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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Curso intensivo em Debrecen - introdução e inscrições

E aí, pessoal? (alguém aqui?)

Escrevi no post anterior que teria uma surpresa.
Como sempre, estou atrasada. No momento em que escrevia o primeiro rascunho deste post, estava esperando o avião que me levaria de volta ao Brasil.
Fiz um curso de húngaro de 2 semanas na Universidade de Debrecen. Foi no período de 22/05 a 02/06. A partir deste post, vou contar um pouco dessa experiência.

A primeira vez que comentei sobre os cursos de verão/inverno em Debrecen foi em 2012. Desde então, muita coisa aconteceu: fiz os cursos de Pécs e Szeged, aprendi também pelo Skype... e o curso de Debrecen ficava para depois, porque era sempre um pouco mais caro que os outros.

Lembro que uma vez eles publicaram na homepage do curso um texto explicativo sobre por que teriam que aumentar o valor (em euros); e nessa mesma época passaram a oferecer cursos de 1 semana e também cursos fora de temporada. Sim, passaram a oferecer cursos intensivos durante o ano todo. É a chance de escapar de preços e climas extremos. Bom demais, não?

O primeiro passo é decidir uma data e entrar em contato com a coordenação. Paguei antecipado por transferência bancária. A mesma história de sempre: já que tem taxa de inscrição para pagar antes, aproveitei e paguei tudo de uma vez para ver se ao menos diluía o valor da taxa (100 doletas a operação Swift) e não ficava tão frustrada.


A universidade tem parceria com um hotel perto do campus. Na ficha eles perguntam se você precisa de ajuda com a hospedagem. Dessa vez não fiquei no local de parceria, e sim em outro. Calma, que isso é assunto para outro post...

Outro ponto: na ficha de inscrição eles avisam que, se não houver pelo menos mais uma pessoa na sua turma, o curso de 2 semanas sai por 200 euros a mais. Na ficha você responde se aceita essa condição. Eu aceitei, mas não foi o caso: tive aulas em dupla. Isso mesmo! Uma turma de 2 pessoas. Depois comento mais sobre isso.

Diferentemente de Szeged, em que a coordenação fez vista grossa e permitiu que alguns alunos pagassem a inscrição já no início do curso, o pessoal de Debrecen parece ser mais metódico. Além disso, o livro é pago separadamente (20 euros) e ainda tive que pagar uma taxa bancária de 10 euros [não entendi... será que foi alguma transferência interna deles lá?].

Falando em "mais metódico", um detalhe diferente dos outros cursos foi que em Debrecen a gente assina um contrato.

Acredito que essas coisas tenham a ver com o fato de ser um programa com maior número de alunos, o que por sua vez deve ter relação com o fato de ser o curso mais antigo (desde 1927). De qualquer forma, é bom estar preparado.

O teste de nível é enviado alguns dias antes e achei bem puxado. Para minha surpresa, pelo tempo que estava enferrujada, fui até bem. A coordenadora queria me mandar um teste para o nível seguinte, mas pedi para ficar naquele mesmo.

Inscrição feita, esperando o dia do curso... o resto fica para os próximos posts.

Viszlát!

PS: Na secretaria do curso trabalham umas 4 funcionárias. Uma delas, a Ági, passou um semestre em Sampa dando aulas na Casa Húngara. Descobri porque vi uns produtos da Natura na sala. Os creminhos fizeram o maior sucesso. Uma delas mostrou uma bisnaga do Ekos açaí para mãos e disse que tinha virado fã. #ficadica

sábado, 20 de maio de 2017

Cursos de húngaro em Pécs e Szeged: características e mini comparativo

Algumas diferenças entre os cursos de Pécs e Szeged - mas aviso: deixe de preguiça e leia os outros posts, hehe! [Obs: Fiz cursos em Pécs em 2012 e 2013; Szeged em 2015; e Debrecen em 2017]

Professores
Em Pécs cada turma tinha 3 professores, que se articulavam entre si. Um sabia o que os outros tinham explicado. Cada um repetia um pouco o tópico dos outros, geralmente dando ênfase em aspectos diferentes: um explicava a gramática de maneira mais tradicional; depois o outro fazia exercícios e introduzia um assunto diferente, etc.
Esses 3 professores acompanhavam a turma durante todo o curso. 

Em Szeged faziam um rodízio: uma dupla de professores nas primeiras duas semanas, e outra dupla nas últimas duas semanas.
O que acontecia em algumas turmas era que o pessoal se apegava à primeira dupla e depois tinha que se adaptar à segunda. No meu caso, por exemplo, a primeira dupla era mais descontraída e na segunda as professoras eram mais certinhas.

De modo geral os professores em Pécs pareciam mais tarimbados, mais experientes. Mas tive aulas com ótimos iniciantes no curso de Szeged. Conversando com uma colega de Pécs que reencontrei em Szeged (*), ela espontaneamente me deu a mesma opinião quando perguntei qual tinha sido o curso preferido.

