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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Curso intensivo em Debrecen - introdução e inscrições

E aí, pessoal? (alguém aqui?)

Escrevi no post anterior que teria uma surpresa.
Como sempre, estou atrasada. No momento em que escrevia o primeiro rascunho deste post, estava esperando o avião que me levaria de volta ao Brasil.
Fiz um curso de húngaro de 2 semanas na Universidade de Debrecen. Foi no período de 22/05 a 02/06. A partir deste post, vou contar um pouco dessa experiência.

A primeira vez que comentei sobre os cursos de verão/inverno em Debrecen foi em 2012. Desde então, muita coisa aconteceu: fiz os cursos de Pécs e Szeged, aprendi também pelo Skype... e o curso de Debrecen ficava para depois, porque era sempre um pouco mais caro que os outros.

Lembro que uma vez eles publicaram na homepage do curso um texto explicativo sobre por que teriam que aumentar o valor (em euros); e nessa mesma época passaram a oferecer cursos de 1 semana e também cursos fora de temporada. Sim, passaram a oferecer cursos intensivos durante o ano todo. É a chance de escapar de preços e climas extremos. Bom demais, não?

O primeiro passo é decidir uma data e entrar em contato com a coordenação. Paguei antecipado por transferência bancária. A mesma história de sempre: já que tem taxa de inscrição para pagar antes, aproveitei e paguei tudo de uma vez para ver se ao menos diluía o valor da taxa (100 doletas a operação Swift) e não ficava tão frustrada.


A universidade tem parceria com um hotel perto do campus. Na ficha eles perguntam se você precisa de ajuda com a hospedagem. Dessa vez não fiquei no local de parceria, e sim em outro. Calma, que isso é assunto para outro post...

Outro ponto: na ficha de inscrição eles avisam que, se não houver pelo menos mais uma pessoa na sua turma, o curso de 2 semanas sai por 200 euros a mais. Na ficha você responde se aceita essa condição. Eu aceitei, mas não foi o caso: tive aulas em dupla. Isso mesmo! Uma turma de 2 pessoas. Depois comento mais sobre isso.

Diferentemente de Szeged, em que a coordenação fez vista grossa e permitiu que alguns alunos pagassem a inscrição já no início do curso, o pessoal de Debrecen parece ser mais metódico. Além disso, o livro é pago separadamente (20 euros) e ainda tive que pagar uma taxa bancária de 10 euros [não entendi... será que foi alguma transferência interna deles lá?].

Falando em "mais metódico", um detalhe diferente dos outros cursos foi que em Debrecen a gente assina um contrato.

Acredito que essas coisas tenham a ver com o fato de ser um programa com maior número de alunos, o que por sua vez deve ter relação com o fato de ser o curso mais antigo (desde 1927). De qualquer forma, é bom estar preparado.

O teste de nível é enviado alguns dias antes e achei bem puxado. Para minha surpresa, pelo tempo que estava enferrujada, fui até bem. A coordenadora queria me mandar um teste para o nível seguinte, mas pedi para ficar naquele mesmo.

Inscrição feita, esperando o dia do curso... o resto fica para os próximos posts.

Viszlát!

PS: Na secretaria do curso trabalham umas 4 funcionárias. Uma delas, a Ági, passou um semestre em Sampa dando aulas na Casa Húngara. Descobri porque vi uns produtos da Natura na sala. Os creminhos fizeram o maior sucesso. Uma delas mostrou uma bisnaga do Ekos açaí para mãos e disse que tinha virado fã. #ficadica

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Serviços: lavanderia e manicure

Olá!

Aqui vou contar sobre alguns serviços que a gente acaba usando quando faz uma viagem um pouco mais longa.

Manicure

Fui ao salão só uma vez, por falta de tempo mesmo. Cheguei, perguntei se alguma das manicures estava livre e foi bem fácil.
Fiz pé e mão por 20.000 pesos e mais uma gorjetinha. Nem reconheci meus pés depois! 
A manicure (Elizabeth, ótima) usou exfoliante para amaciá-los, e não lixa. De resto é parecido com o que vemos no Brasil: lixar as unhas, tirar as cutículas... ah, ela não usou palito com algodão para tirar o excesso de esmalte. Simplesmente deu pinceladas tão certeiras que não ficou excesso nenhum.
Aqui o cartão-fidelidade que me deram. Depois de 6 manicures, a sétima é grátis. Fica perto do Unicentro:
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Lavanderia

Procurando lavanderias auto-serviço, uma que apareceu foi esta: La Lavanderia, na 70. Mas tem um detalhe: na verdade, ela não é auto-serviço: você deixa a roupa lá e busca depois. Nas primeiras três vezes que levei peças para lavar (digo, somente lavar e secar; sem passar), eu as deixava de manhã e buscava no mesmo dia no final da tarde.
Nas últimas duas vezes eles pediram um prazo maior: voltar no dia seguinte ou mesmo 48 horas depois. O custo era por kg (ou melhor, por libra), da ordem de 30.000 pesos por 4,5 kg de roupa. Mesmo sem passar, as peças são entregues bem lisinhas e normalmente podem ser vestidas sem que você precise passá-las em casa.

