domingo, 15 de maio de 2016

Inscrição no curso de espanhol da UPB

[Continuando daqui]

Se você tem interesse em saber mais sobre o curso de espanhol na UPB, é só entrar em contato com a coordenação. Talvez em algumas páginas web você ainda encontre o nome do prof. Gustavo Jaramillo como coordenador - nos meus contatos iniciais ainda era ele -, mas depois a coordenação passou para o prof. Jorge Estupiñán. [Obs: não consegui contactá-los por Skype; por e-mail é tranquilo]. E fique de olho no calendário. Como escrevi neste post, as férias de meio de ano começam e terminam mais cedo na UPB (as outras universidades têm um calendário mais parecido com o nosso).

Aqui diz que para fazer cursos com menos de 6 meses de duração é necessário um permiso do tipo PIP-2; e para consegui-lo é necessário uma carta-convite da instituição. Para consegui-la com a coordenação, envie um scan da página de identificação do seu passaporte.

Tem gente que chega à imigração do aeroporto e diz que vai fazer turismo. Preferi não arriscar: e se o funcionário quisesse saber por que eu ficaria um mês na mesma cidade? Minhas duas experiências com a migração de lá foram tranquilas, mas não se iluda: eles perguntam. São simpáticos e educados, não gritam, não repetem mil vezes as mesmas perguntas... mas não tem essa de carimbar o passaporte sem olhar na cara e tchau. A você, leitor interessado em fazer o curso, recomendo que peça a carta-convite só para garantir.

Logo que consegui a liberação do trabalho, pedi a carta-convite e as informações de conta bancária para pagamento. Fiz uma transferência pelo Banco do Brasil para a conta deles (aquela transferência internacional entre bancos diferentes, cuja taxa é de... US$100). Preferi assim para garantir um desconto pela antecedência e também porque o dólar estava subindo. Mas que essas 100 doletas doem no bolso e no coração, ah isso dói... se não quiser passar por isso, você pode pagar na chegada ou usar cartão de crédito.

No próximo post vou dar algumas dicas gerais sobre o programa. Normalmente eu daria essas dicas quando fosse escrever sobre o primeiro dia de aula, mas a ordem lógica nem sempre coincide com a cronológica. Então vamos lá!

Estudando espanhol em Medellín - o começo de tudo

Minha história com o espanhol é recente. Comecei a estudar o idioma em janeiro de 2014, num curso semi-intensivo. Emendei semi-intensivo, intensivo, regular... até que no final de 2015 estava prestes a iniciar o "avançado" no curso aqui em Brasília.

Por que decidi estudar espanhol? Bem, na minha época de adolescente e depois na universidade cheguei a estudar por alguns livros nessa língua (o livro de Cálculo do Piskunov, por exemplo - ops, confissão de idade!). Para mim já era suficiente. Viajar ao exterior era só para quem tivesse grana sobrando ou bons contatos na vida acadêmica. Mesmo viajar no Brasil era bastante caro. Sem perspectivas de viajar e conseguindo ler, não tinha grandes motivações para estudar a língua de Cervantes.

Então as coisas foram mudando. Em 2009 a Alitalia lançou uma promoção para a Hungria e fizemos uma pequena excursão familiar. A partir daí decidi estudar húngaro e fiz o curso em Pécs/2012 (e depois os outros, fora as aulas pelo Skype). Também voltei a estudar alemão e fiz o curso em Göttingen. 

Nesses cursos conheci alguns hispanofalantes nativos, principalmente da própria Espanha. Uma vez eu estava na casa de hóspedes do Goethe e uma menina disse "hola" a outra colega espanhola. Achei que fosse comigo e respondi: "hola". Aí ela perguntou se eu falava espanhol e dei aquela resposta envergonhada: "hablo portuñol...". 

Por algum motivo nunca me senti confortável falando em inglês ou alemão com esse pessoal e já tinha comentado isso aqui. É a língua de quase todos os países vizinhos, já fui a países tão mais distantes estudar idiomas também tão mais distantes... sei lá, parecia que estava faltando algo. E então resolvi estudar espanhol. Por mim já teria começado também russo, romeno e talvez outras; mas o tico e o teco resolveram se revoltar e, enquanto eu estiver apanhando tanto do húngaro, acho que vou me manter nas que já comecei mesmo.