(*) Uma coisa boa de estudar esses idiomas diferentes é que você acaba fazendo parte de uma comunidade, hehehe! Essa senhora, uma francesa aposentada, tinha um filho que havia sido casado com uma húngara. Ela se apaixonou pelo idioma e resolveu estudá-lo. O hobby dela eram esses cursos de verão. :-)

Horários 
- Pécs: 3 blocos na sequência, assim: 
Aula 1, professor 1: 8:30-10:00
Aula 2, professor 2: 10:30-12:00
Aula 3, professor 3: 12:30-14:00. 
Almoço (quase todo mundo almoçava no Monarchia): 14:00-15:00
Atividades opcionais: 15:30 em diante (geralmente até as 17:00)

- Szeged: 3 blocos, sendo o último após o intervalo de almoço. Assim: 
Aula 1:  9:00-10:30
Aula 2: 11:00-12:30
Almoço: 12:30-14:00
Atividades opcionais (palestras, city tour, etc): 14:00-15:30
Aula 3: 16:00-17:30 - essa aula era mais light, normalmente mais voltada para conversação.

A própria coordenadora do curso falou que em algum momento a gente começaria a faltar a algumas atividades opcionais.

Particularmente acho que a tabela de horário de Pécs permitia aproveitar melhor o tempo. As atividades optativas, mais light, vinham num momento - o final da tarde - em que a cabeça já não está mesmo funcionando tão bem.

Por outro lado, concentrar muito as aulas sem dar tempo de digerir o assunto... o horário de Szeged talvez fosse melhor do ponto de vista didático.

Livros
- Pécs: MagyarOK (Szilvia Szita e Katalin Pelcz) - aliás, tive aula com as duas. S2
- Szeged: Lépésenként magyarul (Péter Durst).
Em ambos os casos recebemos os livros sem ter que pagar nenhum valor adicional.

Inscrição
Já comentei aqui e nos posts antigões sobre Pécs, mas vale repetir:
- Pécs: tudo era pago na véspera do curso. Quem quiser, pode transferir antes. O valor é em euros, que no dia eles convertiam para forint (pagamento em forint) a uma taxa nem um pouco amiga. Tenha uma boa margem de segurança para cobrir isso e não ter surpresas.
- Szeged: cobra taxa de inscrição + matrícula. Inscrição negociável, parece. Não sei como funciona o pagamento feito na última hora, já que nesse caso optei pela transferência. A hospedagem eu paguei em euros à coordenadora do curso, que se acertou com o dono da pensão.

Atividades extras/optativas
- Pécs: atividades mais simples, na cidade mesmo (caminhadas no centro, projeção de filmes, etc). Excursões em todos os fins de semana para quem quisesse. Em algumas utilizamos transporte público e em outras, ônibus fretado.
- Szeged: atividades mais simples, na cidade mesmo (caminhadas no centro, projeção de filmes, etc). No final da primeira semana teve uma excursão opcional a Budapeste. No final da terceira semana houve alguma programação também, que não cheguei a fazer.
A excursão a Budapeste caberia melhor num outro post, mas resumindo: correria absurda. Aproveitei a visita ao parlamento e a integração com o pessoal. O passeio em si não valeu muito a pena, não.

Cidades
- Pécs: as origens mais antigas são visíveis nos resquícios da muralha em algumas partes da cidade, na mesquita que virou igreja e num dos primeiros cemitérios cristãos da cidade; mas a herança do Império Austro-húngaro também é bem forte. É cercada por colinas e tem algumas ruas tortuosas, principalmente nessa parte e no centro. Achei mais fácil encontrar souvenir e comércio aberto aos domingos.
- Szeged: tem cara de Império Austro-húngaro: assim como Pécs, casarões com telhados coloridos e muitos detalhes. Praças amplas e arborizadas. É plana, o que ajuda os ciclistas. Achei Szeged mais "capitalista" do que Pécs: frota de carros mais moderna (quase não vi aqueles Trabi "garagem do vovô" que vi em Pécs), mais gente tatuada, um pouco mais de diversidade étnica. Será que a grana e as pessoas realmente circulam mais por lá?

Quanto à facilidade para bate-volta em outro país: as croatas que faziam curso em Pécs nem se animavam a atravessar a fronteira no fim de semana. Szeged fica perto da tríplice fronteira com a Romênia e a Sérvia. Fiz um bate-volta na Sérvia, porém sofri para conseguir transporte. 

Prova de nível
- Pécs: no primeiro dia
- Szeged: antes do curso, recebida e devolvida por e-mail. A questão das habilidades de conversação é vista durante a aula.
A própria coordenadora em Szeged nos disse que não levássemos o resultado do nivelamento a ferro e fogo. Se alguém quisesse se desafiar numa turma mais puxada, ou se achasse que ficaria mais à vontade numa turma de nível abaixo, poderia conversar com eles numa boa e tentar a mudança. Foi o que eu mesma acabei fazendo. 

Provas
- Pécs: ao final de cada quinzena
- Szeged: idem, mas eles só avisam que tem prova na véspera!

Perfil dos alunos
É difícil dizer: mesmo na mesma universidade pode haver diferenças entre um ano e outro. Por exemplo: estudei em Pécs em 2012 e 2013 e vi que no primeiro curso a química entre os alunos foi bem melhor. Além disso, nesse meio tempo acabou o programa de idiomas para alunos Erasmus (e depois o próprio Erasmus foi reformulado), o que mudou o perfil também.
Em 2012 vi muitos jovens. Em 2013 já vi também alguns colegas mais velhos.
Em Pécs vi mais turmas de iniciantes em relação ao total. Em Szeged eram 49 alunos em 5 turmas, cada uma de um nível diferente.

Resumo e a pergunta clássica
E aí, qual você recomenda? Qual é melhor?
Os dois partem de um modelo muito parecido. Vai depender da química da turma, da sorte de pegar bons professores, do momento que você estiver passando e da sua relação com o idioma... mas enfim, os dois cursos são muito bons e os custos são parecidos. As datas também coincidem.

