrição muito antes, é trazer o comprovante do banco. Eu tinha feito a minha há tanto tempo que o pessoal já nem lembrava que eu tinha pago. É sempre bom garantir, né?

Sobre a inscrição propriamente dita, isso é o que estou conseguindo me lembrar agora. Já eu volto com outros posts e falo sobre o curso propriamente dito.

Viszlát!

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Curso de húngaro na USP

Olá, leitores!

Infelizmente fiquei um tempo sem aparecer por aqui (coisas do trabalho, entre outras) e perdi o timing para divulgar essa notícia maravilhosa e bombástica, que infelizmente divulgo com atraso (shame on me):

A USP está oferecendo cursos de húngaro!!! \o/

Isso mesmo: a USP está oferecendo cursos de húngaro!


Tem o apoio da Universidade de Pécs. Se o material usado for o MagyarOK, vocês vão me ver escondidinha numa das fotos que ilustram o livro, hahaha! (mistério)

Excelente notícia. Super obrigada à professora Sarolta Kóbori pela divulgação.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Um "oi" rápido para o pessoal do húngaro!

Olá, leitores! [alguém aí?]

Este blog é uma geleia geral sobre assuntos que estou vivenciando no momento e quando tenho tempo de escrever. Mais de dois anos de bagunça (já?).

O assunto que mais traz as pessoas aqui pelos caminhos do Google é... tãdã! Aprendizado de húngaro. E no final do ano passado/início deste ano a procura explodiu. É quando os estudantes estão planejando seus intercâmbios, procurando editais... e, bem, 2014 foi um ano paradinho para mim nesse quesito. Fiz minhas aulas pelo Skype, aprendi coisas novas, mas sem me dedicar tanto como essa linguinha danada merece. 

Mas o pessoal vem aqui, eu sei que existe pouco material na internet e dá até uma certa preocupação... sério! Então resolvi fazer um resuminho para você que chegou ao blog agora:

- cursos no Brasil: veja aqui e no Cidadania Húngara (confira também os comentários, sempre aparece algum professor com novas informações). Se quiser fazer aulas pelo Skype, aqui o contato da minha profe. 

- Material gratuito: o site Cidadania Húngara, acima, tem o link do curso do FSI dividido em 3 partes. Já tentei o curso do Livemocha e, sinceramente, não gostei muito: achei bitolado... criaram o curso de um idioma (acredito que o inglês) e a partir daí simplesmente traduziram para gerar os cursos de alemão, espanhol, etc.
Confira também aqui.
Obs: Quando quero formar opinião sobre uma série de idiomas, confiro o material de ensino de português. Se houver muitas falhas (e o Livemocha tem algumas), já fico com um pé atrás.

- Comentários sobre outros materiais: vejam este post que escrevi para o Mochileiros (23/10/2014). Estou com a ideia de desenvolvê-lo melhor, incluindo outros materiais, e postar essas informações no blog. Por enquanto, vai o post do Mochileiros mesmo.

- Pessoal que quer fazer doutorado sanduíche (acredito que não seja o caso da maioria, mas tá valendo): dicas aqui e nos posts seguintes. Dicas bem práticas de sobrevivência, como lidar com a burocracia da Capes, etc.

Por enquanto é só! Vou fechar mais uns posts sobre a viagem a Cartagena e ver se escrevo sobre alguns assuntos acumulados. Uma das minhas promessas para 2015 (tomara que eu consiga cumprir) é dar um gás aos estudos de húngaro. Aí terei mais sobre esse assunto para escrever aqui.

Siasztok!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

De volta e com musiquinha

Sziasztok!
Caramba... quebrei o recorde de sumiço.
A essa altura, com alguns incêndios para apagar no trabalho, não prometo nada. Pelo menos meu curso intensivo (é, eu estava fazendo um curso de 2h/dia de segunda a sexta) acabou. [Pausa... respira]

Para retomar um dos meus temas prediletos, como vi que algumas pessoas andaram fazendo pesquisas sobre cultura húngara... esse post é rapidinho. Só para postar um videoclipe que achei interessante para quem quiser se aventurar pelo idioma. É tosquinho e tem um toque de humor negro. Mas é "didático", vamos dizer assim: vários tipos de lojas identificados, a lista de compras...

