sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Apertem os cintos!

Como escrevi no post anterior, viajei linda e loira pela Copa Airlines saindo de Brasília. O horário de partida varia conforme o dia da semana. Voei num domingo, com saída às 7:38. Cheguei antes das 5:00 para o check in. Ansiedade total! Principalmente porque teria pouquíssimo tempo para a conexão: cerca de 35 minutos. Daria tempo?

Eu já tinha lido em vários sites sobre essa característica da Copa Airlines: o aeroporto do Panamá é praticamente um hub da empresa, que tem uma boa logística por lá e a característica de conexões curtíssimas. Além disso, é considerada uma empresa bastante pontual, o que ajuda. Outra coisa que comprovei: passageiros em trânsito não fazem imigração no Panamá. É sair de um portão e correr para o outro.

[Aqui o histórico do meu voo. Vale a pena conferir esse site.]

Para minha surpresa, o avião - um Boeing 737-800 - estava com cerca de metade da ocupação. As duas poltronas ao meu lado estavam vazias e aproveitei para me deitar um pouco. Alegria de pobre dura pouco e logo enfrentaríamos algumas turbulências. Mas foi bom enquanto durou!

De novo eu tinha pedido comida vegetariana. Serviram um sanduíche com pão quentinho que parecia saído do forno, hum... mas o recheio era uma fatia de tofu sem nenhum tempero. Bem, pelo menos a cota de proteína estava garantida.

Outra coisa: se entretenimento a bordo é importante para você, leve alguma coisinha para se distrair. As telas eram coletivas (passaram Guardiões da Galáxia e mais uns documentários) e, com o avião escuro, não quis incomodar meus vizinhos da frente com luzes de leitura.

Senti falta daquelas telinhas que indicam a posição do avião. Principalmente quando sobrevoamos um trecho com rios bem tortuosos. Acredito que tenha sido o vale do rio Magdalena, já na Colômbia; mas não tive como satisfazer essa curiosidade.

Seis horas depois, desembarque no Panamá para a emocionante conexão relâmpago! Felizmente o portão do embarque para Cartagena era bem próximo ao portão onde eu já havia desembarcado. Enquanto esperava, fui acostumando os ouvidos ao espanhol. Os procedimentos de embarque foram feitos pouco antes da decolagem, o que foi possível porque o avião (Embraer) não era tão grande e ia com vários assentos vazios.

No avião, recebi um formulário que seria entregue à aduana. Algumas perguntas sobre estimativa de tempo e gastos. Para o turista comum, nada do outro mundo. A única dica que me ocorreu agora é sobre o campo "endereço": eu tinha preenchido com meu endereço permanente; quando entreguei o formulário, a moça da aduana pediu o endereço do hotel. Então é isso o que eles querem saber: seu endereço na Colômbia, OK?

Depois de 1h e 15 minutos, pousamos em Cartagena. O aeroporto é pequeno, bem decorado com painéis de madeira e arranjos de flores. Nem precisamos de ônibus para o embarque remoto: fomos andando até a imigração. A cidade nos recebeu com um bafo quente e úmido, mas vou dizer: eu tinha lido tantas histórias de horror sobre o calor em Cartagena, e no fim achei tudo meio exagerado (lembrando que ainda peguei uma chuvinha). Nada perto de cidades como Fortaleza, Mossoró, Porto Velho ou Belém (já morei em algumas dessas). E nada perto do verão em Pécs a 42 graus!

No próximo post eu comento um pouco sobre imigração, táxi, câmbio...

Obs: Não consegui fazer a marcação de assento pelo site. Foi feita no momento do check in.

Obs 2: Uma situação totalmente nova para mim foi a conferência do passaporte pela PF no aeroporto de Brasília. Em vez de simplesmente passar o leitor e me liberar, a funcionária pediu um documento com filiação. Entreguei o RG; ela o levou com o passaporte para outro guichê, conversou com alguns funcionários e logo voltou com meus documentos, liberando minha saída. Perguntei se era algum problema com homônima e ela disse que sim, mas não entrou em detalhes. Por alguns instantes tive medo de não poder viajar. Tenso!