Minha impressão é que, no caso de iniciantes totais, a balança pende um pouco para o lado de Pécs; e no caso de quem já fala alguma coisa, vai uma vantagenzinha para Szeged. Por quê?

- Em Pécs eram mais turmas de iniciantes; se você não se adapta a uma, pode tentar outra. O esquema é um pouco mais paternalista, de levar pela mão: excursões todo fim de semana e você nem precisa se preocupar em montar uma programação.
Quando fiz o curso em 2013, já com um conhecimento prévio, a parte da revisão para deixar a turma nivelada tomou muito tempo. Como eu tinha usado o mesmo material, revi exatamente aquelas coisas (claro que sempre tem vocabulário novo). Para os colegas que aprenderam em outros lugares pode ter valido mais a pena. Esse nivelamento demorado estressou alguns colegas, que criaram um climão com um dos professores e no fim pediram para mudar para um grupo mais avançado. Depois da saída desse pessoal o clima levou um tempo para melhorar.

- Em Szeged os alunos ficam um pouco mais soltos - tanto nas atividades opcionais quanto no nivelamento, no caso de quem tem um conhecimento prévio. Perfeito para quem já fala um pouco de húngaro e não tem tanta insegurança de botar as manguinhas de fora.

Gente, não levem isso como um dogma! Estou falando da minha experiência e os cursos podem ter mudado desde então. Beleza?

Bem, é isso! Vou escrever alguma coisinha sobre Szeged e continuar a programação normal do blog.

Edit: recebi este link em maio/2017: http://hungarianstudies.hu/en/summer-university.html 

Szeged: inscrição e comentários sobre o curso

Continuando a série sobre Szeged a partir daqui...

A maioria do pessoal optou pelo curso de 4 semanas, que também era o padrão para os bolsistas (muitos ali). Alguns fizeram o de 2 semanas, e eu optei por fazer 3. Até gostaria de ter ficado um pouco mais. Porém, como já comentei por aqui: quando a duração do curso fica muito próxima da duração das férias, a coisa complica. Se a empresa mudar alguma coisa no voo, você já se arrisca a perder o dia de retorno ao trabalho. Além disso, é muito cansativo e nem dá tempo de saborear o pós viagem.

Diferentemente da Universidade de Pécs, que não cobrava taxa de inscrição, a Universidade de Szeged faz essa cobrança. Por mais esse motivo, resolvi pagar adiantado por transferência bancária (SWIFT) no Banco do Brasil.

Uma informação importante sobre essas transferências SWIFT: o banco cobra uma taxa fixa de 100 dólares (!!!) mais um valor variável a partir de certo limite. E, bem, a taxa de inscrição era de 30 euros. Por isso resolvi pagar logo pelo curso. Assim a taxa da transferência ficaria diluída.

Quando cheguei lá, descobri que muitos colegas tinham ficado de pagar a taxa de inscrição depois, junto com a taxa do curso. Então a dica que dou é: dê uma chorada com a coordenadora e explique que não vale a pena gastar 100 doletas para transferir 30 euros! Ou descubra uma forma mais barata de fazer essa transferência e depois me avise, hehe!

Como fiz o pagamento muito antes, a coordenação já não tinha essa informação muito fácil. Recomendo que você leve o comprovante do banco, só para garantir.

Umas 2 ou 3 semanas antes do curso recebi a prova de nível por e-mail. Em Pécs, a prova de nível (quando estive lá pela segunda vez, em 2013, tive que fazer) foi feita no primeiro dia.

Depois de uma programação de boas vindas num domingo ensolarado - com direito a comilança e danças típicas -, segunda-feira era dia de começarmos as aulas.

Éramos 49 alunos divididos em 5 turmas, cada uma de um nível diferente.
Fui colocada na turma de nível mais avançado (hahaha!), mas fiquei boiando no vocabulário e na conversação. Então pedi para mudar e fui para uma turma B1-B2, mais para B1. Aí realmente me encontrei.

A A turma tinha, além de mim, uma egípcia (que ficou 2 semanas), duas russas, uma búlgara, uma sérvia, uma espanhola (que depois mudou para uma turma mais avançada), dois nigerianos (figuraças!) e depois uma suíça. Os nigerianos e a suíça estavam morando em Szeged há algum tempo.


O próximo post traz mais informações sobre o curso, fazendo uma rápida comparação com o de Pécs.

Viszlát!

terça-feira, 16 de maio de 2017

Curso em Szeged (antes tarde do que nunca?)

Sziasztok!

Vejo que nesta época - e depois em outubro, novembro, por aí - muita gente chega aqui procurando por informações sobre cursos de imersão. Engraçado que tem a época do espanhol, a época do húngaro... pouca gente chega procurando sobre o curso de alemão, talvez porque os alunos do Goethe no Brasil mais cedo ou mais tarde conhecem alguém que fez lá.

Fiz o curso de verão em Szeged em 2015 (!!!) e na época praticamente não postei. Agora vou escrever um resuminho, que infelizmente vai ficar com um certo gosto de comida requentada. Não tem mais o calor do momento... mas quem sabe ainda valha pela informação. [Edit: recebi o link em maio/2017: http://www.arts.u-szeged.hu/english/summer-course/summer-university

Alguns posts antigos aqui e aqui. 

