Mostrando postagens com marcador Asa Norte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Asa Norte. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de maio de 2017

Duna Casa Húngara: confeitaria húngara em Brasília

Edit (03/08/2017): domingo passado a Revista do Correio publicou uma reportagem sobre a Duna. O fato é que o número de acessos a este post aumentou bastante. Aqui vai o link da matéria para quem não viu. Vale a pena ler!
 ---

(Voltando ao post...) 
É emoção demais, gente!

Há poucos anos os espaços de comilança em Brasa city começaram a ficar mais diversificados: restaurante marroquino na Asa Sul, confeitaria argelina no Lago Sul, vários restaurantes indianos...

... e, entre tantas novidades, agora temos uma confeitaria húngara! \o/

Sim, você leu direito. É a Duna Casa Húngara, na 214 Norte (veja o endereço completo clicando a segunda figura deste post). Hoje fui lá conferir.

A loja é pequena e fica no cantinho do bloco. Quem está na porta tem a visão do Banco do Brasil em frente e da residencial no lado direito. O pessoal é bastante simpático e tem a maior disposição para explicar tudinho. A proprietária, Gabriela, é descendente e fala o idioma.

E o que vendem lá? Pogácsa, croissant, doces de massa folhada, torta Esterházy, Dobos torta, etc.

Provei uma tortinha de ricota com geleia e um espresso. Aqui a prova do crime:


Para quem gosta de doces com um toque azedinho, essa é a dica

O restante das informações, inclusive horário de funcionamento, você confere na página deles no Facebook: https://www.facebook.com/dunacasahungara/?rc=p


Se você mora em Brasília ou está passando por aqui, não deixe de conferir! Depois você queima as calorias no Parque Olhos d'água, que é bem pertinho.

Até mais!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Mensagem do dia

Essas fotos foram tiradas na SQN 216. O horário não estava muito bom para fotos e eu estava com pressa... pena, pois é uma quadra que rende fotos interessantes.




Achei meio psicodélico e confesso que não entendi muito bem a proposta da figura (tá, gente, sou meio ogra!)... mas o artista caprichou e vale o registro!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Fotografando a cidade: SQN 405

Tirei essas fotos no início da semana e ainda não tinha conseguido colocá-las aqui no blog! Esse tipo de post com muitas fotos dá um trabalho razoável. O post sobre a SQN 302 não me deixa mentir.

As quadras 400 não estavam previstas no plano inicial de Brasília. Diferentemente das quadras 100, 200 e 300 - cujo gabarito padrão é seis andares - as 400 são formadas por prédios de três andares, geralmente sobre pilotis (os prédios JK ou IAPI, construídos em algumas quadras da Asa Sul, têm primeiro andar térreo e fogem ao padrão do pilotis).

Diz a lenda que os prédios das 400 tiveram o gabarito reduzido para não tirar dos outros moradores a visão do lago Paranoá. Eles seguem o chamado padrão "econômico": geralmente sem garagem nem elevador, área privativa em torno de 50 a 70 m² (os de dois quartos) ou 65 a 90 m² (os de três quartos). Existem alguns quarto e sala, mas acho que a maior parte é 2/4 mesmo - às vezes com o "terceiro reversível". Vou falar sobre isso mais adiante.

A questão é: o preço de venda de um apartamento no Plano Piloto (não conto os lançamentos, que praticamente não existem) está em torno de R$8.000 a R$9.000 o metro quadrado. O resultado é que esses imóveis, que um dia foram considerados "econômicos", hoje têm um preço de venda bem pesado. Como a alta dos preços é algo recente (de uns 4 anos para cá), o perfil dos moradores é variado: novos moradores com renda média/alta, pioneiros/aposentados (muitas vezes com perda de rendimento depois da aposentadoria), os filhos desses pioneiros, etc.

As quadras 403, 404, 405 e 406 são as mais antigas da Asa Norte. Foram construídas pelo Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários (IAPC) entre 1957 e 1959. Os prédios, construídos pela empresa Capuá e Capuá, têm apartamentos de dois quartos mais um reversível. Peguei essas informações em [1] (no final do post).

Quanto à posição dos blocos a quadras 403 e 404 são simétricas, assim como a 405 e 406. Os conjuntos 403-404 e 405-406 têm o mesmo posicionamento de blocos e desenho de arruamento. São 16 blocos residenciais em cada quadra.

Então vamos às fotos! Elas ampliam se clicadas.