Com vocês... Bankrabló, da banda KFT:


A mensagem é simples: tem gente que é acrobata, tem gente que é ginecologista... e eu sou ladrão de bancos - assim, um trabalho como outro qualquer. [Não sei por que me lembrei do roubo ao Banco Central em Fortaleza. Coisa super profissa]

"Kft" vem de "Korlátolt felelősségű társaság" e equivale a "Ltda" em português (sociedade por cotas com responsabilidade limitada). A banda está em atividade já há vários anos e a discografia pode ser vista aqui.

Viszlát! :-)

sábado, 15 de fevereiro de 2014

[Post relâmpago] - Seleção de bolsistas para o Instituto Balassi

Quem quer fazer um curso na Hungria?
O instituto Balassi está recebendo as inscrições para o ano letivo 2014/2015. O público-alvo são estudantes abaixo de 35 anos.
Mais detalhes sobre o curso de 10 meses e a bolsa - clicou? Agora é conferir, preencher os formulários e reunir os documentos. Boa sorte! :-)

sábado, 7 de dezembro de 2013

[Post relâmpago] Material de húngaro em Brasília (ou quase isso) e aviso aos visitantes

Siasztok!

É, gente... ainda não consegui voltar a postar no ritmo em que gostaria. :-(
Questões do trabalho e de família. Acho que até perto do Natal vai ser meio difícil aparecer por aqui.

Hoje o post é quase de utilidade pública, considerando as buscas que trazem a maioria dos visitantes ao blog: passeando na Livraria Cultura do Iguatemi, em Brasília, vi um livro de Francês da Assimil voltado a falantes de húngaro! Quase não acreditei, deu até emoção. Nunca vi até hoje material de/em húngaro sendo vendido aqui em Brasa city.

Enfatizando: o livro é voltado a falantes de húngaro que querem aprender francês, OK? Tem lá os textos em francês com as traduções e explicações em húngaro.

Acredito que o caminho inverso também possa ser feito: se você entende francês e lê os textos, pode explorar a parte em húngaro.

Perguntei a um dos vendedores como aquele livro poderia ter parado lá. Ele disse que a série Assimil é bastante popular e alguém pode ter feito uma encomenda. [E nesse caso será que a pessoa desistiu? Os livros encomendados ficam num setor separado. Ou será que o livro veio por engano?]

Enfim, achei interessante avisar. Estava por R$93, sorrindo para mim na seção de livros de idiomas, junto com os livros de francês. Não comprei por restrições orçamentárias, mas a tentação foi grande. Atualização (09/12/2013): voltei lá e comprei o danado do livro! :-)

[Não tenho nenhum livro da série Assimil. Vejo uma boa variedade deles na Cultura e na SBS. Sobre a metodologia, algumas observações aqui]

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Evento - Nyelvparádé/Language Show

Está em cima da hora (soube hoje!) mas, se você estiver em Budapeste, não custa avisar: de amanhã até o dia 8 de setembro haverá uma exposição sobre ensino de idiomas (a 14a. Nyelvparádé). Estandes de editoras, cursos de idiomas, etc. Tem também eventos paralelos sobre culturas africana e latinoamericana: palestras, danças, comidas típicas... parece interessante. Pena eu não estar lá para conferir... :-(

domingo, 1 de setembro de 2013

Tentando praticar húngaro em Pécs

Sziasztok!

Pois é, pessoas... o melhor de fazer um curso de idiomas no país em que ele é falado é, obviamente, a possibilidade de praticar também fora da sala de aula. Por onde quer que eu estivesse, estava cercada pelas palavrinhas cheias de consoantes dessa linguinha querida e não exatamente fácil. Ao ligar o rádio, ao ver as placas nas ruas e ao tentar conversar com as pessoas. No final eu estava sonhando com pessoas falando húngaro... só não sei se o que elas diziam fazia algum sentido, hehehe!