Depois de um tempo estudando, resolvi que era o momento de fazer uma imersão; e a Colômbia sempre me intrigou. Embora o país tenha uma política de se promover como destino turístico, parece que a propaganda boca-a-boca é o que mais tem funcionado. Alguns amigos e colegas já tinham estado lá e falado bem. Fui a Cartagena e gostei. Ficou aquela vontade de voltar a terras colombianas para conhecer um pouco mais. E a decisão de que meu curso de espanhol seria na Colômbia foi para mim a coisa mais natural do mundo, sem dilemas nem dúvidas. Não sei quando apareceu essa ideia, apenas deixei que crescesse. Na verdade até achava estranho quando lá me perguntavam: "por que espanhol?"; "por que aqui?". Pensava: "por que não?" Parecia uma escolha tão óbvia que eu nem me questionava sobre isso.

Escolhendo a cidade
O governo de lá tem uma política oficial de promover o país como destino para estudantes de espanhol. Como parte dessa política, eles deixam a informação bem organizadinha para os interessados: aqui uma página com informações gerais e aqui uma  lista de cursos. 

Lista de cursos baixada do site da Cancelaria - clique para ampliar

Decidi pesquisar as opções a partir daí. Como eu já tinha visitado Cartagena, priorizei cidades serranas. Olhava as instituições, o Google Maps e ia montando a lista de prioridades. Vi que em Bogotá existe uma certa concentração de escolas na parte comercial/histórica - ou seja, eu teria que me deslocar de algum bairro residencial mais próximo e dependeria de transporte público. Para quem gosta de se hospedar perto e ir caminhando até a escola, já não seria a melhor opção. Manizales e Bucaramanga teriam também a questão da distância entre o campus e o centro, além de uma topografia não muito convidativa a caminhadas. Então vi que o campus Laureles, da Universidad Pontificia Bolivariana (UPB) é cercado por bairros residenciais com opções de hospedagem. E que eles oferecem cursos em todos os níveis durante praticamente o ano todo (eu iria num meio de semestre, então não pesquisei o calendário de férias). É chegar numa segunda-feira, fazer o teste de nível e começar. Parecia tudo muito fácil. Entrei em contato com o coordenador do curso e tive uma resposta rápida para as dúvidas iniciais.

Em alguns blogs e sites sobre viagens à Colômbia se faz essa discussão sobre onde estudar. Medellín não é um destino turístico muito promovido por aqui, mas é bastante visitada por mochileiros americanos e europeus. Vou escrever um pouco mais sobre isso num post futuro, específico sobre a cidade.
 

Volta (bagunçada) ao blog

Olá, leitores valentes (ou que tenham caído aqui pelo Google)!

Novidades não tão novas:
- fiz o curso de húngaro em Szeged há um tempinho (3 semanas em julho-agosto/2015... o tempo passa ráááápido!) e ainda não escrevi sobre minha temporada lá. É algo que quero e pretendo fazer. Sei o quanto é difícil encontrar relatos sobre esses cursos. Na verdade, não encontrei nenhum quando decidi fazê-los. E agora tenho Pécs como base de comparação. 
Sem falar que Szeged é uma cidade fantástica e a experiência do curso foi incrível! Tudo isso merece ser contado e vai ser.

-  Já deu tempo de fazer outra imersão em idiomas: espanhol em Medellín, Colômbia! Voltei há poucos dias. Fiquei 5 semanas em abril/2016, pegando ainda a primeira semana de maio.

Está tudo anotadinho no meu diário de viagem, tenho fotos e aquela tranqueirada de folhetos que sempre acabo trazendo.

No meio de tantas emoções e pouca blogagem, decidi fazer o seguinte: vou inverter a ordem cronológica e postar primeiro sobre o curso de espanhol; e em seguida posto sobre o curso de húngaro. Quero aproveitar enquanto pelo menos as memórias de Medellín ainda estão mais frescas.

Um dos motivos para eu não ter escrito ainda sobre o curso de Szeged - fora a correria do trabalho, trânsito, etc - foi que o processo para conseguir um tempo livre para fazer o curso na Colômbia foi meio sofrido. No fim deu tudo certo, os dois cursos foram fantásticos e espero ter mais tempo de escrever sobre eles.

Então apertem os cintos e vamos lá!

 

domingo, 13 de março de 2016

Exposição sobre a cultura húngara - Cadima Shopping, Nova Friburgo

Olá, pessoal!

Tirando a poeira do blog para dar um aviso a quem estiver em Nova Friburgo-RJ por esses dias.

Exposição sobre a cultura húngara no Cadima Shopping de 14 a 31/03/2016.
Vejam aí:

Bem que poderiam fazer alguma coisa assim aqui em Brasília!

