Mostrando postagens com marcador consumo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador consumo. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de julho de 2016

Fazendo compras no supermercado

Olá!

Hoje comento um pouco sobre uma questão importante, principalmente para quem vai ficar uns dias a mais em Medellín. Acredito que muita coisa se aplique a várias cidades médias/grandes na Colômbia.

A maior parte das compras de supermercado eu fiz no Éxito do Unicentro ou da 33. Lembra um pouco o Pão de Açúcar, com produtos Taeq e Casino. A loja do Unicentro tem uma espécie de restaurante/lanchonete/refeitório onde muita gente compra porções e consome lá na hora. Tem café da manhã também. Subindo a escada rolante tem uma seção de bazar com produtos como toalhas e utensílios de cozinha. Comprei uns esmaltinhos na seção de cosméticos, inclusive alguns da Essence a preços bem camaradas.

Um dos professores deu a dica de outra rede, a Tiendas D1, dizendo que os preços lá são melhores que no Éxito. O post aqui não só confirma isso, como dá um comparativo. O problema é que demorei demais a encontrar uma loja - apesar da lista que aparece no site, e são muitas unidades! Mas meu senso de orientação é horrível. Como sou muito boazinha [:-)], aqui está a localização de uma loja bem perto da UPB.

Vi algumas lojas da rede Carulla enquanto quando fui ao Poblado (depois tenho que escrever sobre o que fiz no bairro). Passei numa loja deles quando estive em Cartagena. A impressão que tive é que se trata de uma rede para os mais endinheirados.

Se você assistiu à edição colombiana do Masterchef, deve ter visto o merchan da rede Olímpica. Não cheguei a fazer compras nos supermercados deles, então também não posso dar muitas dicas.

Para mais informações sobre supermercados e comércio em geral, dê uma olhada neste site.

Outra possibilidade para fazer compras são os mercadinhos de bairro e algumas feiras orgânicas. Vale a pena xeretar as opções no bairro em que você esteja pensando em se hospedar.

Contando um pouco mais sobre minhas experiências de compra no Éxito: é bem parecido com a maior parte dos supermercados que vemos aqui: frutas e verduras são pesadas no caixa; tem caixa rápido para pequenas compras (não lembro se tem caixa preferencial; acho que sim); tem programas de pontos. O número de pessoas trabalhando nos caixas é satisfatório: em nenhuma das vezes fiquei presa em fila que não andava.

Todas as vezes em que precisei pagar com VTM foi tranquilo. Uma vez a moça pediu um documento de identidade. Se você é dessas pessoas que andam só com a cópia, fique esperto. Das outras vezes não pediram nada.

Muitos produtos são vendidos em embalagens econômicas tamanho família; mas você consegue comprar também produtos em quantidades menores - inclusive papel higiênico em rolo individual.

Existe um programa de redução do uso de sacolas plásticas. Você até consegue sacolas sem ter que pagar por elas, mas é num esquema meio contadinho. Ponha umas ecobags na sua mala e faça uma viagem feliz e ecologicamente correta em terras colombianas.

Até a próxima!


Palavras do dia:
- bolsa: sacola
- bolso: o que no Brasil chamamos de bolsa
- bolsillo: o que chamamos de bolso
Pelo menos na Colômbia é assim! Não sei se é diferente em outros países.






terça-feira, 15 de abril de 2014

Sopa de goulash - versão industrializada da Reichenhof

Olá, pessoal!

Há alguns posts, escrevi que ainda ia fazer a resenha de alguns produtos que tinha comprado na Alemanha.
Um deles é... tãdã... sopa vegana de goulash! [música de suspense]

Vi essa latinha tentadora sorrindo para mim no Tegut em Göttingen. Fiquei insegura porque já tinha uma bagagem meio pesadinha e de 400 em 400g se faz um estrago danado - fora o fato de geralmente eu não dar muita sorte com legumes enlatados; mas obviamente eu teria que honrar o nome do blog. Então comecemos pelas fotos:
A cara é boa...

Informações sobre o fabricante - incluindo os dados do site

Ingredientes e informações nutricionais

Vamos aos ingredientes: água, batata, extrato de tomate, cebolas, páprica vermelha, proteína de soja, molho de soja (água, grãos de soja, sal marinho), amido de milho, sal marinho, temperos (páprica, alho, pimenta), açúcar de cana bruto, extrato de malte. Contém glúten.

E agora o teste prático:

Enquanto a foto do rótulo mostra muitos pedaços de legumes e PTS (está mais para goulash do que para sopa de goulash), ao vivo existe uma diferença razoável. Mas sinceramente? Gostei. A parte líquida é bem encorpada; o tempero mais é apimentadinho do que a maioria de nós, brazucas, estamos acostumados (inclusive eu), mas nada que me fizesse cuspir fogo. Também achei positivo não ter tanta PTS assim.