Fica a dica, pessoal: geralmente a imigração provoca um frio na barriga, mas a emigração pode ser emocionante também! :-D   Nada de viajar só com o passaporte!




domingo, 7 de dezembro de 2014

Viajando outra vez - Cartagena - decidindo e organizando

¡Hola, chicos!
[Como assim, "¡hola, chicos!"?]
Pois é... como eu tinha comentado aqui, tenho novidades: fiz uma viagem a Cartagena das Indias em novembro deste ano e vou comentá-la nos próximos posts.

Depois pretendo (ainda!) comentar algumas coisas das viagens à Hungria. Para escrever os posts, terei de qualquer forma que recorrer aos meus alfarrábios [prêmio de originalidade, aff]. Para evitar ter que fazer a mesma coisa com a viagem à Colômbia, que ainda está mais fresca na memória, vou inverter a ordem cronológica e escrever logo sobre Cartagena. Beleza?

A Colômbia é um destino que está se tornando cada vez mais popular entre os brasileiros, e durante minha viagem pude ver que a turma verde-amarela praticamente invadiu Cartagena. Isso é algo que vou comentar ao longo dos próximos posts. A estimativa é de que cerca de 100.000 brazucas passem pela Colômbia até o final de 2014. A alta do dólar, inibindo roteiros mais distantes (mas, se continuar assim, vai inibir qualquer viagem ao exterior...) e os voos cada vez mais práticos - não necessariamente é preciso fazer conexão em Guarulhos - talvez estejam ajudando. Sem falar na melhora dos índices de segurança e da imagem do país nos últimos anos.

Enfim, hoje a Colômbia é um destino hipster e vemos muita informação em sites e blogs por aí. Muitas dessas referências me ajudaram e é possível que eu edite e reedite os posts para incluir links interessantes.

Então vamos lá:

Decidindo a viagem
Nunca fiz uma viagem "de verdade" por países vizinhos. O máximo que tinha feito até então foi cruzar o rio Mamoré e andar um pouco em Guayaramerín, na Bolívia. Era domingo e nem pudemos aproveitar muito o tour.

Eu já tinha começado a estudar espanhol há alguns meses e decidi pesquisar um país "bom para praticar" (entre aspas porque isso é muito relativo). Vi muitas referências sobre a Colômbia, principalmente Bogotá. Descobri também links para escolas de espanhol em Cartagena e me interessei em passar uns dias de férias lá. Gosto de cidades históricas e, à beira-mar, então... melhor ainda! E por fim, acho que a animação dos torcedores colombianos na Copa também ajudou a despertar a curiosidade dos brasilienses sobre o país vizinho.  

Comprando a passagem
Minhas férias iam de 8 a 15 de novembro. Decidi a viagem em julho. Não encontrei nenhuma superpromoção de passagens: isso é mais raro saindo de Brasília, mas de vez em quando acontece. Saindo de Sampa é mais fácil, porque mais empresas operam a rota.

Pela primeira vez, comprei passagem pela Decolar. É importante prestar atenção: as taxas são acrescidas somente no final da operação de compra!
Nas simulações feitas pelo site, vi que a melhor opção era a Copa Airlines. Simulei a compra pelo site da Copa e pelo site da Decolar. Geralmente sai mais barato comprar pelo site da empresa aérea, mas... surpresa! Mesmo com as taxas, pela Decolar saía R$200 mais barato. E, se na volta eu encarasse uma conexão de madrugada no Galeão, a passagem ainda sairia R$200 mais barata do que voltando direto para Brasília. Achei interessante e fiz assim.

Moral da história: comprei pela Decolar a passagem Brasília-Panamá-Cartagena (ida); Cartagena-Panamá-Rio (GIG)-Brasília.

Dizem que, se você comprar passagem pela Decolar, é rezar para não ter problema - porque se tiver, eles são péssimos para resolver. Felizmente não tive mesmo maiores dificuldades, mas precisei resolver algumas dúvidas e não achei o atendimento muito bom, não. É praticamente impossível conseguir contato pela web, e pelo 0800 a ligação cai inúmeras vezes. Bem, só sei que no final deu tudo certo. Os detalhes do voo e da imigração ficam para um próximo post.

Época da viagem e clima
Novembro é o final da estação chuvosa. Geralmente chovia de madrugada (às vezes mais forte) ou no finalzinho da tarde. Peguei algumas chuvas, mas de modo geral nada suficiente para estragar nenhum passeio. Foi até bom para dar uma refrescada.