E nesse caso as reações eram as mais variadas: desde as que não entendiam o que eu falava e nem faziam questão (uma senhora numa casa de câmbio - ! - gritou alguma coisa em fúria e parecia que não ia me atender; felizmente essa turma brava era minoria), até pessoas superpacientes que me davam a maior força. Consegui mesmo manter alguns diálogos curtos só em húngaro. Obrigada ao Gábor, o vendedor da Alexandra do shopping; à vendedora da loja de produtos típicos do aeroporto; e à taxista que puxou conversa comigo em Pécs (figuraça!). Provavelmente vocês nunca vão ler isso aqui mas, acreditem, fizeram muito pela minha auto-estima. E nem vou falar da minha família em Dunaharaszti, hehehe!

Tinha também o pessoal que respondia às minhas tentativas de falar húngaro e, ao ver que eu não entendia, passava para o inglês. Frustrante, mas fazer o quê? Como diz o filósofo, faz parrrrte!

Acabei me identificando demais com um post neste blog - aliás, recomendadíssimo e já na minha lista de favoritos. Confiram lá!

Viszlát!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Músicas - Emberek

O post de hoje é simples: alguns vídeos de música. Aqui vai uma que eu estava ouvindo hoje a caminho do trabalho. O nome é "Tábortűz":
Aqui outro vídeo, com a tradução da letra para o inglês:
Meio triste, não?

Emberek ("pessoas"), essa banda de nome curioso, era formada por Zoltán Miller (aí no vocal), Gábor Berkes e László Erdélyi (que deixou o grupo em 1996). Lançaram três discos entre 1995 e 1998.

Essa outra ("Süt a nap") é mais alto-astral:

Tem também essa aqui ("Száz út"), que vi em alguns vídeos de despedidas de turmas. Se a letra fala da variedade de caminhos que as pessoas acabam tomando na vida, tem mesmo tudo a ver:
É isso... hoje vou ficando por aqui. Viszlát!


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Aviso aos navegantes - posts sobre bolsas, cursos...

Ultimamente o que mais tem trazido o pessoal aqui é a busca por informações sobre cursos de húngaro. Então não custa avisar: dei uma uma enxugada no post sobre cursos no Brasil. Aliás, mesmo quando fico um tempo sem escrever posts novos, volta e meia dou uma editada em posts antigos. Nem sempre dá para caçar todos os links quebrados e atualizar todas as informações, mas vou tentando. Beleza?

Também tentei atualizar algumas coisas no post sobre bolsas e convênios. Esse é mais difícil, porque muitas páginas direcionam para calendários e esses estão sempre sendo atualizados. Links expirados, páginas substituídas... para quem estiver interessado, a dica é voltar à página do Instituto Balassi. Fizeram algumas reorganizações/atualizações e está mais fácil pesquisar os procedimentos e regras sobre bolsas. O documento da chamada para 2013/2014 é um bom exemplo disso. Confiram lá!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Vida na Hungria, comunicação, dicas...

Sziasztok!

E aí, pessoas? Sei que no próximo semestre letivo vai um grupo de brazucas fazer intercâmbio na Universidade de Pécs e, bem... vamos ver se consigo escrever algumas dicas!

- Sobre o alojamento (Boszorkány Kollégium) e o entorno: aqui e aqui.
- Um pouco sobre a cidade: aqui e nos posts que têm o label "Pécs", oras!
- Como escrevi neste post, é possível fazer um passeio virtual usando o Google Streetview.
- Algumas dicas de transporte aqui.
- Neste post, algumas dicas de livrarias no estilo Saraiva: dicionários, livros de idiomas, best sellers, gastronomia, guias turísticos, CDs... existem outras livrarias mais específicas, como esta aqui.

O que mais?

- Emergências médicas: uma colega japonesa pisou em falso quando descia a ladeira e teve que imobilizar a perna, usar muleta e tudo. Parece que ela não conseguiu acionar o seguro médico e teve que pagar consulta. Não consegui descobrir mais. De qualquer forma, para entrar no Espaço Schengen precisamos de seguro médico. Espero que: 1) ninguém precise usar; 2) se precisar, que o atendimento seja bom!