Sabe aquelas latas "pintadas" por dentro? É o caso dessa. O metal não fica em contato direto com o alimento. A sopa não tinha gosto de enlatado - ou, se tinha, a páprica e a pimenta deram uma disfarçada.

Veredito: aqui em casa foi aprovado. Agora falta a versão caseira dar certo, já que a Alemanha não é tão perto para que eu possa comprar mais...


domingo, 13 de abril de 2014

Fim do curso e a viagem de volta

Olá, leitores! :-)

Fechando os posts sobre a viagem a Alemanha. Ultimamente tenho escrito de uma forma mais apressada e acredito que quem acompanha aqui há mais tempo tenha percebido isso... bem, quero aproveitar o restinho das férias e evitar que os assuntos envelheçam ainda mais.

Duas semanas passam rapidinho e logo o curso estava chegando ao fim. 

Sábado era o dia da partida e não haveria ninguém da parte administrativa. Na véspera eu tinha recebido de volta os 100 euros da caução, junto com um envelope no qual deixaria a chave do quarto. Também tinha aproveitado para pedir à moça da secretaria que ligasse combinando um táxi. Já tenho uma insegurança danada para falar ao telefone, e se não for na flor do Lácio, aí o bicho pega. Preciso superar isso.

Assim, sábado fiz as malas e desci. Fiquei esperando o táxi. Despedi-me de alguns colegas que iam viajar naquele dia e deixei o envelope numa caixa junto à porta. Foi tudo meio melancólico.

Pouco depois das 8h peguei o ônibus e, quatro horas depois, estaria em Berlim. A viagem foi tranquila. Eu tinha comprado a passagem de volta numa agência de turismo no centro da cidade e saiu 5 euros mais caro do que se tivesse comprado pela internet - fica a dica!

Dessa vez eu ficaria num hotel perto do aeroporto (mais adiante escrevo sobre o hotel) e já tinha feito as simulações de percurso neste site (vá em "journey planner"). Da rodoviária eu teria que pegar ônibus urbano fazer algumas baldeações carregando bagagem com roupa de inverno. Então optei por pegar um táxi até a Estação Zoo - sim, a mesma em que Christiane F e seus companheiros de infortúnio consumiam todo tipo de química ilícita. Eu tinha uns 12-14 anos quando o livro era uma febre, e muitos de meus amigos e colegas na faixa dos 14-16 (quando somos adolescentes esses poucos anos fazem uma diferença enorme) o devoravam.

Eu tinha na cabeça a imagem de um lugar barra-pesada. Não é uma estação glamourosa como outras que eu tinha percorrido na cidade, mas também não parecia um cenário apocalíptico.

Na hora de comprar o bilhete para a estação perto do aeroporto (de onde eu pegaria a van para o hotel), acabei me atrapalhando e pedi ajuda a um casal de brasileiros que encontrei por lá. Fui para a plataforma e nada de aparecer o trem (RB, ou Regionalbahn) para Schönefeld! Como assim?

Pois é... os trens dessa linha estavam cancelados. Só que demorei a entender a situação. Eu teria que fazer baldeação em outro lugar. E o site da BVG não tinha nenhum aviso sobre essa mudança causada pelas obras!

Resultado: dei uma de fresca e fui pegar um táxi para o hotel. O motorista ficou incrédulo (acho que eles não pegam muitas corridas para o aeroporto) e expliquei a situação: eu estava cansada, com uma bagagem pesada e não queria decifrar o sistema de transporte público de Berlim. Só queria chegar logo ao hotel!

Esse foi o único taxista mais ou menos conversador que encontrei na Alemanha. Ele comentou que conhecia alguns estudantes brasileiros de intercâmbio, perguntou como estava a percepção geral no Brasil sobre economia, enfim... foi legal conseguir sustentar uma conversa - mesmo que algumas palavras faltem às vezes.

A corrida até o Meininger custou uns 35 euros. Sim, táxi é caro por lá!

Eu já tinha feito a reserva pela internet e paguei a diária ao chegar. A funcionária já pergunta se você tem interesse em incluir o café da manhã. Incluí e achei que valeu a pena, até porque no aeroporto de qualquer forma não sairia muito barato.

A rede Meininger tem um perfil parecido com os Formule1 da vida - econômico, voltado a viajantes de negócios ou excursionistas. Mas achei mais digno do que o Formule1 de Belo Horizonte, o único da rede em que me hospedei. O banheiro também é um pouco mais confortável. Achei que, na minha situação (já tendo passeado em Berlim e querendo ficar perto do aeroporto) valeu muito a pena ter ficado nesse hotel.