Obs: os colombianos também usam o sistema métrico decimal; mas, por algum mistério, a gasolina é vendida em galões e as lavanderias usam a libra como unidade de massa.

Por enquanto é só. Até o próximo post!

sábado, 2 de julho de 2016

Fazendo compras no supermercado

Olá!

Hoje comento um pouco sobre uma questão importante, principalmente para quem vai ficar uns dias a mais em Medellín. Acredito que muita coisa se aplique a várias cidades médias/grandes na Colômbia.

A maior parte das compras de supermercado eu fiz no Éxito do Unicentro ou da 33. Lembra um pouco o Pão de Açúcar, com produtos Taeq e Casino. A loja do Unicentro tem uma espécie de restaurante/lanchonete/refeitório onde muita gente compra porções e consome lá na hora. Tem café da manhã também. Subindo a escada rolante tem uma seção de bazar com produtos como toalhas e utensílios de cozinha. Comprei uns esmaltinhos na seção de cosméticos, inclusive alguns da Essence a preços bem camaradas.

Um dos professores deu a dica de outra rede, a Tiendas D1, dizendo que os preços lá são melhores que no Éxito. O post aqui não só confirma isso, como dá um comparativo. O problema é que demorei demais a encontrar uma loja - apesar da lista que aparece no site, e são muitas unidades! Mas meu senso de orientação é horrível. Como sou muito boazinha [:-)], aqui está a localização de uma loja bem perto da UPB.

Vi algumas lojas da rede Carulla enquanto quando fui ao Poblado (depois tenho que escrever sobre o que fiz no bairro). Passei numa loja deles quando estive em Cartagena. A impressão que tive é que se trata de uma rede para os mais endinheirados.

Se você assistiu à edição colombiana do Masterchef, deve ter visto o merchan da rede Olímpica. Não cheguei a fazer compras nos supermercados deles, então também não posso dar muitas dicas.

Para mais informações sobre supermercados e comércio em geral, dê uma olhada neste site.

Outra possibilidade para fazer compras são os mercadinhos de bairro e algumas feiras orgânicas. Vale a pena xeretar as opções no bairro em que você esteja pensando em se hospedar.

Contando um pouco mais sobre minhas experiências de compra no Éxito: é bem parecido com a maior parte dos supermercados que vemos aqui: frutas e verduras são pesadas no caixa; tem caixa rápido para pequenas compras (não lembro se tem caixa preferencial; acho que sim); tem programas de pontos. O número de pessoas trabalhando nos caixas é satisfatório: em nenhuma das vezes fiquei presa em fila que não andava.

Todas as vezes em que precisei pagar com VTM foi tranquilo. Uma vez a moça pediu um documento de identidade. Se você é dessas pessoas que andam só com a cópia, fique esperto. Das outras vezes não pediram nada.

Muitos produtos são vendidos em embalagens econômicas tamanho família; mas você consegue comprar também produtos em quantidades menores - inclusive papel higiênico em rolo individual.

Existe um programa de redução do uso de sacolas plásticas. Você até consegue sacolas sem ter que pagar por elas, mas é num esquema meio contadinho. Ponha umas ecobags na sua mala e faça uma viagem feliz e ecologicamente correta em terras colombianas.

Até a próxima!


Palavras do dia:
- bolsa: sacola
- bolso: o que no Brasil chamamos de bolsa
- bolsillo: o que chamamos de bolso
Pelo menos na Colômbia é assim! Não sei se é diferente em outros países.






terça-feira, 14 de junho de 2016

Medellín - mais dicas e impressões

Continuando daqui, com algumas coisas que me vêm à mente agora. Pretendo criar posts específicos sobre os passeios.

- Uma coisa que me chamou a atenção foi a cordialidade das pessoas. No primeiro dia de aula, perguntei onde ficava o bloco e uma funcionária que estava passando pela portaria não pensou duas vezes em desviar-se do caminho para me guiar até lá. Outra vez eu estava no supermercado com 4 itens (isso numa loja com fila especial para compras rápidas) e o casal perto do caixa fez questão que eu passasse na frente. Eu ficava até sem graça!