Na figura abaixo, a banca de jornal logo na entrada da quadra. O dono percebeu que eu estava fotografando e fez uma cara meio desconfiada. Ao fundo, a Escola Classe 405 Norte:
Estacionamento entre os blocos G e H, perto da entrequadra comercial. A arborização é típica das quadras mais antigas de Brasília:
Outra do mesmo estacionamento, com destaque para os equipamentos de ginástica e a quantidade de carros:
Uma questão polêmica é a dos carros abandonados que podem ser vistos em algumas quadras. Quem resolve: Detran ou Administração Regional? Discussão eterna:
Abaixo vemos a fachada posterior do bloco I e a lateral do bloco H. Destaque para as janelas: no bloco I, um morador do terceiro andar trocou as ventanas da área de serviço por uma janela de verdade (mais à frente eu comento sobre isso). Ambos os blocos têm janelas nas laterais. Não é à toa que o apartamento "perfeito" dos anúncios de imóveis é "meio de quadra" (porque não pega o barulho do comércio), nascente, "de canto"... os apartamentos "de canto" (ou seja, na ponta do bloco) têm maior perímetro livre e mais opções de ventilação natural. Nas outras unidades, os banheiros ficam no meio do apê e a ventilação não tem saída externa - muitas vezes o jeito é usar um exaustor.
 Abaixo, a fachada principal do bloco F. Reparem no revestimento das portarias, em mármore (típico dos prédios mais antigos) e nas pilastras cilíndricas; quase todos os outros blocos tiveram esse detalhe alterado nas reformas seguintes:
Parque infantil em frente ao bloco J:
Escola:
Tirei duas fotos e, quando estava me afastando, uma aluna - devia ter seus 12 anos - gritou: "tira mais uma!". Fiquei sem graça e perguntei se ela queria que eu tirasse uma foto dela. Fez pose e me passou o e-mail da professora para que eu mandasse o arquivo depois, o que acabei fazendo. Uma figura! Essas fotos foram tiradas perto do meio-dia e alguns alunos estavam esperando depois da aula.

Na foto abaixo, detalhe do bloco J. Esse e o bloco C são assim, em desnível. Só vi isso na SQN 403 e SQN 405.
Mais uma do bloco J:
Olha quem eu vejo saindo do bueiro enquanto estou fotografando o bloco J:
Esse serzinho ficou na maior pose. Andou um pouco, sentou-se de novo... pela atitude vigilante e pela barriga um pouco distendida, fiquei pensando se não seria uma gata parida - mas não ouvi nenhum barulho de gatinho novo. Tentei alguns contatos para ver castração, adoção... sem resultados por enquanto.

Agora o bloco D, com reforma recente. Reparem nos toldos em algumas janelas, além da arborização "misturada": árvores antigas dividem espaço com palmeiras, que certamente foram plantadas há bem menos tempo e pelo pessoal do próprio condomínio:
Outro parquinho. Vemos a fachada posterior do bloco E (à direita) e a fachada principal do bloco C da SQN 406. O arruamento dessas quadras tem uma característica interessante: a rua de entrada, comum às duas quadras, se subdivide e não vai até perto da L2. Quando fui tirar essa foto, eu já não sabia em que quadra estava. Tive que olhar as placas. Imagino a confusão para os carteiros...
Quadra poliesportiva em frente ao parquinho da foto anterior:
Calçada com piso tátil ligando o parquinho/quadra de esportes à rua em frente ao bloco J. Estava em obras quando cheguei para tirar as fotos:
A seguir, a fachada posterior do bloco E. É comum, nesses blocos, os proprietários abrirem janelões. Confesso que uma coisa que sempre me deu implicância no projeto original dessas quadras são justamente as ventanas minúsculas. Imagine estender e passar roupa, cozinhar, etc, num ambiente escuro e sem ventilação natural? Como dormir no tal "quarto reversível" sem uma janela de verdade? Felizmente a solução adotada na maior parte dos outros projetos das outras quadras - os cobogós - é bem mais prática.
Realmente as fachadas despadronizadas ficam bem feiosas; mas, se o projeto original não oferece boa qualidade de vida, fazer o quê? Aí vem a tentação de reformar os apartamentos, criando janelões. O problema? Você vê na atualização no final do post.

O tronco dessa árvore tem uns 80cm de diâmetro:
Outro detalhe da arborização:
Central telefônica (acho que é!) em frente ao bloco Q:
Outro ângulo:
Este foi o passeio na SQN 405. Por enquanto postei só fotos do Plano Piloto que, afinal, é onde trabalho e passo a maior parte do dia durante a semana. Espero ter oportunidade de registrar outros lugares. Lembrando que se alguém quiser as fotos sem marca d'água, é só pedir pelo e-mail do blog.