Próximo à portaria funciona um mercado da rede Aldi. Pouca variedade de produtos, mas ajuda se você quiser comprar alguma coisa para fazer um lanche.

Aviso na janela. Caramba! - obs: a essa altura minha disposição em tirar fotos era praticamente zero... ficou só esse registro do hotel

Na manhã seguinte: café (com direito a tentar xeretar a conversa de uma família húngara), check out e van para o aeroporto. O transfer custa 3 euros. Fomos somente eu e o motorista.

Aproveitei para pegar parte do reembolso dos impostos (dicas aqui). Tive que pegar uma fila e recebi 3 euros - referentes às compras na Ampelmann. Eu tinha notas de compras em farmácias e supermercados, mas não lembro por que não deu certo.

No momento do check in, o funcionário da TAP já fez a marcação do assento do trecho da TAM e fui para a sala de embarque.

Trecho da TAM? Pois é... depois que comprei o bilhete, a TAP mudou o horário da volta. Para não perder o dia de retorno ao trabalho, precisei alterar o percurso: Lisboa - Galeão - Brasília em vez de Lisboa - Brasília. A agência de viagens precisou pedir autorização e felizmente deu tudo certo.

Certo mesmo! Nessa viagem à Alemanha não tive atraso em nenhum voo. Nas viagens para a Hungria eu havia enfrentado esse problema em alguns trechos.

Tudo bem, tudo zen... muitas horas de viagem depois, hora de tirar os sapatos, abrir as malas e distribuir as muambas os presentes. Só alegria!

E, já que falei em comprinhas, isso ainda vai render outros posts.


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Um dia em Berlim

[Este post já estava rascunhado e é continuação deste aqui]

Dia seguinte, domingo, bora explorar a cidade!
O horário de verão tinha justamente acabado e eu tinha uma hora a mais.

Saí lá pelas 9h pelas ruas do Mitte. Um gelo! Alguns malucos faziam suas corridas. Achei interessante como as pessoas em Berlim (e também em Göttingen, mas talvez aí um pouco menos) praticam atividade física: é gente correndo, andando com cachorro (como tem cachorro!), de bicicleta... também vi mulheres correndo enquanto empurravam carrinhos de bebê ou ainda pedalando enquanto rebocavam os bebês. O que você imaginar, tem lá.

Dei uma caminhada numa poligonal formada pela Invalidenstraße, Friedrichstraße e outras ruas da região. Passei perto de uma sinagoga onde estava havendo uma exposição, mas parece que o número de visitantes era controlado. Em frente havia uma placa, que preferi não fotografar, e dizia basicamente que era proibido pela polícia estacionar, parar (veículos) ou deixar objetos em frente ao prédio. Mais tarde eu veria essa mesma placa em frente a outros prédios, como a embaixada da Rússia. Nesses locais "críticos" sempre também alguns policiais.

Eu sabia que não daria tempo de fazer um supertour por Berlim e resolvi priorizar o que estivesse perto. Passei então no memorial às vítimas do muro. O museu fica de um lado da rua e, do outro, fica uma área verde - como um parque - com um pouco do que sobrou do muro. Eram umas 9, 9 e meia da manhã e havia vários turistas.




Também é possível ver uma parte da estrutura, tubulação, etc que passava por baixo do muro


Lá estão expostos alguns posters de propaganda. O urso ("der Bär") é uma referência à própria cidade


Fotos de algumas das vítimas - algumas crianças entre elas. Nessa foto não aparece, mas alguns desses compartimentos tinham flores colocadas por visitantes. Uma das partes mais emocionantes da exposição

Andei, andei... era domingo e quase tudo estava fechado - felizmente eu tinha feito compras na véspera -, mas é possível encontrar estabelecimentos abertos na parte mais turística, onde eu estava. Encontrei uma loja de souvenir (importantíssimo), tomei um "café metido a almoço" e fui andando... o resultado das caminhadas está nessas fotos:










A cidade estava um canteiro de obras


Esse pássaro parece ser uma espécie de gralha, só que maior. O bicho fez um barulhão que quase me matou de susto!


Essa estrutura ao fundo é a torre de TV







Muita arte de rua

Dei sorte nessa foto, quando o sol resolveu aparecer por poucos instantes




Libertem nossos ativistas! No caso, os ativistas do Greenpeace que estavam no navio no Ártico e foram presos na Rússia


Cartaz em inglês, placa em húngaro... :-)




Livraria especializada

Detalhe da vitrine


Loja de presentes. Achei engraçado e... clic!