Se houver ocasião para uma conversa, as pessoas simplesmente... conversam! E fazem isso educadamente. Gracias, mucho gusto, que esté muy bien... Não tem essa de olhar estranho para o lado e fazer cara de paisagem, como tantas vezes nos sentimos meio condicionados a fazer aqui - por falta de traquejo social mesmo.

Já estou acostumada a ir a lugares turísticos e ver pessoas com braço esticado tirando selfies (eu mesma faço muito isso!). Em parte é a moda das selfies, já que é tão fácil descartar uma foto ruim. Mas quantas vezes fazemos isso por medo ou preguiça de abordar alguém e pedir ajuda com uma foto? Depois é só retribuir tirando uma foto do outro turista.

Pois o que mais vi nos lugares turísticos em Medellín foram pessoas alegremente pedindo e dando ajuda com as fotos uns dos outros. Tão simples!

Aqui fica bem clara essa questão do comportamento. Vale a pena ler.

- Os animais de estimação têm trânsito mais livre do que em Brasília. Vi gente passeando com cães grandes nos shoppings - sempre de coleira. Participei de uma corrida de rua e muita gente estava correndo com seus totós. Também tem parques e praças onde as pessoas literalmente soltam os cachorros, eles ficam ali cheirando os traseiros uns dos outros e pronto. Já estão superacostumados. E, no meio de toda essa festa canina, não vi cocô no chão.

Passeando no CC Santafé

- Vi outros dois brasileiros enquanto estive lá: um praticante de capoeira e um hóspede/funcionário do hostel onde participei de um evento. Percebi que meu sotaque chamava muito a atenção. A primeira vez foi num restaurante vegetariano perto da UPB. O dono perguntou o que eu tinha achado da comida. Respondi que estava "muy rica" e me despedi. Quando voltei para almoçar lá outro dia, o dono me perguntou: "amiguita, de dónde eres?" [amiguita S2]; respondi que era do Brasil e ele disse: "yo sabía!" - assim, numa comemoração de quem acertou a resposta a uma dúvida muito angustiante. :-D

No quiosque Juan Valdez do shopping Unicentro aconteceu uma situação parecida. Eu já estava quase terminando o curso, havia batido ponto lá praticamente todo dia e uma funcionária me perguntou: "a senhora não é daqui, né?". Eu achava graça nessa curiosidade geral e às vezes tentava dar uma pista pagando com cartão VTM do Banco do Brasil ou deixando o dicionário bem visível em cima da mesa. 

- Já que falei sobre cartão VTM, vamos à questão do câmbio: eu estava insegura com a alta do dólar, tinha medo que o dinheiro não fosse suficiente e troquei R$161 por COP100.000 na área de embarque do aeroporto de Brasília. Uma horrorosa taxa de COP620/R$, quando os sites informam em torno de COP800 a 820/R$. 
Depois troquei alguns dólares no Unicentro. Várias caixas de câmbio funcionam por lá. Recebi COP 2670 por dólar na Western Union. Os sites informavam 2800, mas esse é o valor de compra. No final das contas optei por sacar do VTM. Normalmente tirava 400 a 600 mil pesos de cada vez, para diluir a taxa fixa de 2,50 euros por saque. Ah, sim... meu VTM estava carregado em euros porque foi sobra da viagem à Hungria. A relação euro/dólar estava parecida com a que vemos no Brasil, de forma que não tive prejuízo. Mas é comum que lá o dólar seja proporcionalmente mais valorizado que o euro - nesse caso, melhor levar dólares.

Atenção: nas casas de câmbio a funcionária vai preencher uma ficha com seus dados e tomar sua impressão digital. É obrigatório apresentar o passaporte original. Em Cartagena não teve nada disso porque fiz câmbio numa loja de souvenir em Bocagrande.

- O dilema da gorjeta é fácil: muitos estabelecimentos têm um cofrinho perto do caixa. Acho tão mais prático assim do que ter que adivinhar sob pena de receber caras feias.
 
- Bebi água de torneira o tempo todo e vi muita gente enchendo garrafinhas nas torneiras por aí. Não tive nenhum problema. 

- Muitos lugares têm sinal aberto de internet: a UPB tem um sinal ótimo que cobre bem todo o campus; no hostel o sinal também era excelente. A região do Parque de los Deseos tem internet pública que exige cadastro para uma navegação mais longa; não cheguei a usar. O Unicentro e o quiosque Juan Valdez de lá têm sinal aberto também, naquele esquema de direcionar o início da navegação para a página deles. O sinal do Unicentro dava umas osciladas. 