A viagem foi pela Air France, no voo direto BSB-CDG que deixou de operar no ano passado. :-(   Estava mais em conta que a TAP, empresa que tinha me transportado nas outras viagens. Achei bom o serviço da Air France... o único "porém" é que eles se embananaram com a comida vegetariana: na ida entregaram para meu vizinho de mesa, que felizmente percebeu, e na volta não me deram! Havia outra vegetariana num assento próximo ao meu e que também tinha pedido refeição especial. Acredito que eles tenham achado muita coincidência duas vegetebas sentadas tão perto uma da outra e resolveram que só havia uma. Sei lá...
O aeroporto é enorme, mas bem sinalizado. Eu tinha 1h50 para a conexão e estava angustiada pelo pouco tempo; no fim foi suficiente.
O voo CDG-BUD saiu com mais de 2h de atraso, e isso por dois motivos:
- havia um grupo de cadeirantes (talvez vindos de algum congresso ou competição esportiva) cujo embarque demorou um pouco mais.
- Estava chovendo forte em Budapeste. Quer dizer: "forte" para os padrões de lá; quando desembarquei, o taxista falou em "tempestade" e havia áreas alagadas. Para os padrões tropicais seria uma chuva assim um pouco mais caprichada. :-D
A chegada a Szeged foi num esquema parecido com o de Pécs: alguns dias antes a coordenadora mandou um e-mail perguntando o horário exato da chegada (veja horários de trens aqui). Algumas estagiárias ficavam na estação aguardando os grupos de alunos e iam conosco ao local de hospedagem.
A hospedagem fica para outro post, beleza?

Aviso: Os posts sobre Szeged provavelmente ainda vão ser editados à medida que eu recupere material, fotos, etc. Já já eu conto porque resolvi levantar o traseiro gordo me apressar com eles, hehehe!
 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Curso de verão na Universidade de Debrecen - seleção de bolsistas

Sziasztok!

O pessoal do húngaro tem sempre aparecido aqui no blog.
Então vai uma novidade em forma de post relâmpago:

A Universidade de Debrecen está com dois processos de seleção de bolsistas para o curso de verão 2017: um para acadêmicos que estejam desenvolvendo trabalhos sobre a Hungria e/ou o idioma húngaro, e outro para o público geral.

A bolsa inclui a taxa do curso (sem material), acomodação em quarto triplo e refeições (café, almoço e janta). O prazo vai até 15 de maio. Os interessados devem enviar currículo e carta de motivação para debrecen@nyariegyetem.hu

Achou interessante? Então corra!

Obs: pena que divulguem esses processos tão em cima da hora para quem precisa comprar passagem... mas enfim, tá valendo. Felizmente não precisamos de visto para esses cursos. Conheci em Szeged um rapaz de Hong Kong que passou aperto com os prazos: precisava da confirmação do curso para conseguir visto, e era bolsista. Uma colega russa que fez o curso de Pécs/2012 também passou por alguns perrengues.

domingo, 22 de maio de 2016

Agências de intercâmbio: é necessário fazer com elas?

Antes de continuar a sequência dos posts atrasados (aiai...), rápidos comentários sobre um assunto com o qual não tenho nenhuma experiência. É que alguns amigos já me perguntaram sobre agências de intercâmbio pedindo dicas e recomendações. E... não recorri a esse tipo de serviço para nenhum dos cursos de idiomas que já fiz.

Isso não quer dizer que eu ache as agências desnecessárias. O papel delas - prestar assessoria - é muito importante. Imagine a responsabilidade de enviar jovens, muitas vezes menores de idade, para um país de cultura e idioma diferente; essa criatura, se fizer um curso mais longo, deve ficar hospedada numa casa de família - e é preciso fazer uma triagem rigorosa dos donos da casa, ver quem deve combinar com quem e tal. Como a maior parte dos intercambistas quer aprender inglês, tem toda a burocracia dos vistos para EUA, Canadá, Austrália... mesmo para cursos de curta duração; e de qualquer forma, o normal é que permanecer mais de 90 dias em outro país tenha exigências burocráticas mais duras, mesmo quando não exigem visto em viagens mais curtas. 

Imagine um garoto que vai fazer ensino médio em outro país, chega aqui de volta e não consegue aproveitar os estudos. É preciso fazer um trabalho de análise de documentação das escolas, currículo, enfim... não é algo simples. 

Sem falar que volta e meia aparecem rolos por aí. Não faz muito tempo a imprensa divulgou notícias sobre escolas irlandesas que foram fechadas e instituições que foram impedidas de emitir vistos. Como a Irlanda tem o atrativo de permitir trabalho em tempo parcial para quem é estudante, muita gente se matricula "para irlandês ver" e o resultado é uma indústria de cursinhos picaretas.

A ideia não é desencorajar ninguém, mas mostrar o quanto é importante fazer as coisas com um mínimo de segurança; e uma das formas de se conseguir isso é por meio de uma agência séria - porque tem agência picareta também.

Porém... dependendo do tipo e destinação do seu intercâmbio, você simplesmente não vai encontrar uma agência que o ofereça. Elas geralmente trabalham com destinos mais badalados. E aí não tem jeito: você terá que entrar em contato com a escola. Em tempos de internet isso é bastante fácil. 

Só que essa facilidade pode esconder uma armadilha: imagine uma escolinha fraca que contrata um webdesigner fera e cria uma excelente página para inflar a imagem da escola?! Pois é, pode acontecer. Em alguns casos, o marketing é tão agressivo que você só encontra depoimentos no próprio site do curso.