[1]: FERREIRA, Marcílio Mendes & GOROVITZ, Matheus. A invenção da superquadra. Brasília: IPHAN, 2008.

Atualização (27/10/2012): Saiu na capa do Correio de hoje (clique e aumente):
 

Pois é: os prédios dessas quadras têm paredes com função estrutural - informação que, por sinal, consta no livro do Marcílio Ferreira e Matheus Gorovitz. Essas quadras foram planejadas para um pessoal de bolso não tão cheio e aí entram as técnicas para baratear a construção. 

Só que os antigos moradores seguiram um desses caminhos: ou melhoraram a condição financeira ou foram expulsos pela lei do mercado e substituídos por moradores de bolsos mais recheados. É a gentrificação, que citei no post sobre a 302. De um jeito ou de outro, o pessoal quer melhorar os apês. Nas pesquisas para atualizar este post, cheguei a ver um projeto de reforma no site de um escritório de arquitetura e adivinhem: derrubada de paredes num apartamento numa dessas quadras. :-/

Espero que tudo seja resolvido da melhor forma e nenhuma tragédia aconteça - como o desabamento dos prédios no centro do Rio, que ocorreu ainda este ano.

sábado, 2 de junho de 2012

Na papelaria - direto do túnel do tempo...

Hoje passei numa loja de material para artesanato na 102 Norte, uma quadra onde funcionam estabelecimentos desse tipo. A loja ocupa todo o subsolo do prédio - é enorme!

Vi coisas que nem imaginava que ainda existissem: pantógrafo? Pois então:


Foto tremida... shame on me! Nem coloquei marca d'água para não passar mais vexame.

O pantógrafo serve para desenhar figuras em escala reduzida ou ampliada; não posso dar mais detalhes porque nunca usei. Aqui tem um vídeo explicativo:


Gabaritos para desenho? Tem também:



Vi pranchetas, cavaletes... coisas que eu imaginava terem sido extintas pelo AutoCAD. Tintas para craquelê (alguém se lembra das aulas de arte no colégio)? E coisas mais modernas, como material para scrapbooking? Também vi por lá. Deu até vontade de voltar a brincar com essas coisas.

Para quem se interessar, a 102 Norte é o paraíso dos cursos para artistas e aspirantes a artistas: fotografia, artesanato... tem aqui e em outras lojas, como a Casa do Artesão. Cursos na área de gastronomia, organização doméstica... também tem. Vejam aqui. 

Bom para quando a gente tira férias e não pode viajar!

domingo, 27 de maio de 2012

Fotografando a cidade: SQN 302

Quando fui almoçar no Greens, aproveitei para tirar umas fotos da quadra residencial.

Todos os blocos da SQN 302 abrigam apartamentos funcionais da Câmara dos Deputados - que também tem imóveis nas quadras 202 Norte, 111 Sul e 311 Sul. No total são 432 apartamentos nessas quadras. Parte dos deputados mora nos apês funcionais, mas boa parte prefere mesmo os 3.000 reais mensais de auxílio-moradia. E, a pretexto de reduzir essa despesa, a Câmara licitou uma reforma nos prédios da 302. A novela começou em 2007; em 2011, foram entregues as primeiras unidades. O custo total ficou estimado em 64 milhões de reais, ou 415 mil por unidade. Mais aqui e aqui. E, pelas histórias de garagem inundada e portão com defeito, parece que a reforma não foi um sucesso total.

Prefiro nem escrever muito mais sobre isso, e menos ainda sobre o naipe de tantos dos inquilinos desses blocos. O noticiário está aí para quem quiser ver. É verdade que a Câmara, dona dos imóveis, acabaria em algum momento tendo que tomar uma posição sobre eles: vender (houve uma época em que os jornais falavam nisso) ou reformar. E, já que reformou, teria mesmo que adaptar apartamentos para cadeirantes, por exemplo. Mas gente... vejam esse vídeo sobre a vida dos políticos na Suécia:

Tá. E depois de deixar todo mundo com raiva, a pergunta: por que resolvi fazer esse post?
Tentando abstrair um pouco os inquilinos... bem, as quadras funcionais têm a cara de uma Brasília mais próxima da concepção original. Mesmo a reforma preservou boa parte disso. Nada de vidros espelhados, jardins bloqueando os pilotis, etc. Então, para satisfazer a uma possível curiosidade dos novos brasilienses, nada como mostrar uma quadra à moda antiga. A 302 é um bom laboratório porque ainda tem os dois tipos de fachada: as antigas e as já reformadas.