Outra coisa que achei interessante: o homenzinho do semáforo (Ampelmännchen). Desde que vi um documentário sobre ele, estava muito curiosa para conferi-lo de perto:





Alguns semáforos para pedestres têm o Ampelmännchen aí das fotos, enquanto outros têm aqueles bonequinhos mais parecidos com os daqui. O fato é que o Ampelmännchen se tornou um símbolo de Berlim, e existe uma loja de souvenir que aproveita isso. 

E o melhor? Encontrei a loja e ela estava aberta! [E cheia de turistas] Comprei um caderno, uma garrafa e mais algumas coisinhas.



A essa altura eu já estava perto do Portal de Brandemburgo (Brandenburger Tor), um dos centros nervosos do turismo na cidade. Nessa região ficam também algumas embaixadas, com destaque para as dos Estados Unidos, Rússia, França e Reino Unido - as potências que dividiram a cidade no pós-guerra e fizeram questão de se afirmar por meio de prédios imponentes. Fiquei impressionada com a embaixada da Rússia. É enorme! Alguns policiais na frente e uma placa com aviso de que era proibido estacionar em frente, deixar objetos, etc. Essa placa também estava presente em outros locais "críticos", como escrevi no início do post. Mas, apesar do policiamento ostensivo nesses lugares, não senti nenhum clima de paranoia. De qualquer forma, evitei sair tirando muitas fotos nessas áreas. Mas aqui vai uma da embaixada da Rússia:



E do outro lado da rua...



Aqui vai uma do Portal de Brandemburgo. Muitos turistas, alguns sujeitos vestidos de soldados prontos para ser fotografados... a essa altura já começava a escurecer. Fiquei pouco tempo e rumo ao hotel!




Rio Spree, que corta a cidade


Aviso de obras no metrô

Por enquanto é só. Tschüs!

domingo, 22 de setembro de 2013

Dica rápida - kit de sobrevivência - adaptador de tomadas

Este post é uma atualização deste outro, com algumas dicas de coisas que pode ser interessante levar. Por sinal, levei os miniventiladores e foram muito úteis!

Para o curso de 2013, resolvi levar mais um adaptador de tomadas. Encontrei este na Bagaggio do Boulevard Shopping (Brasília). Estava custando uns R$35:


Pensei: maravilha, né?
Realmente foi muito útil. Só que... o plugue do padrão ABNT NBR 14136 simplesmente não se encaixa nesse adaptador! O pino do meio não cabe na abertura. Precisei usar um outro adaptador (tomada nova para tomada antiga 3 pinos) e conectá-lo a esse aí da foto.

Já o adaptador da Sestini não tem esse problema, aceitando o novo plug sem necessidade dessas gambiarras. Vi um há algumas semanas na Le Postiche do ParkShopping (Brasília) por R$25.

Viszlát!

domingo, 1 de setembro de 2013

Produtinhos vegetarianos na Hungria - seitan e patês

Faz tempo que não escrevo nada sobre comida! Na verdade, devo confessar que ando cada vez mais relaxada nesse quesito. Sempre apelo para opções rápidas e estou no sedentarismo total. Bem, as consequências vocês já podem imaginar... :-(

Aqui algumas coisinhas que comprei enquanto estive em Pécs. Comprei chocolates também (claro), mas esses eu comi antes que desse tempo de tirar foto!

O seitan foi comprado na loja de produtos naturais no shopping Árkád. A mesma em que comprei o tofu com temperos e azeite no ano passado (infelizmente não tinham dessa vez...):
Cubos de seitan temperado com alho. 100% vegan. Custou em torno de 600 Ft

Usei o seitan para fazer sanduíche. Não é ruim, mas não sei muito bem como definir o gosto.

As outras gororobas vegetebas foram esses patês, comprados no Interspar. Não lembro exatamente quanto custaram, mas foi baratinho. Deixei para experimentá-los já em casa.

As próximas duas fotos têm os detalhes dos ingredientes:

O patê de páprica da Globus é vegetariano, mas não necessariamente naturebão: tem glutamato de sódio, antioxidante... já o Mediterrán não tem esses ingredientes na lista. 

Já quanto ao sabor... o Mediterrán tem um gosto mais picante por causa da pimenta. Não sei definir muito bem, mas é bom. Só que eu e minha mãe achamos mais gostoso o patê da Globus. 

Foram boas compras... pena que eu não lembre o preço para postar aqui.

Viszlát!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Fim da moleza no Boszi Koli!

Edit (abril/2014): incluindo link do Youtube. No mesmo canal aparecem outros vídeos que vale a pena conferir.