- Supermercados: eu geralmente fazia compras no Spar (tem um no caminho entre a universidade e o alojamento) ou no Interspar, hipermercado da mesma rede com uma loja no Árkád. Perto da universidade tem um Lidl, que diziam ser uma rede mais barateira. Mas só descobri depois de muito tempo... acho que a diferença é mais no mix de produtos e marcas do que nos preços mesmo. Em Pécs também tem supermercado da rede Tesco. Paramos lá uma vez durante uma excursão para comprar água mineral. É bem longe do miolinho da cidade por onde costumávamos circular.

Entre as mercadorias que achei interessantes, destaque para os potes de vidro (acho que o pessoal aproveita o verão para fazer compotas e geleias) e para os ovos cozidos empanados. Comida empanada (rántott) é popular na Hungria; mas, de modo geral, não vi muita gente gordinha...

- O Árkád, que citei acima, é o shopping da cidade. Já comentei um pouco quando falei das compras mulherzinha, hehehe! Os horários estão no site: abre e fecha cedo para os nossos padrões. Volta e meia eu ia lá fazer um lanche, trocar dinheiro ou pegar um ar condicionado - ainda mais porque eles abrem aos domingos. Tem lojas mais simples (no estilo da Renner) e outras mais chiquetosas, principalmente de perfumaria. Também tem uma loja de produtos naturais que demorei a descobrir. Ah, sim: só tem um banheiro, e para entrar pagam-se 50 Ft à senhorinha que toma conta. Aliás, uma coisa que me chamou a atenção: é comum ver senhoras mais velhas atendendo em supermercados, caixas, etc.

-  Não vi muitas lan houses dando moleza por aí. Usei mesmo a internet do alojamento e o wi fi em alguns pontos na universidade. O Monarchia também tem, é só pedir a senha à mocinha do café.

 - Para ligar a cobrar para o Brasil pela Embratel, o código é 068 000 55 11. Liguei uma vez, demorei uns 40 minutos e saiu caro! [Não lembro exatamente quanto]. Fazer o quê, se fiquei os primeiros dias sem acesso à internet?... 

  Não vi muitos orelhões dando moleza por aí... acho que esse ficava perto de um centro comercial na rua da universidade


Fiquei fascinada pelas padarias. Uma rede que vale a pena conhecer é a Aranycipő. Tem loja na rua (no caminho para o centro, perto da praça Szent István), num espaço bem agradável para tomar café da manhã; tem loja no Árkád e em outros endereços (aqui).

Por falar em padarias, aí vai uma foto que tirei no caminho entre o alojamento e o curso:


E a comunicação? Inglês resolve?
Bem, no curso sim. Na rua e no comércio, nem sempre; mas nada que a linguagem universal (mímica, apontar...) não resolva. Também era comum o atendente chamar alguém que falava inglês.

Como fui lá fazer curso de húngaro, eu tentava aproveitar ao máximo as oportunidades que meu microvocabulário me proporcionava, de forma que tentava me comunicar em húngaro mesmo. O bom era que, por um instante, as pessoas acreditavam que eu falava a língua. O ruim era, no instante seguinte, eu ter que pedir arrego e desmontar a farsa, hehehe! 

Por duas vezes, ao dizer que não falava húngaro, a pessoa respondeu em alemão - língua que também é útil para fazer compras, já que tem muita rede de lojas alemãs por lá e muitos produtos com rótulos nesse idioma. Mas sem alemão você sobrevive; já sem inglês, aí complica até para fazer o curso. Meu inglês não é a oitava maravilha do mundo (devo estar no nível B1), mas consegui me virar. [Edit: nível B1? O que é isso? Veja o quadro europeu de referência para línguas]

Às vezes uma palavra em húngaro vale mais do que um discurso inteiro em inglês. Uma vez fui pagar as compras de supermercado com aquele cartão Visa Travel Money. Não pressionei todas as teclas com força suficiente e digitei 5 dígitos em vez de 6. O caixa chamou o gerente e falou alguma coisa... só entendi "hibás" ("errado") e foi o suficiente para compreender a situação. Redigitei a senha e deu tudo certo.