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Cursos de húngaro em Sampa - 2016

Sziasztok!

Postagem relâmpago para o pessoal de São Paulo. Mesmo que provavelmente vocês já tenham visto esses links, hehe!

Vi no facebook da Embaixada da Hungria a divulgação do curso de língua e cultura húngara na USP. Inscrições até o próximo dia 16. Maaaas.... as vagas já estão esgotadas! Só com lista de espera. :-(


Porém os moradores da Pauliceia têm à sua disposição não apenas um, mas dois cursos de húngaro! Então é só se matricular no curso da Associação Húngara e ser feliz. 

Enquanto isso, os moradores das outras cidades vão curtindo uma invejinha. :-D

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Computador, a saga

Olá, pessoas! [alguém aí?]

Vou ficar sem computador nos próximos dias! :-(

Vejo que essa época muita gente começa a se planejar para fazer cursos no ano que vem e aumenta a procura por esse tipo de informação aqui no blog. Mais um motivo para que eu escreva logo sobre a experiência em Szeged - também para aproveitar o embalo, porque agora a vida já está no ritmo normal de trabalho.

Na verdade, minha saga com o computador vem de longo tempo. Quando ela se definir melhor, volto aqui e conto como foi. Beleza?

Até mais!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Alguns rápidos comentários



Sziasztok!

Já fui, já voltei... e, pra variar, estou devendo posts.
Quem quiser ver fotos de Szeged, tem no Flickr! Falta editar títulos e colocar descrições, mas de qualquer forma as fotos estão lá. Ainda falta colocar também as fotos que tirei em Budapeste.

Uma pergunta que todo mundo fez quando voltei: e a crise migratória?

Vi muitos grupos de refugiados em Szeged, concentrados em frente à estação de trem. Também vi refugiados em Subotica (Sérvia), onde fiz um bate-volta, e em aldeias por onde passou o ônibus. Vi pessoas caminhando nos campos para atravessar a fronteira a pé. Essa fronteira onde, na cidade de Röszke, recebi os carimbos que aparecem aí na foto. E em Budapeste, perto da estação Keleti.

Na TV húngara, principalmente no canal de notícias M2 (não tenho certeza, mas me parece que é estatal ou semi), muitas notícias sobre os "migrantes ilegais". No canal Story 5, que passa séries e novelas - mas também noticiários -, críticas à "histeria" contra os recém-chegados. As opiniões me pareceram divididas. As imagens dos confrontos diretos com a polícia húngara ainda não tinham ganho o mundo.

Depois, durante uma excursão em Budapeste, a guia contou que um grupo de extrema-direita deu alimentos com laxantes (!) a vários refugiados.

Tive a oportunidade de conversar com alguns voluntários em Szeged. Um grupo montou uma barraca em frente à estação e estava distribuindo água e comida, além de encaminhar para atendimento médico quem precisasse. A barraquinha aparece bem à esquerda na primeira foto desta matéria. 

Esta outra matéria também trata da situação na fronteira Sérvia-Hungria e das atitudes que o governo vem tomando (repressão policial, construção de cerca, etc).

É estranho mas, enquanto estive lá, não tive a dimensão do que estava acontecendo. O noticiário no Brasil ainda estava mais voltado para os problemas da travessia por mar; no máximo, informava que muita gente entrava pela fronteira da Sérvia e que o governo da Hungria estava construindo a cerca, essas coisas. A tragédia das pessoas mortas no caminhão abandonado na Áustria ainda não tinha acontecido, nem a do menino Aylan. 

Como os governos vão agir nessas próximas semanas? Não sei. O governo húngaro, sob pressão, liberou a passagem dos imigrantes para Áustria e Alemanha... mas prossegue na construção de um polêmico muro. Em tempos de declarações do Donald Trump sobre os mexicanos (e o desejo de construir um muro) e de colombianos sendo deportados da Venezuela (pois é, perto de nós também está feia a coisa), nada mais surpreende. O tempo em que os países convidavam gente de outras partes para povoá-los pelo visto já passou.

Li numa reportagem a entrevista com uma voluntária em Szeged que dizia: "não me interessa a questão política; não me interessa de onde vêm essas pessoas nem para onde vão, mas agora elas precisam de ajuda". É como eu penso, e assim fecho o post com esses links:

- Migszol, grupo húngaro de ajuda ao migrante;
- matéria do El Mundo sobre como ajudar.

O assunto é triste e difícil, mas não tinha como não falar.
No próximo post, volto à programação normal. Beleza?