Essa época é considerada baixa temporada, o que facilita bastante a logística (e os preços!) da viagem.

Outra coisa: nos dias 11 e 13 de novembro se comemoram as festas novembrinas (independência de Cartagena). Aproveitei para ver os desfiles do dia 11 (também vou postar sobre isso). Dia 13 é feriado e não me programei bem a respeito disso. Resultado: perdi alguns passeios que tinha deixado para o final da viagem. Obs: não é um feriado "mortão"; boa parte do comércio funciona. Algumas atrações funcionam em horário reduzido. O problema parece que é mais a interdição de ruas.

Resumindo: valeu a pena ter ido nessa época. Basta prestar atenção ao feriado e não fazer uma programação muito apertada. Um dia de reserva na programação pode ajudar.

Reservando hotel
Fiz a reserva pelo site da Decolar e já deixei a hospedagem paga. Vi na internet alguns relatos de falta de comunicação entre o site de reservas e o hotel. Morri de medo de ter alguma surpresa desse tipo, mas deu tudo certo.

Em outro post vou falar sobre a escolha do hotel. Isso tem a ver com a escolha do bairro, que é um assunto bastante polêmico nos blogs de viagem sobre Cartagena.

Fotos
Por último, mas não menos importante...
Resolvi criar uma conta no Flickr para o blog! Quero alimentar também fotos de assuntos  mais antigos (outras viagens, quadras de Brasília...). Por enquanto estão só as fotos de Cartagena mesmo. Depois virão posts descrevendo a viagem e o conteúdo das fotos vai ficar mais claro.

Guias de viagem

Poucos dias antes da partida, recebi um e-mail da Decolar com um guia de Cartagena em formato PDF. Gostei da parte dos mapas, muito práticos para quem gosta de imprimir uns mapinhas antes de viajar.

Na época do planejamento, procurei alguns guias em livrarias (sim, gosto de guias em papel). Praticamente não vi guias específicos sobre a Colômbia. Só encontrei o da Michelin. No site aparece por R$63? Na livraria estava mais de R$90 e não tive coragem de comprar. Encomendei pelo site da Saraiva o guia do Julián de Dios, para buscá-lo na loja. Esse guia é bom porque não fica só na listagem de pontos turísticos e fotos, comentando também a história e a cultura local. Só é preciso ficar de olho porque ele não entrega os esquemas pega-turista; mas de modo geral eu gostei, e o fato de ter sido escrito por um sul-americano (o autor é argentino) dá uma visão mais próxima da perspectiva que temos por aqui.
Guia Julián de Dios: dicas que vão além dos pontos turísticos mais óbvios. Obs: na capa, uma estátua de Botero (a "Gorda Gertrudis") numa praça no centro de Cartagena

Também usei bastante o TripAdvisor. Sobre isso vou falar em outro post.

 Até mais!

sábado, 6 de dezembro de 2014

Rápidas novidades (não tão novas) sobre os cursos de idiomas na Europa

Olá, pessoal!

Tenho que editar as informações nos posts originais, mas não custa avisar por aqui: desde 2014 não existe mais o programa de cursos intensivos pelo Erasmus. Agora é oferecido um suporte online.

Como - principalmente em 2012 - vi que boa parte dos alunos do curso de húngaro em Pécs eram participantes do programa, fiquei com medo que isso comprometesse a viabilidade de alguns cursos.

Felizmente, parece que não é bem assim... pelo menos não para o curso da Universidade de Szeged. Em 2013 já não havia alunos do Erasmus no curso de verão realizado lá, e mesmo assim conseguiram viabilizar tudo direitinho.

Para 2015 a previsão é que o intensivo seja realizado de 26/07 a 21/08. Essa foi a informação que recebi por e-mail.

Resumindo: se você tem interesse em fazer algum dos cursos que eram oferecidos a alunos do Erasmus, agora não tem mais a moleza de ver todos os cursos listados no site do EILC. Entre em contato com a escola! Algumas demoram a atualizar o site, mas podem já ter um calendário definido. 