Como não é muito fácil encontrar depoimentos espontâneos na internet (muita gente posta seus comentários em perfis pessoais ou compartilha com os amigos no Whatsapp e só), uma forma que encontrei para buscar um pouco de segurança é dar preferência a cursos oferecidos como programas de extensão universitária - já que, por mais que seja um programa de extensão (e não um programa regular), a universidade tem seu nome envolvido na história. Outra possibilidade é fazer cursos em instituições consagradas, como a Aliança Francesa e o Instituto Goethe. O preço é mais alto, porém o risco é menor.

Se houver uma política oficial - como os antigos cursos do Erasmus na União Europeia, ou o programa do governo colombiano para incentivar o estudo do espanhol lá - é mais fácil: o interessado encontra todas as informações em sites de instituições oficiais, o que dá uma tranquilidade maior.

Se não quiser se arriscar muito você pode também - mas nem sempre - acertar uma carga horária mais baixa e, caso o curso seja do seu agrado, estender a permanência na escola.

Uma dica é o blog Partiu Intercâmbio: eles dão ótimas informações sobre como enfrentar os principais problemas, conseguir bolsa de estudos, etc... e isso não só para os destinos mais badalados.

Outra dica é ver com a AIESEC. Eles não são uma agência de intercâmbio propriamente dita, e sim uma organização que busca formar lideranças; uma das maneiras para isso é promovendo intercâmbios de universitários/recém formados. Existem vários blogs com depoimentos de participantes do programa.

PS: Uma coisa que considero importante, mesmo quando não é exigida formalmente: seguro de viagem. Qualquer pessoa está sujeita a passar por apertos como extravio de bagagem, emergências médicas, etc. Nessa viagem a Medellín passei sufoco com um dente quebrado e não consegui contato telefônico com a assistência. Já fiquei com pé atrás... mas bem, isso é um tema para outro post.

domingo, 15 de maio de 2016

Volta (bagunçada) ao blog

Olá, leitores valentes (ou que tenham caído aqui pelo Google)!

Novidades não tão novas:
- fiz o curso de húngaro em Szeged há um tempinho (3 semanas em julho-agosto/2015... o tempo passa ráááápido!) e ainda não escrevi sobre minha temporada lá. É algo que quero e pretendo fazer. Sei o quanto é difícil encontrar relatos sobre esses cursos. Na verdade, não encontrei nenhum quando decidi fazê-los. E agora tenho Pécs como base de comparação. 
Sem falar que Szeged é uma cidade fantástica e a experiência do curso foi incrível! Tudo isso merece ser contado e vai ser.

-  Já deu tempo de fazer outra imersão em idiomas: espanhol em Medellín, Colômbia! Voltei há poucos dias. Fiquei 5 semanas em abril/2016, pegando ainda a primeira semana de maio.

Está tudo anotadinho no meu diário de viagem, tenho fotos e aquela tranqueirada de folhetos que sempre acabo trazendo.

No meio de tantas emoções e pouca blogagem, decidi fazer o seguinte: vou inverter a ordem cronológica e postar primeiro sobre o curso de espanhol; e em seguida posto sobre o curso de húngaro. Quero aproveitar enquanto pelo menos as memórias de Medellín ainda estão mais frescas.

Um dos motivos para eu não ter escrito ainda sobre o curso de Szeged - fora a correria do trabalho, trânsito, etc - foi que o processo para conseguir um tempo livre para fazer o curso na Colômbia foi meio sofrido. No fim deu tudo certo, os dois cursos foram fantásticos e espero ter mais tempo de escrever sobre eles.

Então apertem os cintos e vamos lá!

 

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Cursos de húngaro em Sampa - 2016

Sziasztok!

Postagem relâmpago para o pessoal de São Paulo. Mesmo que provavelmente vocês já tenham visto esses links, hehe!

Vi no facebook da Embaixada da Hungria a divulgação do curso de língua e cultura húngara na USP. Inscrições até o próximo dia 16. Maaaas.... as vagas já estão esgotadas! Só com lista de espera. :-(


Porém os moradores da Pauliceia têm à sua disposição não apenas um, mas dois cursos de húngaro! Então é só se matricular no curso da Associação Húngara e ser feliz. 

Enquanto isso, os moradores das outras cidades vão curtindo uma invejinha. :-D

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Em Szeged para o curso de verão! - dicas sobre inscrição

Sziasztok!

É isso mesmo! Estou em Szeged para 3 semanas de curso de húngaro.
A rotina aqui está meio puxada, mas vou tentar escrever sobre essa experiência à medida que ela vai se desenrolando.

Fiz a inscrição e comprei a passagem assim que saiu a confirmação do calendário, em fevereiro. 

Em relação à inscrição para o curso em Pécs, algumas diferenças:
- o preço não inclui a hospedagem;
- existe uma taxa de matrícula, de 30 euros.
O problema de pagar qualquer taxa com antecedência é que, no caso de quem está no Brasil, isso envolve taxas bancárias bastante altas para a operação de transferência da grana (o tal do SWIFT). No Banco do Brasil, existe uma taxa mínima de... 100 dólares!

Ou seja: para transferir 30 euros, você gasta 30 euros + 100 dólares. Legal, né? Só que não. :-/

Eu mesma queria garantir a vaga, não sabia o quanto eles seriam flexíveis sobre isso e fiz outra opção: aproveitei a transferência bancária para pagar tudo de uma vez (exceto a hospedagem, que é paga à parte). Dói menos saber que você gastou 100 dólares para transferir 400 e tantos euros do que gastá-los para transferir 30 euros. E assim eu escapava de eventuais subidas do câmbio. 