Antes de continuar, um parêntese para os não acostumados ao "brasiliês": o que é uma superquadra?
"Estruturalmente, uma Superquadra é um conjunto de edifícios residenciais sobre pilotis (que tem, em Brasília, pela primeira vez, presença urbana contínua) ligados entre si pelo fato de terem um acesso comum e de ocuparem uma área delimitada - no caso, um quadrado de 280 x 280 metros, a ser cercado dos quatro lados com renques de árvores de copa densa, e com uma população de 2.500 a 3.000 pessoas. O chão é público - os moradores pertencem à quadra, mas a quadra não lhes pertence - e essa é a grande diferença entre Superquadra e condomínio. Não há cercas, nem guardas, e no entanto a liberdade de ir e vir não constrange nem inibe o morador de usufruir de seu território, e a visibilidade contínua assegurada pelo pilotis contribui para a segurança." (Maria Elisa Costa, citada em [1]).
Obs: quem mora aqui sabe que muito dessa teoria hoje é só teoria mesmo! Para o bem e para o mal, atualmente as coisas são bem diferentes. Mas isso seria assunto para outra discussão.

Então vamos às fotos. Elas ampliam se clicadas. A primeira mostra o bloco I:
Abaixo: em primeiro plano, a saída da garagem do bloco I:
Pilotis do bloco I, com vista para a escola classe. Reparem nos azulejos da portaria (são do Athos Bulcão? Não consegui descobrir) e no piso "normalzão":
A SQN 302 tem duas escolas: uma escola classe (o prédio de muro amarelo, à esquerda na foto abaixo) e um jardim de infância (à direita na foto, muro azul). Ao fundo o bloco D, que ainda está em reforma:
 A ideia das escolas dentro das quadras era atender às crianças da vizinhança e o próprio traçado das vias internas foi feito pensando em minimizar as travessias de ruas. Hoje, com o processo de gentrificação e o envelhecimento da população do Plano Piloto, a maior parte das crianças vêm das RAs (regiões administrativas, ou cidades-satélites). Ou seja: atravessam ruas e pegam ônibus.

Mais uma foto mostrando o entorno da escola. O aspecto maltratadinho contrasta com os prédios recém-reformados da quadra:
A próxima foto mostra a fachada principal do bloco G, com as janelas basculantes, e o jardim de infância:
Aqui a fachada posterior do bloco C, em reforma. Destaque para os cobogós (elementos vazados típicos das construções mais antigas de Brasília):
Aqui a fachada posterior de um bloco já reformado e sem os cobogós:
Bem, pessoal, é isso. Espero que vocês tenham gostado do passeio virtual. Tentei criar uma conta no Panoramio para colocar as fotos acessíveis pelo Google Earth, mas o Google (que também é dono do Panoramio) exigiu que eu informasse um número de telefone celular! Acho que eles já têm informações demais a meu respeito e não concordei. Então, nada de conta no Panoramio. Quem quiser alguma foto sem marca d'água, é só pedir pelo e-mail do blog, OK?

[1] - FERREIRA, Marcílio Mendes & GOROVITZ, Matheus. A invenção da superquadra. Brasília: IPHAN, 2008. Tem uma ótima resenha aqui

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Greens e o cartaz para ninguém ter dúvida

Greens, na 302 Norte.


Achei esse cartaz tão incrível que tive que tirar uma foto. O problema é cumprir a instrução que está aí. Não tenho tanta paciência assim.

O Greens é um restaurante natural em Brasília. Ou melhor: são dois restaurantes, um na CLS 202 e o outro na CLN 302. Arroz integral, carne branca, massas, saladas...

Eu já tinha ido algumas vezes ao da Asa Norte e ficado meio frustrada com as opções de proteína vegetal. Quase sempre, feijão e proteína de soja - a famosa PTS (proteína texturizada de soja, também conhecida como PVT: proteína vegetal texturizada, ou "carne de soja"). Há quem diga que a PTS é uma delícia se bem preparada... mas confesso que não sou muito fã. Felizmente ela está deixando o pedestal da comida vegetariana e dando espaço para outras opções.

Hoje no buffet eles tinham tempeh, tofu (preparado com uns temperinhos diferentes) e outras coisas. Maravilha!

PS: Talvez vocês estejam se perguntando: como é que alguém diz não ser fã de PTS e cria um blog chamado "goulash de soja"? Bem, isso vai ficar para um outro post...