Eu e o blog - a saga continua

Olá, pessoas! [Alguém aí?]
Já nem prometo voltar aqui com regularidade. Não que eu não goste de escrever... é que nos últimos meses apareceram algumas dificuldades e uma das mais complicadas é justamente o... acesso ao Blogger! 
Vou tentar aparecer na medida do possível. Tenho novidades que estão se transformando em "velhidades", mas vou escrever aqui de qualquer forma. :-)

terça-feira, 2 de setembro de 2014

[Post relâmpago] - curso de dinamarquês

O Instituto Cultural da Dinamarca oferece cursos de dinamarquês em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Confira!

Vale a pena explorar o site. Volta e meia aparecem algumas mostras de filmes e outros eventos.

Por enquanto fico por aqui... na esperança de voltar a escrever no blog com mais frequência! [No momento, algumas questões "logísticas" e profissionais estão me complicando um pouco... :-( ]

Até a próxima!


terça-feira, 12 de agosto de 2014

Andei vendo: Paraíso

Vi uma curta sinopse sobre esse filme e dei uma passada no cinema para conferir.

A história: Carmen e Alfredo são casados há poucos anos e vivem numa vizinhança tranquila. Ambos estão acima do peso ideal, o que não os impede de levar uma vida bem ativa - aliás, a primeira cena do filme mostra o casal fazendo "coisinhas" (com cenas desfocadas, sem maiores exposições - de qualquer forma, fica o aviso caso você queira levar sua avó ao cinema!)

As coisas mudam quando Alfredo, que trabalha com informática num banco, é transferido para a Cidade do México. Longe de sua família (todos também gordinhos), Carmen é jogada num novo mundo em que as pessoas podem ser cruéis. Decidida a procurar ajuda para emagrecer, ela tenta "arrastar" o marido e o casal vai entrando em sintonias diferentes, o que ameaça cada vez mais o relacionamento.

O filme tem momentos simpáticos e momentos não exatamente deprê, mas que podem tocar um pouco mais quem já passou por situações semelhantes. Acabei me lembrando um pouco de outra produção, "O casamento de Muriel" - que, embora tenha uma história bem diferente, aborda esse tema do bullying, do sentimento de inadequação e dos esforços para dar a volta por cima. Em alguns sites o filme aparece classificado como comédia; não concordo.

O elenco é ótimo, principalmente Daniela Rincón, a atriz que faz a protagonista: consegue dizer muita coisa só com expressão facial e alguns momentos de silêncio; é expressiva e constrói uma personagem complexa, longe da caricatura de "gordinha simpática" que tantas vezes vemos por aí.

Outro ponto positivo fica por conta da trilha sonora.

O filme pode não ser perfeito, com algumas quebras de ritmo, mas acho que vale a pena ver. Confira o trailer.

Aqui se pode ver uma entrevista com diretora e elenco. Aqui algumas informações sobre o processo de transformação física de... bem, se você viu o filme e/ou teve essa curiosidade, aí está!

Para fechar o post, uma das músicas da trilha sonora [que dificuldade para incorporar vídeos, credo!]

Ficha Técnica: Paraíso (2013). Direção: Mariana Chenillo. Com: Andrés Almeida, Daniela Rincón e outros. Duração: 105 min. País: México. Gênero: drama/romance. Distribuidora: Imovision 

De volta e com musiquinha

Sziasztok!
Caramba... quebrei o recorde de sumiço.
A essa altura, com alguns incêndios para apagar no trabalho, não prometo nada. Pelo menos meu curso intensivo (é, eu estava fazendo um curso de 2h/dia de segunda a sexta) acabou. [Pausa... respira]

Para retomar um dos meus temas prediletos, como vi que algumas pessoas andaram fazendo pesquisas sobre cultura húngara... esse post é rapidinho. Só para postar um videoclipe que achei interessante para quem quiser se aventurar pelo idioma. É tosquinho e tem um toque de humor negro. Mas é "didático", vamos dizer assim: vários tipos de lojas identificados, a lista de compras...

Com vocês... Bankrabló, da banda KFT:


A mensagem é simples: tem gente que é acrobata, tem gente que é ginecologista... e eu sou ladrão de bancos - assim, um trabalho como outro qualquer. [Não sei por que me lembrei do roubo ao Banco Central em Fortaleza. Coisa super profissa]

"Kft" vem de "Korlátolt felelősségű társaság" e equivale a "Ltda" em português (sociedade por cotas com responsabilidade limitada). A banda está em atividade já há vários anos e a discografia pode ser vista aqui.

Viszlát! :-)