Na verdade eu vacilei. Parece que nem todo mundo chegou aqui com a taxa de matrícula já paga. Se você estiver interessado em fazer o curso, recomendo que dê uma chorada junto à coordenação. A Ági é supersimpática e está disponível para resolver problemas.

Comparando com outros cursos que fiz:
- No Goethe o pagamento é todo adiantado (sem choro nem vela) e feito por transferência bancária.
- Em Pécs não há taxa de matrícula. O pagamento é feito no dia da apresentação (o domingo antes do curso). O valor é dado em euro, mas o pagamento é em forint. O problema aí é a taxa de conversão que eles usam, não exatamente amigável. Calcule com uma boa margem de segurança.

Muita gente aqui está como bolsista, inclusive o outro brasileiro do grupo (sim! Dessa vez não sou a única brazuca da turma). Os bolsistas têm hospedagem paga (em quarto compartilhado) e refeições também. Não lembro se também recebem tíquete de ônibus.

Uma dica, principalmente para quem fizer a inscrição muito antes, é trazer o comprovante do banco. Eu tinha feito a minha há tanto tempo que o pessoal já nem lembrava que eu tinha pago. É sempre bom garantir, né?

Sobre a inscrição propriamente dita, isso é o que estou conseguindo me lembrar agora. Já eu volto com outros posts e falo sobre o curso propriamente dito.

Viszlát!

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Curso de húngaro na USP

Olá, leitores!

Infelizmente fiquei um tempo sem aparecer por aqui (coisas do trabalho, entre outras) e perdi o timing para divulgar essa notícia maravilhosa e bombástica, que infelizmente divulgo com atraso (shame on me):

A USP está oferecendo cursos de húngaro!!! \o/

Isso mesmo: a USP está oferecendo cursos de húngaro!


Tem o apoio da Universidade de Pécs. Se o material usado for o MagyarOK, vocês vão me ver escondidinha numa das fotos que ilustram o livro, hahaha! (mistério)

Excelente notícia. Super obrigada à professora Sarolta Kóbori pela divulgação.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Um "oi" rápido para o pessoal do húngaro!

Olá, leitores! [alguém aí?]

Este blog é uma geleia geral sobre assuntos que estou vivenciando no momento e quando tenho tempo de escrever. Mais de dois anos de bagunça (já?).

O assunto que mais traz as pessoas aqui pelos caminhos do Google é... tãdã! Aprendizado de húngaro. E no final do ano passado/início deste ano a procura explodiu. É quando os estudantes estão planejando seus intercâmbios, procurando editais... e, bem, 2014 foi um ano paradinho para mim nesse quesito. Fiz minhas aulas pelo Skype, aprendi coisas novas, mas sem me dedicar tanto como essa linguinha danada merece. 

Mas o pessoal vem aqui, eu sei que existe pouco material na internet e dá até uma certa preocupação... sério! Então resolvi fazer um resuminho para você que chegou ao blog agora:

- cursos no Brasil: veja aqui e no Cidadania Húngara (confira também os comentários, sempre aparece algum professor com novas informações). Se quiser fazer aulas pelo Skype, aqui o contato da minha profe. 

- Material gratuito: o site Cidadania Húngara, acima, tem o link do curso do FSI dividido em 3 partes. Já tentei o curso do Livemocha e, sinceramente, não gostei muito: achei bitolado... criaram o curso de um idioma (acredito que o inglês) e a partir daí simplesmente traduziram para gerar os cursos de alemão, espanhol, etc.
Confira também aqui.
Obs: Quando quero formar opinião sobre uma série de idiomas, confiro o material de ensino de português. Se houver muitas falhas (e o Livemocha tem algumas), já fico com um pé atrás.

- Comentários sobre outros materiais: vejam este post que escrevi para o Mochileiros (23/10/2014). Estou com a ideia de desenvolvê-lo melhor, incluindo outros materiais, e postar essas informações no blog. Por enquanto, vai o post do Mochileiros mesmo.

- Pessoal que quer fazer doutorado sanduíche (acredito que não seja o caso da maioria, mas tá valendo): dicas aqui e nos posts seguintes. Dicas bem práticas de sobrevivência, como lidar com a burocracia da Capes, etc.

Por enquanto é só! Vou fechar mais uns posts sobre a viagem a Cartagena e ver se escrevo sobre alguns assuntos acumulados. Uma das minhas promessas para 2015 (tomara que eu consiga cumprir) é dar um gás aos estudos de húngaro. Aí terei mais sobre esse assunto para escrever aqui.

Siasztok!

sábado, 6 de dezembro de 2014

Rápidas novidades (não tão novas) sobre os cursos de idiomas na Europa

Olá, pessoal!

Tenho que editar as informações nos posts originais, mas não custa avisar por aqui: desde 2014 não existe mais o programa de cursos intensivos pelo Erasmus. Agora é oferecido um suporte online.

Como - principalmente em 2012 - vi que boa parte dos alunos do curso de húngaro em Pécs eram participantes do programa, fiquei com medo que isso comprometesse a viabilidade de alguns cursos.

Felizmente, parece que não é bem assim... pelo menos não para o curso da Universidade de Szeged. Em 2013 já não havia alunos do Erasmus no curso de verão realizado lá, e mesmo assim conseguiram viabilizar tudo direitinho.

Para 2015 a previsão é que o intensivo seja realizado de 26/07 a 21/08. Essa foi a informação que recebi por e-mail.