No final das contas, essas oportunidades de acesso à internet foram mais do que suficientes para mim. Não senti nenhuma necessidade de contratar plano de celular. Se quiser saber como funciona, tem um guia bem detalhado aqui. 

Outro jeito fácil de se comunicar são os orelhões. Funcionam com moedas e a ligação é baratinha - não lembro se 100 ou 200 pesos/minuto para o Brasil (acho que eram 200 mesmo). O orelhão é meio chato e não aceita qualquer moeda, além de não dar muito tempo para você inseri-las. Mas com um pouco de agilidade é possível bater um bom papo. 

- Segurança: tomei os cuidados básicos que tomo aqui no Brasil: não ostentar, evitar áreas puramente industriais ou comerciais em horários sem movimento (ex: centro da cidade à noite), enfim... acho importante seguir as dicas dos nativos, sem paranóias que muitas vezes acabam nos tornando alvo de atenção indesejada. Um lugar sobre o qual vi algumas recomendações foi a Plaza Botero: muito movimento, turistas desatentos e relatos de batedores de carteira. Bem, fui lá e tirei muitas fotos, sem problemas. Os colombianos têm a expressão "dar papaya", que significa "vacilar", "dar bobeira". Procurei ficar mais atenta em alguns lugares mas, para falar a verdade, não me senti ameaçada em nenhum momento.

- Desigualdade social num nível parecido com o do Brasil. Bairros ricos, comunas, camelódromos... enfim, a mistura que não é desconhecida para nós. No bairro El Poblado, que é o mais rico, vi algumas mulheres indígenas com filhos pequenos vendendo artesanato. A região com maior população indígena tem clima árido e está sofrendo com a seca. Aliás, não só a região de La Guajira mas também outras partes do território colombiano. A notícia lá era o stress hídrico e a baixa no nível do principal reservatório de abastecimento hidrelétrico da Colômbia. Campanha de economia para evitar um apagão... pois é, sabemos como é traumática essa história quando no final das contas o apagão se concretiza.

- Os horários são parecidos com os nossos: almoço ao meio-dia, janta em torno das 19h... com a diferença de que a cidade acorda e dorme um pouco mais cedo. Uma vez fui ao shopping jantar perto das 21h e eles estavam fechando. A abertura era em torno das 9h. E falando em shoppings, muitos têm supermercado - algo que no Brasil já foi mais comum.

- Depois de um pouco mais de conversa alguns professores me perguntaram sobre a crise política no Brasil. Estive lá bem na época em que a Câmara dos Deputados aprovou o processo de impeachment da Dilma. Houve quem me perguntasse se era verdade que a situação aqui no Brasa estava mesmo tão feia, pois a mídia lá só dava notícias negativas sobre o país. É triste ouvir isso, mas enfim... Também me perguntaram sobre o 7x1 (aff!), mas não senti maldade. Pareceu mais uma curiosidade legítima: "o que é que está acontecendo, afinal?".

- Muitos vendedores, mas não tantos nem tão insistentes quanto os de Cartagena. Mais do que isso, existe a cultura de se virar nos 30 para complementar a renda. Assim é que na UPB vi alguns estudantes com uma caixa de acrílico contendo doces e uma etiqueta onde se podia ler "ventas estudantiles". É uma forma de ajudar a pagar os estudos.

- Falando sobre a comunidade estudantil: nunca vi tanta gente (principalmente as meninas) com aquelas calças jeans rasgadas de fábrica. Aqui no Brasil tenho visto também, mas não tanto como lá. Se tiver uma, aproveite para usá-la e andar na moda. :-)

- O pessoal é fanático por futebol. Onde houver uma TV passando jogo, haverá uma muvuca de gente em volta. O time com maior torcida é o Atlético Nacional, verde e branco.

- As pessoas se cuidam. Não é aquela coisa neurótica; mas, sim, é possível notar o pessoal com cabelo bem cortado e os rapazes com a barba em dia. Jeans e camiseta com aspecto limpinho já estão de bom tamanho. Eu tinha ouvido sobre essa fama dos colombianos e preferi usar o mesmo tipo de roupa que uso no trabalho, sem nada muito largadão (no verão húngaro às vezes eu ia à faculdade de havaianas, porque meus pés inchavam muito). Não me lembro de ter visto pessoas de bermuda na faculdade, por exemplo. Fui fazer as mãos e vi homens entre os clientes. Ah, e estava passando futebol na TV - com direito a revolta da manicure porque o Atlético Nacional estava perdendo.

Vou ficando por aqui. Até o próximo post!