Dinheiro: quando fui fazer o Visa Travel Money no Banco do Brasil, fiquei meio assustada com as taxas: na época cobravam R$50 para cada recarga?! Nem dava para encher o cartão aos poucos. Mas isso depende muito do momento e hoje parece que está valendo mais a pena. É possível sacar nos terminais de alguns bancos, como o Erste Bank. Só não consegui tirar saldo; tem que ser pela internet. 
Importante: se você tem um cartão antigo (2012 pode já ser antigo!) e pretende recarregá-lo, cuidado! Passe no banco e troque o cartão, ou você corre o risco de tê-lo engolido pela máquina. Dica que me deram no BB.

 Terminal do Erste Bank - a máquina de cara pra rua
Segurança: andei em Pécs várias vezes sozinha - inclusive à noite - e me senti segura. Mas, como em todo lugar, é importante ficar atento. Conheço algumas pessoas, tanto brasileiros quanto húngaros, que tiveram  problemas com ladrões oportunistas. Dos participantes do coral que viajou comigo (aqui), duas mulheres se descuidaram por um instante de suas bolsas e foi o suficiente para um sujeito colocar o produto do furto num saco preto e ir embora (elas descobriram vendo depois a filmagem das câmeras de segurança). Isso foi em Debrecen. 

   Aviso no estacionamento perto do zoo. Achei até meio naïf esse quadrinho do ladrão... mas enfim, cuidado a mais nunca é demais!

Como falei, achei a Hungria bem segura. Só que nós, brasileiros, geralmente temos mais paranoia em relação aos roubos e acabamos muitas vezes nos distraindo e virando alvo fácil de furto. Um lugar que tem alguns alertas no Trip Advisor é a Király utca (rua Király), um calçadão onde se concentram cafés, lojas de souvenir, etc. Fui em horários menos muvucados (sábado de manhã antes das 10h) e achei tranquilo.
 
O que me aconteceu foi ter sido abordada por um homem querendo fazer câmbio quando eu andava na praça Szechényi. Os guias de viagem sempre fazem essa advertência nos textos sobre a Hungria: não troque dinheiro na rua, estações de trem, etc! Foi só me fazer de desentendida, seguir em frente e pronto.

Também se veem alguns pedintes nas ruas, principalmente idosos. :-(

Sobre a questão social, é difícil falar sem um conhecimento mais aprofundado. Sem poder ler os jornais locais e criar intimidade com as pessoas o suficiente para vê-las falar de assuntos incômodos. Existem sim alguns rancores nacionalistas, tensões sociais, a questão das minorias étnicas (pessoas que se reconhecem como húngaros e moram em países vizinhos, ou o contrário), antissemitismo, a participação dos ciganos na sociedade, a atuação de grupos de extrema-direita... não sei se um dia isso vai estourar ou vai ficar sempre ali, desconfortável como uma pedra no sapato.

No último dia 22 de março houve em Budapeste um jogo com a Romênia pelas eliminatórias da copa. Foi a portas fechadas (sem torcida no estádio), como punição pelo comportamento dos torcedores que no jogo anterior - contra Israel - tinham entoado gritos antissemitas.

O Chico tem ótimos posts no blog dele. Sugiro ver aqui e aqui. Aqui uma reportagem (em francês) sobre o nacionalismo de extrema-direita por lá.
 
Existe essa nuvem negra pairando no ar, mas é importante dizer que não me senti discriminada em nenhum momento. Acredito que esses comportamentos tristes não representem a maioria, e assim espero!
[Na verdade, um momento em que senti uma fagulha "nacionalismo hostil" no ar foi quando, em 2009, atravessamos a divisa com a Eslováquia. Entramos numa lanchonete e as pessoas nas mesas ficaram nos encarando, diminuíram o tom de voz... fizeram aquela cara de "o que esses húngaros estão fazendo aqui?"; em nenhum momento sentimos que poderia haver uma agressão real, mas foi meio tenso.]

Um pouco de vocabulário:
- áruház: supermercado
- pékség: padaria
- bevásárlóközpont: shopping
- tér: praça 

Vou ficando por aqui. Viszlát!

PS: Que ódio dessa mania do Blogger de mudar o tipo e o tamanho da fonte, parágrafo, etc sem eu selecionar nada!!! Fica tão difícil editar o post...