Uma dica para quem gosta de cinema é o Festival de Cinema Europeu no CCBB (informações também no site do CCBB), que faz parte da programação da Semana da Europa. O festival teve início no último dia 7 e vai até 18/05). Cada filme tem duas exibições. A entrada é gratuita; basta pegar o ingresso. A distribuição começa 1h antes do início da projeção.
Em tese (eu disse: em tese!), o mote das produções é o esporte. Ele pode ser um elemento central ou um detalhe no pano de fundo. Mesmo assim, achei que em alguns casos essa relação com o esporte ficou meio forçada. Isso aconteceu na produção tcheca "Altos e baixos", que vi hoje, e talvez de certa forma no húngaro "Sangue nas águas". Vou escrever posts específicos sobre esses filmes, beleza?
Antes de cada filme está sendo mostrado esse vídeo contra o uso de celular ao volante. Achei genial e vi que o público reagiu.
Quero postar em breve sobre os filmes. Agora o sono não deixa... :-(
Hoje tirei uma foto com o celular. Nesses 5 ou 6 anos que estou com ele nunca consegui conectá-lo à internet, e o preço do cabo que liga o aparelho ao computador nunca me pareceu interessante. Ou seja: as fotos ficam presas no aparelho. Sem problemas, tenho uma câmera! O problema é que nem sempre a levo na bolsa.
Quando vejo todo mundo usando celular para bater fotos e acessar a internet, vem a pergunta: quando e por que vou trocar meu aparelho? Espero que não seja por motivo de roubo! Será que alguma nova tecnologia vai torná-lo inviável? Será que um dia ele vai dar algum defeito que não compense consertar?
Até que ponto somos livres para decidir quando vamos nos desfazer de nossos bens de consumo? É disso que trata o documentário "Comprar, trocar, comprar" (ou "The light bulb conspiracy"), da diretora Cosima Dannoritzer. O filme, lançado em 2010 e disponível aqui:
trata de um conceito chamado "obsolescência programada": para estimular o consumo, as coisas estariam sendo feitas para não durar. O filme, que eu ainda não vi até o final (shame on me!Estou parecendo o Sílvio Santos: "não vi o filme - rá rai! mas minha mulher e minhas filhas n° 3 e 4 viram e dizem que é muito bommm!"), começa logo com um rapaz que precisa consertar uma impressora. O conserto custa mais do que comprar uma nova.
O título em inglês vai direto à ideia de conspiração. A entrevista da diretora reforça isso quando ela fala sobre lendas pesquisadas na internet. Outras referências aqui e aqui.
Tenho um pé atrás com filmes sobre teorias conspiratórias: mesmo quando a coisa parece verdade, os diretores se mostram tão obcecados em mostrar essa "verdade" e todos os seus resultados que me sinto alvo de uma lavagem cerebral. De repente tudo gira em torno daquela conspiração! Como assim?
Mesmo assim, foi impossível não me identificar (afinal não é que eu creia em bruxas, mas...). A própria impressora é um exemplo. Já comprei uma que, depois de um mês, apresentou problemas na placa lógica e o reparo seria mais caro do que uma nova. Por algum motivo que não me lembro, a garantia não cobria a troca.
No caso de produtos de alta tecnologia a obsolescência vem logo, e não vejo muito como poderia ser diferente. Mas talvez se pudéssemos mandar consertar nossos gadgets e esses reparos tivessem preços viáveis por mais tempo, isso poderia ser amenizado.
Em tempos de Rio +20, o assunto voltou à discussão. Afinal, mais consumo representa mais lixo. E o que fazer com ele?
É, gente. 31 de maio foi o dia escolhido para simbolizar a campanha antitabagista. A ideia, acredito, é provocar uma discussão na sociedade, incentivar campanhas, etc. Acho pouco provável um fumante decidir passar o dia de hoje longe do cigarro por causa da comemoração. Pensando bem... por que não?
Nunca fumei nem tive curiosidade, mas convivo com ex-fumantes e vejo como é difícil para eles. Depois de um ano sem cigarro, ter ainda o reflexo de "bateu o nervosismo, agora preciso de um cigarro" diante de uma situação difícil. Ou ainda, sentir a tentação de fumar ao passar perto da fumaça que outros estão baforando por perto. Muito se fala da dependência física, mas a psicológica também é bem pesada - mesmo numa sociedade em que o fumo não é mais bem vindo. Se antes ele era um ritual de passagem para o mundo adulto e uma forma de inclusão no grupo, hoje é preciso se excluir nos cada vez mais raros fumódromos, enquanto os não fumantes lhe dirigem olhares with lasers. Não que sempre seja assim. Na banca de jornal perto do meu trabalho, vejo o pessoal comprando cigarros e acendendo-os lá mesmo dentro da banca. Quantos o dono deve ter fumado por osmose? Nem faço ideia.
E os filmes ambientados nos anos 50, ou nos já distantes anos 80 (ainda não me acostumei a escrever "anos 1980")? Fumantes e mais fumantes, muitas vezes em ambiente fechado.
Sou testemunha de uma época em que a publicidade de cigarro ainda era permitida. Vejam:
Bombardeada por apelos publicitários de "Hollywood, o sucesso", "venha para o mundo de Marlboro", "o importante é ter Charm", etc, a sociedade na época começou a receber também outros tipos de apelo: as campanhas antitabagistas. Esta foi bem marcante, com os cartazes do Ziraldo:
O legal dessa campanha é que ela falava diretamente com as crianças e os adolescentes, antes mesmo que viesse a tentação de experimentar o primeiro cigarro. Quando algum professor inventava de fumar em sala de aula (sim, isso acontecia), sempre algum aluno soltava o "fumar é brega"; "professor, fumar é patético", e por aí vai.
Acho importantes as campanhas que se fazem hoje em dia, as restrições ao comércio, etc. O problema é que tudo isso é voltado para quem já é fumante. O que é mais difícil? Ajudar alguém a parar (importante também) ou fazer uma campanha preventiva para que a meninada nem se sinta tentada a começar?
Por isso a campanha "fumar é brega" continua tão atual... depois de mais de vinte anos!
PS: Unha stiletto continua brega... mas unha azul agora é trendy, tsá?