Resumindo: se você tem interesse em fazer algum dos cursos que eram oferecidos a alunos do Erasmus, agora não tem mais a moleza de ver todos os cursos listados no site do EILC. Entre em contato com a escola! Algumas demoram a atualizar o site, mas podem já ter um calendário definido. 




segunda-feira, 14 de abril de 2014

[Post relâmpago] Universidade de Pécs - vídeo

Para não perder a tradição!

A essa altura todo mundo deve ter visto zilhões de paródias do vídeo do Pharrell Williams, certo? Existe até um site com os links para as versões de várias cidades pelo mundo.

Pécs tem também seu vídeo:


E, claro, esse aqui não poderia ficar de fora. Foi gravado na Faculdade de Medicina:


Revi caras e lugares conhecidos (já comentei que o curso de húngaro é lá, né?). Muita emoção e vontade de voltar... mas por enquanto sem chance.

Então, se você vai fazer o curso por lá... clique no vídeo e entre no clima.


sábado, 15 de fevereiro de 2014

[Post relâmpago] - Seleção de bolsistas para o Instituto Balassi

Quem quer fazer um curso na Hungria?
O instituto Balassi está recebendo as inscrições para o ano letivo 2014/2015. O público-alvo são estudantes abaixo de 35 anos.
Mais detalhes sobre o curso de 10 meses e a bolsa - clicou? Agora é conferir, preencher os formulários e reunir os documentos. Boa sorte! :-)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Rumo a Göttingen - inscrição e preparativos

[Obs: Veja também o link para este outro post, que trata do mesmo assunto.]

Voltando no tempo...

Terminado o curso que fiz em 2012, não é que tinham sobrado uns euros? E a vontade de fazer outro curso de idiomas em 2013... o curso de húngaro deixou um gostinho de quero mais. Só que, depois de trocentos anos fazendo curso de alemão (com interrupções também de trocentos anos), essa foi outra tentação que apareceu. Aí foi seguir a filosofia de "na dúvida, escolha os dois".

Objetivamente falando: acho que um curso de 4 semanas dá um custo-benefício muito melhor que dois cursos de 2 semanas cada um, e sai mais barato também. [Pretendo criar um post comentando o que achei da minha evolução após esses cursos de curta duração, mas vou deixar para quando terminar meu curso aqui]. Mas, como nem tudo na vida é objetividade, resolvi fazer assim.

Marquei minhas férias no final do ano passado, quando os calendários dos cursos de Pécs e de Göttingen (ah, estou fazendo no Instituto Goethe) já tinham sido publicados. Juntei mais uma grana no primeiro semestre e tive a felicidade de fazer o câmbio antes da alta do euro. Isso foi decisivo. Ano que vem a ideia é ficar quietinha... para que meu salário fique igualmente quietinho. Já meti o pé na jaca este ano!

Aqui tem todas as orientações: calendário, ficha de inscrição... é só preencher e enviar.

E por que não fiz o curso de alemão logo em agosto, emendando com o curso de húngaro? Teria evitado a despesa de atravessar o oceano duas vezes!

Verdade. Só que, quando pesquisei os preços de passagens no Skyscanner, os voos entre Budapeste e as principais cidades da Alemanha estavam bem inflacionados - acredito que porque os  voos das empresas low cost ainda não estavam disponíveis. Se bem que no meu caso, com um tanto de bagagem, as low cost provavelmente sairiam bem pesadinhas também. Além disso, os cursos do Goethe no alto verão são do tipo "língua e cultura" em vez de serem só de idioma, e com isso as taxas saem mais pesadas. É lógico que meu esquema ficou mais caro, mas imaginei (um tanto erroneamente) que não sairia tão mais caro assim.

E por que em Göttingen? Achei o perfil meio parecido com o de Pécs: cidade medieval, porte médio (ou seja: muita coisa se resolve andando a pé), universitária (o que quer dizer: muita programação acessível a estudantes com pouca grana). Além disso, o curso aqui acaba em 09/11, e não em 12/11 como na maioria das cidades - o que me daria problemas com a data do retorno das férias. Aqui tem casa de hóspedes, que funciona no mesmo prédio do instituto. E a região é conhecida por se falar um alemão bem próximo do Hochdeutsch, que é o que se aprende nos cursos.

Em abril fiz minha inscrição. Pagamento adiantado (eles só confirmaram a inscrição depois que foi confirmada a transferência bancária); não sei se essa parte é negociável... pelo que andei vendo, é uma condição obrigatória.

Por que o Goethe? Até pesquisei opções mais em conta. O problema é que esbarrei em algumas coisas com más referências e, como já fiz curso no Goethe, tinha mais confiança neles. De qualquer forma, vale a pena olhar aqui. [Aliás, esse blog é divo! Vale muito a pena curtir no Facebook também]

Confirmado o pagamento, recebi alguns documentos com mais orientações. Fiquei sabendo, por exemplo, que o restaurante oferece opções vegetarianas. Como eu não sabia disso antes, tinha optado por não incluir refeições. Mas parece que vou poder fazer isso à parte.

Recebida essa comunicação em abril, eles não entraram mais em contato até umas 2-3 semanas atrás, quando recebi o link para um teste de nível. O estilo é esse aqui. 70 questões objetivas e uma redaçãozinha de 150 a 200 palavras. 

