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terça-feira, 23 de maio de 2017

Bate-volta em Subotica

Sziasztok!

Uma vez que vocês já sabem como evitar alguns apertos que passei na viagem a Subotica (perdi o único ônibus e tive que arrumar hospedagem de última hora), vamos agora falar sobre a cidade.

Subotica (Szabadka, em húngaro) é a quinta cidade da Sérvia em população. Fica em Vojvodina, cuja capital é Novi Sad (cidade de origem da representante sérvia na nossa turma). Fez parte do império austro-húngaro e tem uma parcela significativa de população de origem húngara. Parte das pessoas que encontrei lá falavam o idioma - inclusive muita gente que trabalha na rodoviária (balcões de venda de passagens e também a senhorinha do banheiro).

Logo que desci na rodô, andei meio sem rumo entre os blocões dos tempos do comunismo. Essa é uma diferença marcante entre duas cidades tão próximas: Subotica tem mais cara de "cortina de ferro" do que Szeged: prédios de governo dos anos 70, alguns carros fabricados nessa época (que saí fotografando, porque não resisto, haha!). Então vi uma torre de igreja e pensei: "o centro deve ser para lá".

Quando fui andando, vi um festival folclórico acontecendo. Já comprei uns ímãs de geladeira na feirinha e fui andando por ali. Uma mistura de novo e antigo, prédios com detalhes diferentes e interessantes. Fui atendida com simpatia pelos prestadores de serviço e achei os preços bastante acessíveis. A Sérvia passa aquela imagem sisuda, mas só posso dizer que vale a pena um passeio lá.

Da série "evitando perrengues":

- Felizmente eu estava com o cartão VTM. Não encontrei casas de câmbio abertas no centro - pelo menos nos horários e locais onde passei, e era domingo - e tive que sacar num caixa automático.

- O seguro "padrão" da April/Coris para a Europa serve para o espaço Schengen. Como a Sérvia não faz parte desse grupo, fiquei sem cobertura enquanto estive lá.

- Veja este post!!!

Da série "5 estrelas no TripAdvisor":

Boss Caffe: restaurante com comida boa, serviço rápido e preço bom. Pedi uma combinação vegetariana que me deixou de barriga cheia e custou uns 5 euros, incluindo suco.

Guesthouse Mali Hotel Subotica: precisando de um hotel de última hora, fiquei um tempo pendurada num wifi gratuito que encontrei no centro. Decidi arriscar um hotel que encontrei na net (não lembro o nome). Estavam recebendo um time de basquete para uma competição e estava cheio... perguntei se havia outro por perto e me indicaram o Mali. A dona é superprestativa. O quarto é confortável e o preço também estava bom. :-)

Uma coisa que me chamou a atenção na Sérvia foi a nota de 100 dinares, com a estampa do Nikola Tesla. Achei tão nerd, hehe!

Algumas fotos, lembrando que o Flickr tem muito mais. E espero ter uma oportunidade de voltar à Sérvia e curtir com mais calma. :-)












Bate-volta em Subotica (Sérvia) - evitando perrengues

E então, pessoal, beleza?

Aqui vou escrever um spoiler do perrengue que passei no meu bate-volta na Sérvia - mais especificamente, na cidade de Subotica. Se estiver pensando em fazer um passeio desses, não deixe de ler! E também não deixe de fazer o passeio, é claro.

Como iniciou a aventura?

O ônibus sai de um terminal que nem tem muita cara de terminal. Aqui: https://www.google.hu/maps/@46.2575031,20.1415293,3a,75y,224.93h,94.84t/data=!3m6!1e1!3m4!1sEVF7feZkt4NQc88fxvOkWw!2e0!7i13312!8i6656 (
"Autóbuszállomás Szeged"). Também é importante saber os nomes das cidades nos dois idiomas:
- Szeged (húngaro): Segedin (sérvio)
- Subotica (sérvio): Szabadka (húngaro)

E as linhas/empresas de ônibus?
Pois então... pesquisei e encontrei alguns PDFs como este. O detalhe são as letras miúdas: nem todas as linhas funcionam o ano todo.

Então o que aconteceu? Resumidamente: peguei o ônibus da linha Budapeste-Belgrado-Budapeste, subindo em Szeged e descendo em Subotica. Essas cidades na época estavam ligadas por esse único ônibus. Olhei os horários e pensei que teria umas 3 a 4 horas para curtir a cidade. Quando voltei à rodoviária, não reparei que o ônibus NÃO ficava na mesma plataforma onde eu tinha descido. Vi o dito-cujo indo embora e me deu um desespero... tive que arrumar um pernoite de última hora na cidade.

Depois um colega alemão me disse que era possível pegar um ônibus até a fronteira, atravessá-la a pé e pegar outro ônibus do lado húngaro. Realmente não sei e acho arriscado, pois as cidades são pouco conectadas.

Importante: a Sérvia deixou de exigir visto de brasileiros há poucos anos. No entanto, vi em alguns blogs que era necessário pegar o comprovante de estadia no hotel ou pousada. Pelo sim, pelo não, peguei esse papelzinho. Realmente o pessoal da fronteira reteve esse comprovante quando passei na volta. Ouvi histórias de gente que teve que pagar multa porque não pegou o tal papel. Não deixe de pedi-lo onde se hospedar, OK?

O próximo post vai ser sobre a cidade.

Ônibus que faz o percurso Subotica-Szeged. Reparem que não tem pintura da Volanbusz, e sim de uma empresa sérvia
 
O papelzinho do hotel recolhido pela polícia de fronteiras da Sérvia