Uma coisa que acho bonitinha no húngaro são os diminutivos/simplificações. Köszönöm, bocsánat, viszontlátásra, kollégium...? OK, mas que tal dizer köszi, bocsi, viszlát, koli? Não que essas coisas tornem a língua exatamente fácil. Mas confesso que gosto de usar essas formas na esperança de ter um pouco de fôlego ao terminar a frase.

Outro dia vi uma foto no Facebook com o título "Boszi koli". Sim, era o Boszorkány Kollégium de sempre.

Escrevi sobre o alojamento aqui e aqui. Agora (antes tarde do que nunca) é a vez de atualizar as informações para o curso de 2013.

Como escrevi neste post, minha vizinha de quarto acabou se instalando num apartamento. Aliás, este ano parece que mais gente fez essa opção. No caso dela, os principais problemas foram o calor e a falta de boa iluminação noturna.

Eu já tinha comentado sobre a lâmpada fraca. Quanto às janelas... não consegui tirar nenhuma foto que explicasse bem o sistema. Basicamente, são janelas de tombar de eixo inferior, que abrem para dentro e só têm regulagem para uma posição - praticamente fechada. O que algumas pessoas faziam era mantê-las abertas em 90 graus, segurando o vidro com alguma mesa. Como a janela é muito pesada, essa é uma solução improvisadíssima que precisa da ajuda de alguém, pois pode haver acidentes - tanto que é proibido pela direção do alojamento.
Janela na abertura máxima (!) A manivela permite regular as ventanas e ajustar a iluminação


Não sou muito fã de janelas basculantes e afins, a não ser quando não tem jeito - isto é, quando o espaço é muito estreito. Uma janela do tipo corrediça ou guilhotina teria sido talvez uma solução bem mais interessante. Enfim...

A iluminação é ajustada de forma independente, girando-se a manivela.

Parece que a lavanderia estava com novas máquinas de lavar, mas nenhuma secadora. Como lavei roupa no banheiro mesmo, nem sei como estavam as condições por lá.

Usei o sabão da foto abaixo, comprado no Spar (parece que essa é a marca própria deles). Não faz muita espuma, o que não quer dizer que seja menos eficiente. A roupa fica com um cheiro fraquinho, mas bom. O problema é a textura, meio arenosa.

Mas tá. Por que o título do post?

Ano passado a turma da limpeza apareceu nos quartos uma vez a cada 10 dias (ou seja, duas vezes para quem fez o curso de um mês) e deu uma geral nos banheiros, esvaziou as latas de lixo... este ano não tivemos essa mordomia. No final de semana, vi esses kits na recepção e entendi o recado:
Lerê, lerê...

Claro que estou fazendo um draminha. Fiquei apenas duas semanas e sozinha no quarto, então foi fácil manter a limpeza. Usei o kit e senti falta de um rodo e pano de chão, mas o básico foi feito.

O comércio tem uma grande variedade de produtos de limpeza mas, pelo que me disseram, rodo é uma coisa meio difícil de encontrar. Outra coisa: dificilmente você vai encontrar todos os produtos/marcas numa única loja. Às vezes as euroshops (parecem as lojas de 1,99 no Brasil, mas com mais variedade e produtos melhores) e as drogarias (Rossmann, DM) parecem ter opções que nem sempre os supermercados oferecem. Mas o Spar tem bastante coisa também.

Gel para limpeza de banheiro. Usei para o vaso e também para limpar o piso emborrachado da área do chuveiro

Notei uma piora nas condições da cozinha. Avisos impacientes sobre a limpeza, equipamentos (fogão, microondas...) que não funcionavam. Também soube de gente que teve panela roubada de dentro do armário. :-(


Apesar do aviso (ou por causa dele?), não vi insetos circulando na área

Parece que andaram substituindo parte dos tampos de granito

Nos quartos, os avisos de segurança foram atualizados e agora têm versão bilíngue! Ah, e o alarme não disparou nenhuma vez enquanto eu estava lá:

Detalhe da foto anterior


Bem, é isso. O Boszi Koli tem alguns probleminhas, mas no geral achei que valeu a pena ter ficado lá. Tanto que repeti a dose este ano. Para quem fica durante o ano letivo, certamente é mais complicado: bem mais gente (mais barulho, menos privacidade, mais sujeira...), tem o período de inverno também (não sei se o aquecimento é bom), etc. Quem for estudar em Pécs vai ter oportunidade de formar sua própria opinião.

Carro estacionado em frente ao Boszi Koli. Empresa prestadora de serviços de limpeza


Vou ficando por aqui. Viszlát!