Enquanto o pessoal da Universidade de Pécs tinha enviado alguns e-mails faltando pouco para o curso de húngaro - com orientações básicas sobre trens, hospedagem em Budapeste para quem precisasse, etc -, no caso do Goethe praticamente não tive contato com a equipe na reta final para o curso. O que até é possível entender, já que esses cursos intensivos são oferecidos o ano inteiro. Em vez de se ocupar conosco, eles estavam ocupados com a turma anterior, ora! Mas parece que o esquema é mais impessoal mesmo. Esse é um assunto que deve reaparecer nos próximos posts.

Edit (abril/2014): tenho amigos que fazem cursos no Goethe em Brasília e, quando foram fazer curso na Alemanha, pediram ao pessoal do Instituto aqui para ajudar durante a fase de inscrição - por exemplo, pesquisar e intermediar hospedagem. No meu caso, optei por entrar direto em contato com a equipe da Alemanha pela internet; mas vale a pena saber que existe essa opção.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Evento - Nyelvparádé/Language Show

Está em cima da hora (soube hoje!) mas, se você estiver em Budapeste, não custa avisar: de amanhã até o dia 8 de setembro haverá uma exposição sobre ensino de idiomas (a 14a. Nyelvparádé). Estandes de editoras, cursos de idiomas, etc. Tem também eventos paralelos sobre culturas africana e latinoamericana: palestras, danças, comidas típicas... parece interessante. Pena eu não estar lá para conferir... :-(

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Passeio em Püspökszentlászlo

Sziasztok!

O post de hoje é sobre uma das excursões que fiz no curso... em 2012! (ops...)

O pessoal do curso de 2013 foi a esse lugar também (quem fez o curso de 4 semanas). É a segunda excursão do curso. 

Püspökszentlászló é uma pequena aldeia na região. Fomos de ônibus até uma outra cidadezinha próxima e seguimos a pé por uma estradinha idílica. 

O nome do local faz referência a São Ladislau da Hungria. [Parênteses: a formação do Estado nacional húngaro, na Idade Média, é fortemente relacionada ao catolicismo. Erzsébet, István, Lászlo, para citar alguns nomes bastante populares por lá, foram reis católicos importantes na história do país. Em 2001 - dados antiguinhos! -, os católicos romanos respondiam por 51% da população, e concentravam-se principalmente nas partes oeste e central do país]. 
 


Na estrada, vimos essas ameixas. Lindas... mas estavam verdes :-(
Casa na beira da estrada
Ao subir a estrada rumo ao local em que passaríamos o dia, o clima ia mudando. As temperaturas iam ficando mais baixas (chegaram a talvez uns 18 graus!) e a umidade ia aumentando.

Finalmente chegamos à antiga sede do bispado da região. O local é administrado por um grupo de freiras e funciona também como casa de retiros. No passado, abrigou peregrinos e - pelo que nos disseram - também alguns fugitivos do nazismo.
Túmulos de freiras que viveram no local

 
Fomos recebidos com um almoço simples e muito gostoso. Para a turma vegetariana, tinha falafel. Em seguida, teve oficina de artesanato. A proposta era fazermos algumas coisinhas e, para isso, contamos com as aulas do pessoal do Míves Mag Műhely. Todo o material também estava organizadinho nos esperando.

 Amostras dos mini-ursos

 
Amostras dos móbiles de galinhas de tecido. Teve gente que usou para enfeitar a ecobag que ganhamos de brinde no curso
 
Flores de palha de milho

Biscoito de gengibre, que deveria ter sido lindamente enfeitado; mas não tenho jeito para essas coisas!

Material para fazer os móbiles

 
 Lã para fazer bijuterias

Fiz uma flor de palha de milho, mas ficou tão sem graça! Aí parti para as bijuterias de lã: você mergulha a lã em água com sabão e fica fazendo bolinhas (é meio terapêutico) até secar e encolher. Aí é só espetar aqueles araminhos de biju e fazer colares, brincos, etc com as bolinhas coloridas. Fiz um colar meio sem graça, mas está aqui em casa como lembrança física do curso. Acho que a proposta era bem essa.

Esse passeio me fez pensar como temos no Brasil um certo preconceito com trabalhos manuais, artesanato, essas coisas. Na minha turma havia umas russas que ficavam fazendo bordados após a aula, e levavam essa atividade bem a sério. Se bem que outro dia li em algum lugar que algumas atividades antes consideradas "mulherzinha" estão agora sendo vistas quase como uma militância libertária. Em tempos de trabalho escravo nas confecções, fazer o seu tricozinho pode ser mesmo uma forma de driblar as grandes corporações que andam explorando pessoas por aí. [Artigo sobre o craftivism]

Também tivemos apresentação de grupos folclóricos:

No caminho até o local onde estava o ônibus, fomos seguidos por essa filhote que já havia nos seguido no caminho de ida. Fiquei com muita vontade de ter adotado essa figurinha tão carente. O &%$ é que meu condomínio proíbe animais e, além disso, seria um complicado procedimento internacional:
Essa filhotinha estava com um esfolado circular nessa parte que censurei

Monumento misterioso na beira da estrada

O local é lindo e bucólico; mas acho que eu não estava muito na vibe do dia, e talvez por isso tenha aproveitado essa excursão menos que as outras. Se você é muito festeiro e gosta de agitação (o que nem é meu caso), talvez também não aproveite tanto. Por outro lado, uma das meninas veio comentando comigo o quanto esse passeio tinha sido inspirador e para escrever alguns poemas (bem, além do bucolismo do passeio, ela tinha uma paixonite por algum budapestino misterioso!). Como não leio russo, não pude conferir.
Viszlát!